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Corpo esquartejado em carro pode ter ligação com tribunal do crime no Paraná

Polícia investiga possível disputa entre facções criminosas; seis adultos foram presos e um adolescente apreendido após abordagem em Marmeleiro.

Corpo esquartejado em carro pode ter ligação com tribunal do crime no Paraná

Um homem foi encontrado morto, decapitado e esquartejado dentro do porta-malas de um carro em Marmeleiro, no sudoeste do Paraná. A Polícia Civil investiga se o assassinato, descoberto na terça-feira (27), está relacionado a uma disputa entre facções criminosas e a uma possível execução determinada pelo chamado “tribunal do crime”.

Ao todo, seis adultos foram presos e um adolescente apreendido durante a operação. Os sete suspeitos têm entre 17 e 22 anos. Segundo a delegada Paula Caroline Wisniewski, responsável pela investigação, a hipótese de envolvimento de organizações criminosas surgiu após denúncias anônimas, mas ainda depende de confirmação.

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A vítima ainda não havia sido oficialmente identificada até a atualização das informações nesta quarta-feira (28). A principal suspeita é de que seja um homem de 25 anos, natural do Rio Grande do Sul. A polícia trabalha para esclarecer a motivação do homicídio e a participação de cada investigado.

Como o corpo esquartejado foi encontrado

A investigação começou na manhã de terça-feira, quando a Polícia Civil recebeu informações sobre um possível assassinato ocorrido durante a madrugada em Marmeleiro. As denúncias indicavam uma residência que poderia ter ligação com o crime.

Os investigadores iniciaram o monitoramento do endereço e identificaram um veículo deixando o imóvel. O carro passou a ser acompanhado e foi interceptado pela Polícia Militar na rodovia PR-280.

Carro foi abordado após denúncia de assassinato em Marmeleiro. — Foto: Reprodução
Carro foi abordado após denúncia de assassinato em Marmeleiro. — Foto: Reprodução
Carro foi abordado após denúncia de assassinato em Marmeleiro. — Foto: Reprodução

No automóvel estavam quatro pessoas, entre elas uma mulher e um adolescente. Durante a fiscalização, os policiais encontraram restos mortais no porta-malas, acondicionados em uma mala e envolvidos em cobertores.

De acordo com a polícia, o corpo estava decapitado e com os membros separados. Uma arma de fogo também foi apreendida durante a abordagem. Os ocupantes teriam tentado se desfazer do armamento ao perceber a presença policial.

Polícia encontra vestígios de sangue em residência

Após a descoberta do corpo, os agentes retornaram à residência de onde o veículo havia saído. No imóvel, outras três pessoas foram presas.

Segundo a Polícia Civil, os policiais encontraram vestígios semelhantes a sangue e sinais de que o ambiente havia passado por uma limpeza recente. A suspeita é de que os envolvidos tentassem eliminar evidências do assassinato.

A delegada Paula Caroline Wisniewski explicou que a situação encontrada na residência reforçou a necessidade de realizar exames periciais para reconstruir a dinâmica do crime.

“Na sequência, parte das equipes retornou ao imóvel de onde o veículo havia saído e encontrou outros três suspeitos realizando a limpeza do local, em uma possível tentativa de eliminar vestígios do crime”, disse a delegada.

A Polícia Científica realizou levantamentos tanto no imóvel quanto no veículo utilizado para transportar o corpo. Os materiais recolhidos poderão ajudar a esclarecer onde a vítima foi assassinada e como ocorreu o transporte dos restos mortais.

O que é o tribunal do crime investigado pela polícia

Uma das principais linhas de investigação considera a possibilidade de que o homem tenha sido executado por determinação de integrantes de uma organização criminosa.

O chamado “tribunal do crime” é uma prática ilegal utilizada por facções para impor punições a pessoas acusadas de descumprir regras estabelecidas pelos próprios grupos. Essas punições podem incluir agressões, tortura e assassinatos.

No caso de Marmeleiro, os investigadores apuram se uma disputa entre facções teria motivado a morte. Até o momento, porém, não há confirmação oficial de que a vítima tenha sido submetida a esse tipo de julgamento clandestino.

Também não foram divulgadas informações conclusivas sobre a possível ligação de cada suspeito com organizações criminosas.

Quem são os suspeitos presos no Paraná

Os envolvidos têm entre 17 e 22 anos. Conforme a Polícia Civil, quatro homens e duas mulheres foram presos em flagrante, enquanto um adolescente foi apreendido.

Os adultos foram encaminhados ao sistema penitenciário, e o adolescente passou pelos procedimentos previstos na legislação para atos infracionais.

As identidades dos investigados não foram divulgadas. A polícia também não detalhou a participação individual de cada um no assassinato.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames periciais para confirmar a identidade da vítima e esclarecer as circunstâncias da morte.

Os investigadores também devem aprofundar a apuração sobre a possível participação de facções criminosas, a motivação do homicídio e a atuação dos sete suspeitos.

A hipótese de execução determinada por um tribunal do crime continua sendo investigada e ainda não foi estabelecida como conclusão oficial.

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