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Brasil

MPDFT avalia ataques xenofóbicos de diretora do SLU

Fabiana Ribeiro Guimarães publicou mensagens contra beneficiários do Bolsa Família e pessoas alinhadas à esquerda. Servidora pediu desculpas após a repercussão, enquanto o SLU encaminhou o caso para avaliação preliminar.

MPDFT avalia ataques xenofóbicos de diretora do SLU

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) encaminhou à Promotoria de Justiça a análise de publicações atribuídas à diretora de Tecnologia e Inovação do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Fabiana Ribeiro Guimarães. As postagens incluem ataques a pessoas nascidas na Bahia e a beneficiários de programas sociais. O pedido de avaliação foi feito em caráter de urgência.

Paralelamente, o SLU encaminhou o caso à unidade responsável por avaliar possíveis questões relacionadas à conduta da servidora. Em nota, a autarquia informou que a análise preliminar busca verificar se há elementos que justifiquem providências administrativas. Após a repercussão, Fabiana publicou um pedido de desculpas em suas redes sociais, reconhecendo que errou nas declarações.

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Publicações incluíram ataques a beneficiários do Bolsa Família

Fabiana usou as redes sociais para publicar mensagens contra apoiadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e beneficiários de programas sociais do governo federal. Em uma sequência de postagens, ela ironizou pessoas que recebem auxílios como o Bolsa Família e afirmou que não pretende manter convivência ou diálogo com pessoas alinhadas politicamente à esquerda.

Em outra publicação, a diretora compartilhou uma imagem manipulada com recursos de inteligência artificial na qual aparece à beira-mar, na orla baiana, segurando uma placa com a frase “Odeio ser baiana”.

SLU avalia possíveis providências administrativas

O Serviço de Limpeza Urbana informou que encaminhou o caso para uma avaliação preliminar. Segundo a autarquia, a medida busca verificar se existem elementos que justifiquem providências administrativas.

“A medida visa verificar a existência de elementos que justifiquem providências administrativas, resguardando a integridade institucional, os deveres éticos e a imagem da Administração Pública”, informou o SLU em nota.

O encaminhamento ocorre enquanto o MPDFT avalia as publicações. Até o momento, as informações apresentadas não indicam uma conclusão sobre eventual responsabilização da servidora.

Loja da qual servidora é sócia repudia declarações

Além do cargo comissionado no SLU, Fabiana integra o quadro societário da loja de grife LAGO, localizada no Lago Sul. Em posicionamento público, a empresa repudiou as declarações e afirmou que a servidora não participa da gestão da marca.

Segundo a loja, as manifestações têm caráter pessoal e não representam o posicionamento da empresa nem de seus fundadores. A marca também reafirmou o compromisso de repudiar preconceito, discriminação e desrespeito às diferenças.

A participação de Fabiana em uma empresa privada enquanto ocupa uma função de direção no serviço público também levanta questionamentos sobre eventual conflito de interesses e compatibilidade de atividades. No entanto, a existência de irregularidade depende de análise dos vínculos, das atribuições do cargo e das regras aplicáveis. Não há, nas informações disponíveis, confirmação de que tenha sido constatada infração.

Servidora pede desculpas pelas publicações

Após a repercussão, Fabiana se manifestou em uma publicação direcionada aos seguidores de seu perfil fechado. Ela pediu desculpas pelas declarações contra beneficiários do Bolsa Família e pelas manifestações xenofóbicas contra pessoas nascidas na Bahia.

“No último dia 25, fiz manifestações nas redes sociais que magoaram pessoas e geraram repercussão. Por isso, venho publicamente reconhecer meu erro e pedir desculpas. Naquele momento, acabei me expressando de maneira impulsiva, com palavras que não refletem os valores que sempre orientaram minha vida”, afirmou.

Na sequência, a servidora reconheceu que o contexto não justifica as declarações e assumiu a responsabilidade pelo conteúdo publicado.

“Essa circunstância contextualiza o ocorrido, mas não justifica minhas declarações. Lamento sinceramente ter ofendido ou desrespeitado pessoas com minhas palavras e reconheço que fiz julgamentos precipitados e injustos. Fui criada com princípios de respeito e consideração ao próximo, independente de sua condição social ou posição política. Lamento não ter agido de acordo com esses ensinamentos. Assumo a responsabilidade pelo que publiquei e reafirmo meu compromisso de agir com mais equilíbrio e respeito”, concluiu.

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