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Mulher morre após colonoscopia e clínica é interditada por casos suspeitos em SC

Paciente de 38 anos morreu após passar mal; outros pacientes apresentaram sintomas semelhantes depois de exames em clínica de Ibirama, no Vale do Itajaí.

Mulher morre após colonoscopia e clínica é interditada por casos suspeitos em SC

Uma mulher de 38 anos morreu após apresentar problemas de saúde depois de realizar uma colonoscopia em uma clínica particular de Ibirama, no Alto Vale do Itajaí, em Santa Catarina. A morte de Daiane Deucher dos Santos foi confirmada na segunda-feira (26), em meio à investigação de outros pacientes que também passaram mal após procedimentos realizados no mesmo estabelecimento.

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Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina (SES), o Hospital Doutor Waldomiro Colautti atendeu 13 pessoas com sintomas semelhantes, como dores abdominais, calafrios e vômitos, após exames de endoscopia ou colonoscopia. O número inclui a paciente que morreu. Diante das ocorrências, a Vigilância Sanitária interditou cautelarmente a clínica na sexta-feira (23).

Mulher morreu após apresentar complicações de saúde

Daiane, que também atuava como atleta de futsal, havia realizado uma colonoscopia na clínica WS Centro Clínico & Diagnósticos. Segundo familiares, ela começou a apresentar mal-estar, náuseas, vômitos e dores de cabeça intensas depois do procedimento.

A paciente procurou atendimento médico e chegou a ser internada no Hospital Doutor Waldomiro Colautti. Seu quadro se agravou e a morte foi confirmada na segunda-feira (26), após uma parada cardiorrespiratória.

Familiares relataram que documentos médicos apontaram um aneurisma e a presença de uma infecção bacteriana. No entanto, as autoridades de saúde ainda investigam a causa da morte e não estabeleceram uma relação causal entre a colonoscopia e o óbito.

Outros pacientes apresentaram sintomas semelhantes

Além de Daiane, outras pessoas que haviam realizado procedimentos na mesma clínica procuraram atendimento médico com sintomas parecidos.

De acordo com o balanço oficial divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde, 13 pacientes foram atendidos no hospital desde a semana anterior, incluindo a mulher que morreu. A maioria não precisou permanecer internada.

Na terça-feira (27), duas pessoas continuavam hospitalizadas em estado estável. Uma estava na unidade de clínica médica e outra permanecia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Os sintomas relatados incluíam dor abdominal, calafrios e vômitos. A repetição dessas queixas entre pacientes que passaram pelo mesmo estabelecimento levou os serviços de saúde a comunicar a situação aos órgãos de fiscalização.

Clínica foi interditada pela Vigilância Sanitária

A WS Centro Clínico & Diagnósticos foi interditada cautelarmente em 23 de outubro pela Vigilância Sanitária Municipal de Ibirama, com apoio técnico da estrutura regional de saúde.

A medida foi adotada enquanto as autoridades investigam os episódios e avaliam as condições de funcionamento do estabelecimento.

A Diretoria de Vigilância Sanitária Estadual também foi notificada e programou uma inspeção conjunta com a fiscalização municipal para verificar as práticas e os procedimentos realizados na clínica.

A interdição cautelar é uma medida preventiva e não representa, por si só, uma conclusão sobre a causa dos sintomas ou a existência de irregularidades.

Exames laboratoriais devem ajudar a esclarecer o caso

As amostras coletadas e os exames realizados nos pacientes foram encaminhados ao Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen/SC).

Os resultados deverão auxiliar na identificação de possíveis fatores associados aos sintomas e orientar as próximas medidas das autoridades sanitárias.

Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão a origem das manifestações clínicas, a existência de algum fator comum entre os pacientes e a eventual relação com os procedimentos realizados.

Até a última atualização oficial consultada, não havia confirmação de contaminação bacteriana na clínica nem de que os exames tenham provocado a morte de Daiane.

O que diz a clínica investigada?

Em comunicado, a WS Centro Clínico & Diagnósticos lamentou os acontecimentos e manifestou solidariedade aos pacientes e familiares.

O estabelecimento informou que realiza exames de endoscopia e colonoscopia há três anos e afirmou não ter enfrentado anteriormente uma situação semelhante.

A empresa declarou ainda que está colaborando com a Vigilância Sanitária e com os demais órgãos responsáveis para esclarecer as circunstâncias dos episódios.

Em manifestação pública, um médico ligado à clínica afirmou que diferentes possibilidades estão sendo analisadas e orientou pacientes com sintomas após os exames a procurar atendimento médico.

O que são colonoscopia e endoscopia?

A colonoscopia é um exame utilizado para avaliar o interior do intestino grosso e identificar alterações como pólipos, inflamações e lesões. O procedimento geralmente é realizado com sedação e utiliza um aparelho flexível equipado com câmera.

Já a endoscopia digestiva alta permite examinar estruturas como esôfago, estômago e duodeno. Ambos são procedimentos utilizados na investigação e no acompanhamento de diferentes condições de saúde.

Embora sejam exames amplamente realizados, podem apresentar complicações, como ocorre com outros procedimentos médicos. Isso não significa que os sintomas relatados em Ibirama tenham sido necessariamente provocados pelos exames.

Pacientes são orientados a procurar atendimento

A Secretaria Municipal de Saúde de Ibirama orientou pessoas que realizaram endoscopia ou colonoscopia na clínica e apresentaram sintomas a procurar uma unidade de saúde, mesmo quando os sinais forem considerados leves.

Entre os sintomas que exigem avaliação estão dores abdominais persistentes, febre, calafrios, vômitos e piora do estado geral.

Enquanto aguardam os resultados laboratoriais, as autoridades sanitárias mantêm o acompanhamento dos pacientes e a investigação sobre o funcionamento da clínica.

A conclusão das análises será fundamental para esclarecer o que provocou os episódios e determinar se serão necessárias outras medidas de fiscalização.

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