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NC Eleições 2026

Após romper com Jair Bolsonaro, João Doria declara apoio a Flávio no segundo turno

Ex-governador de São Paulo afirma que aprendeu a perdoar, critica Lula e anuncia voto no filho de seu antigo adversário político.

Após romper com Jair Bolsonaro, João Doria declara apoio a Flávio no segundo turno

O ex-governador de São Paulo João Doria anunciou, nesta sexta-feira (23), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. A declaração representa uma mudança de posicionamento do político, que protagonizou embates com Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19 e agora decidiu votar no filho do ex-presidente contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em vídeo publicado nas redes sociais, Doria afirmou que superou as divergências do passado e justificou sua decisão com críticas ao atual governo. O ex-governador, que havia evitado declarar preferência entre os presidenciáveis, confirmou o apoio a Flávio a dois dias do segundo turno, marcado para domingo (25).

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A mudança chama atenção pelo histórico de confrontos entre Doria e Jair Bolsonaro, especialmente em relação à vacinação contra a Covid-19. Durante a crise sanitária, o então governador paulista defendeu a imunização e entrou em conflito com o governo federal sobre as medidas de enfrentamento à doença.

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João Doria diz que aprendeu a perdoar e declara voto em Flávio Bolsonaro

Ao explicar sua decisão, João Doria afirmou que as diferenças políticas com Jair Bolsonaro não devem determinar seu posicionamento na eleição presidencial de 2026.

O ex-governador declarou que pretende olhar para o futuro e que sua escolha está relacionada à avaliação que faz do atual cenário político brasileiro.

“Eu quero muito bem ao Brasil. Eu aprendi, ao longo da vida política, a perdoar, a compreender e olhar adiante.”

Na sequência, Doria anunciou que votará em Flávio Bolsonaro no domingo, apresentando a decisão como uma escolha contrária à continuidade do governo Lula.

A manifestação representa uma aproximação política significativa, considerando que o ex-governador foi um dos principais adversários de Jair Bolsonaro durante a pandemia.


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Rivalidade com Jair Bolsonaro marcou a pandemia

João Doria e Jair Bolsonaro protagonizaram uma série de confrontos públicos durante a crise sanitária, principalmente sobre a vacinação contra a Covid-19.

À frente do governo de São Paulo, Doria defendeu a aquisição e a aplicação de vacinas, incluindo a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Bolsonaro, por sua vez, questionou a eficácia de imunizantes, fez declarações contrárias à vacinação e criticou decisões adotadas pelo governo paulista.

As divergências ultrapassaram a discussão sanitária e se transformaram em uma disputa política nacional, com ataques pessoais e acusações entre os dois governantes.

O ex-governador também foi alvo de manifestações de apoiadores de Bolsonaro durante aquele período.

Apesar desse histórico, Doria afirmou agora que considera importante superar os conflitos e avaliar a candidatura de Flávio de maneira independente.

Doria afirma que Flávio reconheceu erros do pai

Um dos argumentos apresentados pelo ex-governador para justificar seu apoio foi a avaliação de que Flávio Bolsonaro reconheceu falhas na condução da pandemia pelo governo de Jair Bolsonaro.

Segundo Doria, o senador demonstrou humildade ao admitir que o pai errou ao não adotar uma postura favorável à vacinação e à proteção da população durante a crise sanitária.

A afirmação representa a interpretação de Doria sobre o posicionamento de Flávio, e não significa que as divergências históricas entre o ex-governador e o bolsonarismo tenham sido integralmente superadas.

O próprio Flávio Bolsonaro já defendeu publicamente, durante a pandemia, o uso de medicamentos como a cloroquina, cuja eficácia contra a Covid-19 não foi comprovada cientificamente.

João Doria e Jair Bolsonaro, que protagonizaram embates políticos durante a pandemia de Covid-19, especialmente sobre a vacinação.

Ex-governador critica Lula e fala em falta de pacificação

Ao anunciar o voto em Flávio Bolsonaro, João Doria também apresentou críticas ao presidente Lula.

O ex-governador afirmou que o petista perdeu a oportunidade de reduzir a polarização política durante o atual mandato e acusou o governo de estimular divisões na sociedade.

“Perdeu a chance de governar o Brasil pacificando o país.”

Doria também criticou o que considera uma gestão marcada por confrontos políticos, em vez de uma atuação concentrada na administração pública.

As declarações refletem a avaliação política do ex-governador sobre o mandato de Lula e fazem parte da justificativa apresentada para sua escolha eleitoral.

Fim da reeleição também entrou na declaração de apoio

Além de anunciar o voto, João Doria defendeu mudanças nas regras eleitorais brasileiras.

O ex-governador afirmou esperar que Flávio Bolsonaro cumpra o compromisso de encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para acabar com a possibilidade de reeleição para cargos do Poder Executivo.

Atualmente, a Constituição permite uma reeleição consecutiva para presidente da República, governadores e prefeitos.

Uma eventual alteração dessa regra dependeria de aprovação de uma proposta de emenda à Constituição pelo Congresso Nacional, com votação em dois turnos na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

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João Doria, ex-prefeito da cidade de São Paulo e ex-governador do estado, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições.

Uma semana antes, Doria dizia que ainda avaliava os candidatos

A declaração desta sexta-feira contrasta com o posicionamento apresentado pelo ex-governador poucos dias antes.

No domingo (18), em entrevista exclusiva ao NC News antes do debate presidencial realizado pela Band, João Doria afirmou que ainda precisava conhecer melhor as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para definir seu voto.

“Eu faço parte daqueles eleitores que querem entender quais são as propostas para tomar a sua decisão. Nós ainda temos uma semana até a eleição definitiva.”

Na ocasião, o ex-governador também pediu que os candidatos apresentassem propostas econômicas e sociais e evitassem ataques pessoais durante o confronto.

Cinco dias depois, Doria tornou pública sua escolha pelo candidato do PL.

Em 2022, quando Jair Bolsonaro disputou a reeleição contra Lula, Doria optou pela neutralidade e não declarou apoio a nenhum dos dois.

Apoio chega na reta final da disputa presidencial

A adesão de João Doria ocorre no encerramento da campanha do segundo turno, em um momento em que Lula e Flávio Bolsonaro buscam ampliar alianças políticas e conquistar eleitores ainda indecisos.

O gesto também evidencia uma reconfiguração das relações entre setores da política paulista e o grupo ligado à família Bolsonaro.

Embora tenha sido um adversário direto de Jair Bolsonaro, Doria decidiu apoiar seu filho na disputa presidencial, justificando a escolha com críticas ao governo Lula e com a disposição de superar conflitos anteriores.

Os brasileiros voltam às urnas neste domingo (25), quando será definido o próximo presidente da República.