Especialistas elegem as 10 séries que definem o século 21
Conheça as séries que marcaram a era do streaming e transformaram a televisão no século 21.

Mais de 500 profissionais da TV, entre atores, roteiristas, diretores e executivos, elegeram nesta semana as 10 melhores séries lançadas a partir de 2000, em um ranking organizado pelo The New York Times que consolida a televisão — e o streaming — como força central da cultura pop no século 21.
Os votos reúnem nomes como Elisabeth Moss, Adam Scott, Bryan Cranston, Rose Byrne, Colman Domingo, Jason Bateman, Lena Dunham, Lena Waithe e Noah Hawley, além de criadores e atores como Donald Glover, Phoebe Waller-Bridge, Larry David, Julia Louis-Dreyfus e Brian Cox. O resultado destaca dramas, comédias e sátiras políticas que viraram referência mundial e hoje orientam investimentos de grandes produtoras e plataformas.
Leia também: Erick Jacquin se revolta com Latam após cobrança de R$ 2,3 mil para mudar voo
Quais são as 10 melhores séries de todos os tempos segundo os especialistas?
A lista de 10 produções escolhidas pelos especialistas foca no século 21 e reúne títulos que combinaram impacto cultural, ousadia narrativa e altíssimo padrão de atuação, tornando-se parâmetro para o que se entende hoje como “melhores filmes e séries” na TV e no streaming.
Na base do ranking aparece “Atlanta”, criada e estrelada por Donald Glover. Em quatro temporadas, a série mistura comédia e drama ao seguir Earnest “Earn” Marks, um jovem sem rumo profissional que tenta gerenciar a carreira do primo rapper Paper Boi em uma Atlanta atravessada por racismo estrutural, precarização e celebridade instantânea. A produção marcou a televisão recente e rendeu a Glover um Emmy, ajudando a reposicionar a comédia de autor no centro do debate cultural.
Outro destaque da comédia é “Curb Your Enthusiasm” (Segura a Onda), em que Larry David interpreta uma versão ficcional de si mesmo em situações cotidianas que viram constrangimentos gigantes. Com forte improviso, a série elevou o humor de desconforto a um patamar de culto. Não à toa, virou lugar-comum na crítica a ideia de que “Larry David elevou as pequenas amarguras do cotidiano à categoria de arte”.
No universo da sátira de bastidores, “30 Rock” e “Veep” aparecem como peças-chave. Criada e protagonizada por Tina Fey, “30 Rock” transforma a rotina de uma roteirista-chefe em laboratório para piadas sobre a própria indústria da TV. Já “Veep” acompanha a vice-presidente Selina Meyer, papel que deu a Julia Louis-Dreyfus seis Emmys consecutivos de melhor atriz em série de comédia. O reconhecimento virou símbolo do novo prestígio da televisão — e entrou para o anedotário do próprio ranking: “Julia Louis-Dreyfus ganhou seis Emmys consecutivos por seu papel como Selina Meyer”.
No campo dos épicos, “Game of Thrones” surge como o grande drama de fantasia da lista. A adaptação da saga de George R.R. Martin expandiu o padrão de produção para TV, com batalhas grandiosas, intrigas políticas e personagens moralmente ambíguos. Mesmo com final controverso, o impacto foi tão grande que a série segue gerando derivados e reassistidas intensas em serviços de streaming, alimentando buscas por “melhores filmes e séries” e “filmes e séries novas na Netflix” — ainda que a obra seja de outra plataforma.
A parte mais alta do ranking é dominada por dramas considerados marcos artísticos. “Fleabag”, criada e estrelada por Phoebe Waller-Bridge, revolucionou a comédia de meia hora ao unir quebra da quarta parede, humor ferino e uma protagonista em luto, culpa e solidão. “Phoebe Waller-Bridge redefiniu o formato de comédia de meia hora”, resume um dos comentários usados na análise do ranking. Com apenas duas temporadas, tornou-se referência instantânea para quem busca séries curtas, inventivas e emocionalmente densas, hoje facilmente encontradas em apps de streaming via “supercine tv filmes e séries” e similares.
“Succession” levou o olhar ácido sobre bilionários da mídia para o centro da cultura pop. A série acompanha Logan Roy, patriarca de um conglomerado de comunicação, e a guerra de seus filhos pela sucessão do império. A frase “Eu amo vocês, mas vocês não são pessoas sérias”, dita por Logan, já nasceu clássica. O texto afiado, as disputas de ego e o humor cruel transformaram a produção em referência obrigatória para executivos e roteiristas que pensam em novos dramas corporativos para plataformas de streaming.
