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Palmeiras faz 3 a 0 no Jacuipense e encaminha vaga na Copa do Brasil

O Palmeiras vence o Jacuipense por 3 a 0 nesta quarta-feira (23), no Allianz Parque, e abre vantagem confortável na quinta fase da Copa do Brasil. Ramón Sosa marca duas vezes de pênalti, Felipe Anderson deixa o dele, e o time de Abel Ferreira pode perder por até dois gols na volta, em Londrina, para avançar.

Superioridade em campo e vantagem na eliminatória

A noite começa com roteiro esperado, mas não por isso menos impactante. Diante de um Allianz Parque cheio e de um adversário de menor investimento, o Palmeiras impõe ritmo desde os primeiros minutos e transforma a pressão em controle do confronto. O 3 a 0 na ida não garante classificação antecipada, mas muda o tom da disputa e permite que o atual campeão brasileiro administre a série com mais calma.

A diferença técnica entre os elencos aparece com nitidez ainda no primeiro tempo. A equipe de Abel Ferreira empurra o Jacuipense para o próprio campo, força erros na saída de bola e ocupa o terço final com paciência. Aos poucos, o domínio territorial se converte em chances. O gol anulado, a checagem do VAR e a expulsão rival ajudam a desenhar um cenário em que o placar elástico parece questão de tempo.

Ramón Sosa rompe o equilíbrio inicial quando converte o primeiro pênalti, com cobrança firme, sem chance para o goleiro Marcelo. A vantagem libera o time, que passa a circular a bola com mais velocidade e alterna triangulações curtas com inversões de lado. Felipe Anderson aproveita esse contexto para enfim balançar as redes pelo clube, ainda no primeiro tempo, em um lance que provoca comemoração ruidosa dos companheiros, seja em campo, seja no banco.

A expulsão do zagueiro JP Talisca, ainda antes do intervalo, consolida a superioridade. O defensor entra duro em Lucas Evangelista, recebe o cartão vermelho direto e deixa o Jacuipense com dez. O lance desmonta qualquer plano de resistência prolongada e transforma o duelo em ataque contra defesa, com o Palmeiras administrando ritmo e escolhendo onde acelerar.

Lesão de Vitor Roque contrasta com festa de Sosa e Felipe Anderson

O jogo não traz apenas notícias positivas para o torcedor. Vitor Roque, escalado como titular após longo período de ausência, sente o tornozelo ainda aos 15 minutos e deixa o gramado de maca. A imagem preocupa comissão técnica e diretoria, que tratam a jovem aposta como peça importante para a temporada de calendário apertado em 2026. Luighi entra em seu lugar e participa da engrenagem ofensiva, mas a lesão adiciona uma interrogação ao planejamento.

Em campo, a vantagem numérica e o 2 a 0 construído antes do intervalo permitem que Abel Ferreira ajuste a equipe com relativa tranquilidade. O técnico, que já começa a partida poupando algumas peças, usa o segundo tempo para rodar o elenco. Entram Jefté, Andreas Pereira, Flaco López e Arias, entre outros, sem que o padrão de pressão se perca. O ritmo cai em alguns momentos, mas o Palmeiras mantém o controle territorial e não sofre sustos relevantes.

O terceiro gol vem em nova cobrança de pênalti de Ramón Sosa, já na etapa final. O atacante assume a responsabilidade outra vez e confirma a boa fase, com frieza e precisão. O 3 a 0 transforma a partida de volta em compromisso bem menos dramático, algo relevante em um calendário que inclui Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e competições continentais até dezembro.

O Jacuipense tenta responder com bolas longas e escapadas em velocidade, mas esbarra na dupla Murilo e Bruno Fuchs e na segurança de Carlos Miguel, que praticamente não é exigido. O time baiano, que chega a São Paulo com a missão de sobreviver à pressão, volta para casa com a necessidade de uma vitória por três gols de diferença em Londrina, algo que beira o improvável diante do cenário mostrado na capital paulista.

O controle palmeirense também aparece na disciplina tática. Mesmo com o placar construído cedo, o time não se desorganiza. Marlon Freitas e Lucas Evangelista protegem a intermediária, enquanto Felipe Anderson e Mauricio se aproximam de Sosa para criar superioridade numérica pelos lados. A única advertência é um cartão amarelo para o meia Felipe Anderson, que não muda o rumo da noite.

Palmeiras ganha margem para rodar elenco e mirar o Brasileirão

O 3 a 0 desta 23 de abril tem peso que vai além da classificação encaminhada. A vantagem permite a Abel planejar a volta em Londrina, ainda sem data definida, com margem para preservar titulares e distribuir minutos. Em um ano de maratona, cada descanso conta. A possibilidade de administrar o elenco em jogos de mata-mata, sem abrir mão da competitividade, reforça o discurso do treinador sobre a importância de ter um grupo numeroso e versátil.

A atuação segura também alimenta a confiança após semanas de calendário intenso. Jogadores como Felipe Anderson, que ainda buscam afirmação plena com a camisa alviverde, ganham combustível com gols em partidas decisivas. Ramón Sosa, autor dos dois pênaltis convertidos, consolida-se como peça-chave nas decisões. A resposta coletiva reduz a pressão imediata por resultados e dá fôlego para encarar a sequência.

O Jacuipense, por sua vez, sai pressionado a buscar uma atuação quase perfeita em Londrina para sonhar com a classificação. A expulsão de JP Talisca pesa no planejamento, e a necessidade de marcar pelo menos três gols contra um dos elencos mais sólidos do país escancara o tamanho do desafio. A equipe baiana volta o foco imediato para seus compromissos regionais, ciente de que a Copa do Brasil, neste momento, se transforma mais em vitrine do que em meta esportiva realista.

Próximos compromissos e a disputa em várias frentes

O Palmeiras já mira o próximo teste. No domingo, visita o Red Bull Bragantino, às 18h30 (de Brasília), pelo Campeonato Brasileiro, em Bragança Paulista. A tendência é que Abel mantenha a política de rodízio, principalmente se os exames de Vitor Roque confirmarem a necessidade de afastamento por alguns dias ou semanas. A forma como o elenco responde a essa gestão pode definir o fôlego da equipe até o fim da temporada.

O Jacuipense também volta a campo no domingo, às 16h, contra o Atlético-BA, em casa, em compromisso importante para manter ritmo competitivo e confiança. A volta da Copa do Brasil, em Londrina, permanece como um capítulo ainda em aberto, mesmo que o roteiro pareça encaminhado. Resta saber se o Palmeiras usará a folga construída no Allianz Parque apenas para administrar a vantagem ou se buscará transformar a série em demonstração ainda mais enfática de força.

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