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Economia

Ibovespa cai quase 1,5% e dólar fecha a R$ 5,49 antes de decisão do Copom

Bolsa brasileira recuou na retomada dos negócios após o feriado, enquanto investidores acompanharam o Boletim Focus e aguardam definição da taxa Selic.

Ibovespa cai quase 1,5% e dólar fecha a R$ 5,49 antes de decisão do Copom

O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (3) em queda, na retomada das negociações após o feriado de Finados. O Ibovespa recuou 1,42% e fechou aos 165.528 pontos, enquanto o dólar comercial avançou 0,70%, cotado a R$ 5,486.

O pregão foi marcado pela cautela dos investidores diante da piora nas projeções econômicas divulgadas pelo Boletim Focus e da expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que será anunciada nesta quarta-feira (4).

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A bolsa brasileira também registrou a sexta sessão consecutiva de perdas, ampliando o movimento de instabilidade observado desde o resultado das eleições presidenciais. Durante o dia, o dólar chegou a ultrapassar R$ 5,50.

Dólar dispara após eleição de Lula e ameaça encarecer alimentos e financiamentos

Por que a Bolsa caiu e o dólar subiu?

O comportamento dos ativos refletiu a preocupação dos investidores com as perspectivas para a economia brasileira, especialmente em relação à inflação, aos juros e à condução das contas públicas.

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira mostrou uma nova revisão para cima nas expectativas de inflação, Selic e câmbio. Ao mesmo tempo, a projeção de crescimento econômico foi reduzida.

As estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 passaram de 5,19% para 5,22%. Para 2027, a previsão subiu de 4,34% para 4,76%.

Já a expectativa para a taxa Selic no fim de 2026 avançou de 13,25% para 13,50% ao ano. A projeção para o dólar no encerramento do ano também aumentou, passando de R$ 5,05 para R$ 5,34.

Na atividade econômica, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 caiu de 1,80% para 1,76%.

Mercado aguarda decisão do Copom sobre a Selic

Outro fator importante para o comportamento do mercado foi o início da reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, realizada entre terça-feira (3) e quarta-feira (4).

O encontro definirá o próximo movimento da taxa básica de juros da economia brasileira. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano, e a decisão será divulgada na quarta-feira.

A taxa influencia diretamente o custo do crédito, os financiamentos, os investimentos e o consumo. Quando os juros permanecem elevados, empréstimos tendem a ficar mais caros, o que pode desacelerar a atividade econômica e ajudar no controle da inflação.

As projeções mais altas para os preços e para os juros aumentaram a cautela dos investidores às vésperas da decisão do Banco Central.

Bolsa brasileira registra sexta queda consecutiva

Com o resultado desta terça-feira, o Ibovespa chegou à sexta sessão seguida de desvalorização. O índice encerrou o pregão aos 165.528 pontos, com perda de 1,42% em relação ao fechamento anterior.

O desempenho negativo ocorreu em um cenário de incerteza sobre a política econômica, preocupações fiscais e ajustes nas expectativas dos investidores após as eleições presidenciais.

O movimento também foi acompanhado por oscilações nos mercados internacionais, enquanto investidores monitoravam as eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos e outros fatores externos.

Dólar fecha em R$ 5,49 após superar R$ 5,50

No mercado de câmbio, o dólar comercial terminou o dia cotado a R$ 5,486, alta de 0,70%. Durante o pregão, a moeda norte-americana chegou a ultrapassar a marca de R$ 5,50.

A valorização reflete a busca por proteção diante das incertezas econômicas e a revisão das expectativas para os indicadores brasileiros.

O dólar mais caro pode elevar os custos de produtos e matérias-primas importados, além de pressionar setores que dependem de componentes adquiridos no exterior. Dependendo da duração do movimento, a variação cambial também pode influenciar os preços pagos pelos consumidores.

B3 começa a operar com novo horário nesta terça-feira

Além das oscilações do mercado, esta terça-feira marcou a entrada em vigor do novo horário de negociação da B3, a Bolsa de Valores brasileira.

A mudança acompanha o encerramento do horário de verão nos Estados Unidos e busca manter o alinhamento das operações brasileiras com os principais mercados internacionais.

O pregão regular de ações continua começando às 10h, mas agora se estende até as 17h55. Na sequência, ocorre o call de fechamento, das 17h55 às 18h.

A alteração amplia em uma hora o período de negociação regular de ações em relação à grade anterior.

O que os investidores devem acompanhar nos próximos dias?

A decisão do Copom será um dos principais fatores observados pelo mercado nesta semana. Além da definição da Selic, investidores devem acompanhar os comunicados do Banco Central e os sinais sobre os próximos passos da política monetária.

Também permanecem no radar as projeções de inflação, o comportamento do dólar, as contas públicas brasileiras e os acontecimentos no cenário internacional.

O desempenho dos mercados dependerá da combinação desses fatores e de como as expectativas econômicas vão evoluir nas próximas sessões.