“Mad Men” representa, na lista, o auge do drama de época e de personagem. Ao mergulhar na publicidade dos anos 60, a série mostra machismo estrutural, racismo e a própria invenção do consumo moderno. A figura enigmática de Don Draper e a atenção obsessiva a detalhes visuais ajudaram a sedimentar a ideia de que a TV poderia ter o mesmo refinamento estético de grandes “filmes e séries de romance” e de autor produzidos para o cinema.
“The Wire” aparece como o grande retrato social do ranking. Passada em Baltimore, a produção entrelaça polícia, traficantes, políticos, professores e jornalistas para mostrar como instituições moldam — e muitas vezes sufocam — a vida de uma cidade. Sem heróis fáceis, virou manual para roteiristas que hoje desenvolvem projetos mais realistas, inclusive em plataformas que oferecem “plex filmes e séries grátis” ou “app para TV filmes e séries grátis”, tentando emular a profundidade da série em produções de orçamento menor.
No topo, “Breaking Bad” é apontada como a obra que cristaliza a revolução do drama criminal no século 21. A série acompanha a transformação de Walter White, professor de química que vira fabricante de metanfetamina ao lado do ex-aluno Jesse Pinkman. Em uma das cenas lembradas na análise do ranking, Jesse vibra ao entender o plano para produzir a droga: “É isso aí, ciência!”. A frase acabou resumindo o espírito da obra, que usa rigor quase científico na construção da narrativa. O texto do levantamento chega a cravar que “Breaking Bad” é a série que transformou o gênero drama criminal, e muitos especialistas a tratam como a síntese da “era de ouro” da TV.
Onde posso assistir às séries listadas pelo New York Times?
As 10 séries eleitas pelos especialistas estão espalhadas por diferentes plataformas de streaming, muitas delas disponíveis também em pacotes integrados de operadoras ou em apps que reúnem “melhores filmes e séries” em um só lugar.
Produções como “Breaking Bad”, “Better Call Saul” (ligada ao universo da série campeã), “Mad Men” e “Fleabag” costumam aparecer em catálogos de grandes serviços por assinatura, frequentemente acessados no Brasil via combos que incluem Netflix, Globoplay, HBO Max, Disney+, Prime Video e Apple TV+. Títulos como “Game of Thrones” e “Succession” seguem atrelados ao streaming da programadora original, enquanto “Atlanta”, “Veep”, “Curb Your Enthusiasm” e “30 Rock” circulam entre plataformas conforme acordos de licenciamento.
Para quem busca opções gratuitas ou mais baratas, cresce a oferta de serviços com publicidade, como aplicativos do tipo “plex filmes e séries grátis” ou “app para TV filmes e séries grátis”. Neles, o mais comum é encontrar parte desse repertório em janelas pontuais ou maratonas temáticas, ao lado de “filmes e séries novas na Netflix” e de catálogos sob demanda de outros gigantes. Antes de assinar, especialistas recomendam comparar quais séries e canais ao vivo cada serviço entrega, já que o acesso às produções do ranking costuma ser usado como chamariz para novos assinantes.
Entenda o contexto
A eleição das 10 melhores séries do século 21 não é apenas uma lista para maratonar: ela sintetiza uma virada de chave na indústria audiovisual. A frase usada na apresentação do ranking — “A televisão definiu a cultura popular do século XXI” — reflete como a TV deixou de ser considerada um degrau abaixo do cinema e passou a atrair estrelas, roteiristas e diretores que antes miravam só nas telonas.
Com o avanço do streaming, o público passou a ter acesso imediato a produções de alta qualidade em qualquer tela, o que impulsionou buscas por “melhores app de filmes e séries grátis” e “supercine tv filmes e séries” para tentar acompanhar a enxurrada de lançamentos. Ao mesmo tempo, produtoras e plataformas passaram a usar listas como a organizada pelo New York Times para decidir onde colocar dinheiro: obras com ambição artística, inovação narrativa e relevância social ganham prioridade em detrimento de produções mais genéricas.
Para o mercado, a consequência é dupla. De um lado, séries como as que aparecem no ranking viram biblioteca premium, valorizadas em negociações de direitos e na disputa entre serviços de assinatura. De outro, servem como modelo para novos projetos, influenciando desde a fotografia até o tipo de tema abordado — seja um drama criminal à la “Breaking Bad”, um retrato social na linha de “The Wire” ou uma comédia de personagem próxima de “Fleabag”.
Entre profissionais, a repercussão é majoritariamente positiva. A presença de votantes como Elisabeth Moss, Bryan Cranston, Julia Louis-Dreyfus e Phoebe Waller-Bridge reforça a legitimidade do levantamento e consolida a ideia de que, hoje, a fronteira entre “filmes e séries” é mais de formato do que de prestígio. A expectativa é que o efeito da lista ainda se desdobre em novas temporadas, spin-offs, adaptações e, principalmente, em uma geração de roteiristas e diretores decidida a disputar lugar no próximo grande ranking das séries que estão definindo o século 21.


