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Marcelo Ramos questiona gastos do governo do Amazonas após empréstimo de R$ 1,4 bilhão

Ex-deputado afirma que gestão estadual pagou R$ 777 milhões em seis dias, com a maior parte destinada a uma empresa de geoprocessamento, enquanto serviços públicos enfrentam problemas.

Marcelo Ramos questiona gastos do governo do Amazonas após empréstimo de R$ 1,4 bilhão

O ex-deputado federal Marcelo Ramos (PT) criticou a destinação de recursos do Governo do Amazonas e questionou as prioridades da gestão estadual. Em declaração, ele afirmou que o governo pagou R$ 777 milhões em apenas seis dias após ter acesso a um empréstimo de R$ 1,4 bilhão, enquanto escolas enfrentam problemas com merenda, manutenção e serviços destinados aos professores.

Segundo Ramos, uma parcela expressiva dos pagamentos foi destinada a uma empresa de geoprocessamento. O ex-parlamentar cobrou explicações sobre os gastos e afirmou que o dinheiro deveria ter sido usado para garantir o funcionamento de serviços essenciais, como hospitais, escolas e restaurantes populares.

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Ex-deputado critica prioridades do governo estadual

Na declaração, Marcelo Ramos afirmou que o governo deveria ter priorizado despesas essenciais para a população. Ele citou reclamações sobre falta de merenda escolar em diferentes regiões do estado, atrasos no plano de saúde e no auxílio-transporte dos professores, além de escolas com problemas de manutenção e falta de energia elétrica.

“O que está a acontecer no Amazonas é muito grave. O governo do Estado do Amazonas teve acesso a um empréstimo de 1,4 bilhão de reais e, quando a gente esperava que esse recurso fosse utilizado para pagar as prioridades do governo, a garantia do funcionamento dos hospitais, das escolas, dos restaurantes populares, o governo optou por gastar 777 milhões em seis dias, pagando a maior parte disso para uma empresa de geoprocessamento”, afirmou.

O ex-deputado também questionou a escolha das despesas quitadas pela administração estadual e levantou suspeitas sobre as motivações dos pagamentos.

Marcelo Ramos aponta problemas na rede de ensino

Ao detalhar as críticas, Ramos mencionou queixas sobre a falta de merenda em escolas de diferentes municípios e dificuldades na estrutura das unidades. Também citou atrasos em benefícios e serviços destinados aos profissionais da educação.

“Enquanto isso, falta merenda na escola, o plano de saúde dos professores está atrasado, o auxílio-transporte dos professores estava atrasado, a merenda escolar, você tem reclamação distribuída em todo o Estado, escolas parando por falta de manutenção, por falta de energia elétrica”, declarou.

Ao final, o ex-parlamentar afirmou que o governo deveria direcionar os recursos para despesas que considera prioritárias.

“Infelizmente, o governo que deveria priorizar o que é essencial para a vida das pessoas, parece que está com motivações não republicanas e paga o que não devia pagar e deixa de pagar o que é importante para o bom funcionamento dos serviços públicos e melhoria da vida da população”, disse.

Empréstimo foi contratado junto ao Banco do Brasil

O empréstimo mencionado por Ramos é uma operação de crédito de aproximadamente R$ 1,46 bilhão contratada pelo Governo do Amazonas junto ao Banco do Brasil. O governador Roberto Cidade (União Brasil) assinou o contrato em 9 de outubro, após a desistência de uma ação popular que havia impedido o avanço da operação.

De acordo com o extrato do contrato, a previsão é destinar R$ 1,03 bilhão ao Fundo de Infraestrutura e Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Fideam), R$ 400 milhões ao Fundo Garantidor de Parcerias Público-Privadas e R$ 32 milhões ao Fundo Estadual de Habitação. O financiamento tem prazo de dez anos.

A operação também foi alvo de questionamentos na Justiça Federal. Em setembro, a 3ª Vara Federal Cível do Amazonas suspendeu a contratação e apontou dúvidas sobre a destinação de R$ 310 milhões, o custo do financiamento e a situação fiscal do Estado. A decisão ainda mencionou atrasos em pagamentos a profissionais e empresas prestadoras de serviços da rede estadual de saúde.

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