Choque anafilático tem cura? Morre ex-TV Fama após reação fatal
Entenda os riscos e as causas do choque anafilático que levou à morte da ex-apresentadora Janaína Barbosa.

A ex-apresentadora de TV, atriz e psicanalista Janaína Barbosa, 48 anos, morre em São Paulo após sofrer um choque anafilático provocado por uma reação extrema à troca de um medicamento; o velório ocorre nesta quarta (4), na capital paulista, restrito a familiares e amigos próximos.
O que causou o choque anafilático que levou à morte de Janaína Barbosa?
Janaína Barbosa teve o choque anafilático após ingerir um novo medicamento, que provocou uma reação alérgica severa e rápida em seu organismo. O remédio não teve o nome divulgado por amigos e pela família, mas a troca da medicação é apontada como o gatilho para a anafilaxia que levou à morte.
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Segundo pessoas próximas, a ex-apresentadora desenvolveu uma reação extrema logo após o uso do remédio. O quadro comprometeu funções vitais, principalmente o sistema respiratório, e ela não resistiu, apesar das tentativas de atendimento.
O caso reacende o alerta para choques anafiláticos causados por medicação, uma das principais causas desse tipo de reação grave, ao lado de alimentos, látex e picadas de insetos. Especialistas lembram que qualquer mudança de remédio, especialmente em pessoas com histórico de alergias, precisa ser acompanhada de perto por profissionais de saúde.
O choque anafilático tem cura ou pode ser fatal como no caso de Janaína Barbosa?
O choque anafilático pode ser controlado se tratado imediatamente, mas pode ser fatal, como ocorreu com Janaína Barbosa, quando a reação é muito rápida ou o socorro demora. A anafilaxia é uma emergência médica e exige resposta em minutos.
Na prática, o tratamento envolve a aplicação rápida de adrenalina, observação hospitalar e suporte às funções vitais, como respiração e circulação. Quando o atendimento é feito logo nos primeiros sinais — dificuldade para respirar, inchaço no rosto e na língua, queda de pressão, taquicardia, náuseas — a chance de recuperação aumenta muito.
Sem tratamento imediato, o organismo entra em colapso: o estreitamento das vias aéreas dificulta a respiração e a queda brusca da pressão pode levar à parada cardíaca. Por isso, médicos e serviços de emergência defendem que pessoas com histórico de alergia grave tenham sempre orientação clara sobre riscos, uso de medicações prescritas e necessidade de buscar ajuda urgente diante dos primeiros sintomas.
Velório restrito em São Paulo e comoção de amigos
O corpo de Janaína é velado em São Paulo nesta quarta-feira, em cerimônia reservada a familiares e amigos próximos. A família opta por manter o momento em privacidade, apesar da projeção pública da ex-apresentadora.
Amiga da artista, Camila Avesani confirmou a morte e disse estar devastada com a notícia. “Estou sem rumo”, afirmou. O apresentador Otávio Mesquita, ex-marido de Janaína, também lamentou a perda. “Ainda não sei como isso aconteceu, mas mandei recado para a mãe dela. Ela era uma pessoa muito correta, fomos casados há 20 anos. Tenho respeito por ela”, disse.
Nas redes sociais, amigos e conhecidos se manifestaram. Marina Mantega, filha do ex-ministro Guido Mantega, publicou uma homenagem emocionada. “Sem palavras para descrever o que eu estou sentindo. Literalmente sem chão. Ainda sem acreditar em tudo isso… Te amo muito! Você fará falta, muita falta em nossas vidas”, escreveu.
Carreira de apresentadora, atriz e psicanalista
Janaína Barbosa ganhou projeção nacional ao assumir a apresentação do programa TV Fama, da RedeTV!, em dupla com Nelson Rubens, entre 2001 e 2002. Depois, seguiu na área artística, com trabalhos como atriz, bailarina e produtora de teatro, além de participação na série Casos e Acasos, exibida pela TV Globo.
Na vida pessoal, foi casada com o apresentador Otávio Mesquita e, desde 2010, com o empresário Felipe Faria, com quem teve dois filhos, Bernardo, de 15 anos, e Frederico, de 9. Nos últimos anos, se afastou dos holofotes e se dedicou à psicologia.
Formada em psicologia e jornalismo, Janaína atuava como psicanalista em consultório, colaboradora do Laboratório de Pesquisa Sujeito e Corpo (SuCor), do Instituto de Psicologia da USP, e psicóloga hospitalar no Hospital Universitário da USP. Tinha experiência em psicologia clínica, psicologia da saúde, psicologia hospitalar e psicossomática, unindo a trajetória acadêmica ao atendimento direto a pacientes.
Entenda o contexto
A morte de Janaína reforça a preocupação de médicos e entidades de saúde com a segurança no uso de medicamentos. A anafilaxia, reação alérgica extrema, pode ser desencadeada por remédios comuns, como antibióticos e anti-inflamatórios, além de alimentos como nozes e frutos do mar, látex e picadas de insetos.
O caso chama atenção para a necessidade de protocolos rigorosos na prescrição e na troca de medicações, especialmente em pacientes com histórico de alergias ou quadros clínicos complexos. Profissionais defendem maior cuidado na orientação sobre riscos, sintomas de alerta e a importância de procurar socorro imediato diante de qualquer sinal de choque anafilático.
A comoção causada pela morte da ex-apresentadora deve alimentar debates sobre treinamento de equipes médicas e hospitalares para identificação rápida de anafilaxia, melhoria de sistemas de alerta em prontuários e campanhas de informação ao público sobre reconhecimento de sintomas e busca urgente por atendimento.


