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Brasil

Ibovespa recupera os 166 mil pontos, enquanto investidores aguardam decisão do Copom

Bolsa opera em alta nesta quarta-feira (4), após seis pregões consecutivos de queda; dólar oscila próximo de R$ 5,49 em meio à expectativa sobre a taxa Selic.

Ibovespa recupera os 166 mil pontos, enquanto investidores aguardam decisão do Copom

O Ibovespa operava em alta nesta quarta-feira (4), em uma tentativa de recuperação após seis pregões consecutivos de queda. Por volta das 13h21, o principal índice da Bolsa brasileira avançava 0,82%, aos 166.886 pontos. No mesmo horário, o dólar comercial registrava leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,49.

O mercado financeiro acompanha a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que anuncia nesta quarta-feira o novo patamar da taxa básica de juros, a Selic. A expectativa predominante entre os investidores é de manutenção dos juros em 13,75% ao ano.

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O movimento ocorre depois de uma sequência de perdas que levou o Ibovespa ao menor nível de fechamento desde janeiro. Na terça-feira (3), o índice recuou 1,42%, aos 165.528 pontos, enquanto o dólar encerrou o dia próximo de R$ 5,49.

Banco Central pode parar de cortar juros nesta quarta; mercado prevê Selic em 13,75%

Decisão do Copom concentra atenção dos investidores

A reunião do Banco Central é o principal acontecimento acompanhado pelo mercado nesta quarta-feira. A instituição precisa avaliar os riscos inflacionários, o comportamento do câmbio e as incertezas sobre a política fiscal brasileira antes de definir os próximos passos dos juros.

Levantamento do BTG Pactual com participantes do mercado apontou que 77,8% esperavam a manutenção da Selic em 13,75% ao ano. A possibilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual ainda era considerada por parte dos economistas.

A decisão será divulgada após o encerramento do pregão, por volta das 18h30. Além do percentual definido, investidores devem acompanhar o comunicado do Copom, que poderá indicar como o Banco Central avalia a inflação e a possibilidade de mudanças futuras na política monetária.

Dólar oscila perto de R$ 5,50

No mercado de câmbio, a moeda norte-americana apresentava pouca variação durante a tarde. Por volta das 13h21, o dólar avançava 0,03%, negociado a R$ 5,49.

O comportamento da moeda acompanha fatores internos e externos. No Brasil, as preocupações com as contas públicas e a revisão das expectativas de inflação mantêm os investidores atentos. No exterior, o enfraquecimento global do dólar após o resultado das eleições legislativas dos Estados Unidos contribui para limitar a pressão sobre o real.

Na abertura desta quarta-feira, a moeda chegou a apresentar queda diante de outras divisas. Na sessão anterior, porém, havia encerrado em alta, próxima de R$ 5,50.

Resultado do Itaú também movimenta a Bolsa

Entre os destaques corporativos está o Itaú Unibanco, que divulgou lucro recorrente de R$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho do banco entrou no radar dos investidores porque a instituição representa aproximadamente 8% da composição do Ibovespa. Assim, a movimentação de suas ações pode influenciar o resultado do principal indicador da Bolsa brasileira.

Mercados internacionais apresentam recuperação

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários registravam valorização após a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato. O resultado reduziu parte das incertezas políticas acompanhadas pelos investidores nos últimos dias.

Os mercados europeus também apresentavam desempenho positivo, contribuindo para um ambiente externo mais favorável aos ativos brasileiros. A valorização do minério de ferro na Bolsa de Dalian, na China, também estava entre os fatores observados pelos analistas.

Apesar do alívio internacional, as preocupações fiscais brasileiras e as expectativas para a inflação continuam limitando o otimismo. O mercado também acompanha os indicadores econômicos que ajudam a avaliar o ritmo da atividade no país.

O que pode influenciar os próximos pregões?

A decisão do Copom e as sinalizações do Banco Central devem orientar parte das negociações nos próximos dias. Uma manutenção da Selic em 13,75% poderá reforçar a expectativa de juros elevados por mais tempo, enquanto o comunicado será importante para avaliar a possibilidade de novos cortes.

O comportamento do dólar, as projeções de inflação e as discussões sobre as contas públicas também permanecem no radar. Esses fatores influenciam as decisões de investimento e podem provocar novas oscilações na Bolsa brasileira.

O resultado desta quarta-feira ainda depende do encerramento das negociações. Portanto, os números apresentados ao longo do pregão são parciais e podem mudar até o fechamento oficial da B3.

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