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Morte de bebê em policlínica na Grande BH leva prefeitura a investigar atendimento

Criança de 1 ano e 9 meses morreu após dar entrada em unidade de saúde de São José da Lapa; família suspeita de negligência e questiona demora no socorro

Morte de bebê em policlínica na Grande BH leva prefeitura a investigar atendimento

A Prefeitura de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, abriu um procedimento administrativo para investigar uma morte de bebê de 1 ano e 9 meses durante atendimento no Centro de Saúde Municipal Dr. Luiz Issa, conhecido como Policlínica do bairro Dom Pedro I. O caso ocorreu na quarta-feira, 4 de novembro, e também é investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais.

A criança, identificada como Davi Lucca Gonçalves de Araújo, foi levada à unidade pela mãe após apresentar cansaço e dificuldade para respirar. Familiares suspeitam de negligência médica e afirmam que houve demora no atendimento, além de falta de informações sobre o estado de saúde do menino durante as tentativas de reanimação.

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Em nota divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, a prefeitura informou que a investigação interna pretende esclarecer as circunstâncias da morte e avaliar a conduta dos profissionais envolvidos no atendimento.

Segundo a administração municipal, as imagens das câmeras de segurança mostram que mãe e filho chegaram à unidade às 9h39. A triagem ocorreu às 9h53, e o atendimento médico começou às 10h18, cerca de 39 minutos depois da chegada.

Quatro minutos após o início da consulta, às 10h22, a criança foi encaminhada para a sala de urgência, onde os profissionais iniciaram procedimentos de emergência e reanimação.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local às 11h35. Apesar das tentativas de socorro, o óbito foi declarado às 12h34, quase três horas após a entrada do bebê na unidade.

Família questiona atendimento após morte de bebê

Familiares de Davi Lucca contestam a assistência prestada pela equipe médica. Segundo os relatos divulgados, o menino apresentava dificuldade respiratória e teria piorado enquanto aguardava atendimento.

A avó, Aldemira Maria, afirmou que a boca da criança começou a ficar roxa e que o menino desmaiou nos braços da mãe. A família também questiona o tempo de espera e a comunicação dos profissionais durante o atendimento de emergência.

O padrinho, Douglas Souza, relatou que os parentes tiveram dificuldades para obter informações sobre o estado de saúde de Davi Lucca enquanto os médicos tentavam reanimá-lo.

Após a confirmação da morte, familiares acionaram a Polícia Militar e pediram esclarecimentos sobre os procedimentos realizados. O corpo da criança passou por exames no Instituto Médico-Legal (IML) antes do sepultamento, realizado na quinta-feira (5).

A família também questiona a causa inicialmente apontada pela equipe médica. A hipótese de bronquiolite foi mencionada no atendimento, mas a causa da morte ainda depende de esclarecimento pericial.

Prefeitura vai analisar prontuário e ouvir profissionais

A Prefeitura de São José da Lapa informou que já iniciou as oitivas dos profissionais envolvidos no atendimento. Também será realizada uma auditoria clínica do prontuário médico para verificar se os procedimentos adotados foram adequados aos sintomas apresentados pela criança.

A unidade utiliza o Protocolo de Manchester, sistema que classifica os pacientes conforme a gravidade do quadro clínico para estabelecer a prioridade do atendimento.

Segundo a administração municipal, a aplicação desse protocolo no caso de Davi Lucca será avaliada durante a investigação.

O município informou ainda que acompanha a apuração conduzida pela Polícia Civil e aguarda os resultados dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.

Em nota, a prefeitura manifestou solidariedade aos familiares e afirmou que adotará as providências cabíveis conforme os resultados das investigações.

Até o momento, não há conclusão oficial sobre eventual negligência médica ou irregularidade no atendimento.

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