Padrasto preso após morte de menina de 2 anos já respondia por estupro em MT
Suspeito de 23 anos também tem passagens por tráfico, receptação e furto; criança morreu com hematomas e sinais de violência em Goiás

Felipe de Souza Neckel da Silva, de 23 anos, preso suspeito de envolvimento na morte da enteada Ísis Gabrielly, de apenas 2 anos, em Novo Gama, no Entorno do Distrito Federal, já tinha antecedentes policiais. Segundo a Polícia Militar de Goiás (PMGO), ele responde por um caso de estupro de vulnerável registrado há poucos meses em Mato Grosso.
Além da ocorrência relacionada ao crime sexual, o homem possui passagens por tráfico de drogas, receptação e furto qualificado. A PMGO também informou que ele teria ligação com a facção criminosa Comando Vermelho. Essa suposta associação ainda não foi comprovada judicialmente nas informações divulgadas sobre o caso.
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O suspeito foi preso em flagrante nesta quarta-feira (4), depois que a criança morreu em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Novo Gama. Ísis chegou à unidade em parada cardiorrespiratória, apresentando hematomas e outras lesões pelo corpo. Diante dos sinais de possível violência, os profissionais de saúde acionaram a polícia.
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Padrasto apresentou versão de acidente
De acordo com a Polícia Militar, o homem afirmou que estava dando banho na enteada quando ela sofreu uma queda. Entretanto, a explicação levantou suspeitas porque os ferimentos identificados pelos profissionais de saúde não correspondiam à versão apresentada.
O tenente-coronel Ricardo Edson, que acompanhou a ocorrência, afirmou que o relato do padrasto apresentava inconsistências.
“Em depoimento, o padrasto disse que estava dando banho na criança e ela caiu. Porém, essa versão não condiz com o que foi observado pela equipe médica.”
Segundo a corporação, o suspeito teria chamado pessoas que passavam nas proximidades da residência para ajudar a socorrer a menina.
Após o atendimento na UPA e a confirmação da morte, ele foi detido e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Luziânia, responsável pela investigação.
Família já desconfiava de possíveis agressões
O avô da menina, Klinger de Oliveira, de 43 anos, contou que havia percebido marcas no corpo da neta antes da morte.
Segundo ele, os hematomas começaram a aparecer aproximadamente 15 dias antes do ocorrido. A situação preocupou os familiares, que chegaram a questionar a mãe da criança sobre a origem dos ferimentos.
O avô relatou que a filha negava as suspeitas de agressão. Ainda conforme as informações divulgadas pela polícia, a mãe teria sido informada pelo companheiro de que as marcas eram provocadas por uma suposta alergia.
O relacionamento entre a mãe de Ísis e Felipe havia começado cerca de três meses antes da morte da criança.
Mãe também foi levada à delegacia
A mãe de Ísis Gabrielly também foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.
Os investigadores deverão apurar o que aconteceu dentro da residência, a origem dos ferimentos encontrados no corpo da menina e se existiam episódios anteriores de violência.
Também será necessário esclarecer se outras pessoas tinham conhecimento das possíveis agressões e se houve alguma conduta que possa resultar em responsabilização criminal.
Até o momento, as informações divulgadas não confirmam que a mãe tenha sido presa ou formalmente acusada de participação no crime.


