Anvisa proíbe venda e uso de produtos de limpeza de duas marcas; veja quais são
Decisão atinge percarbonato de sódio da Cedro Química e saneantes da Araújo Produtos de Limpeza; irregularidades incluem ausência de regularização sanitária

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e utilização de produtos de limpeza de duas marcas no Brasil. A medida, divulgada nesta sexta-feira (23), foi adotada após a identificação de irregularidades sanitárias que impedem a venda legal dos itens.
A decisão atinge o Percarbonato de Sódio Essencial, da Cedro Química Ltda ME, e os saneantes da marca Araújo Produtos de Limpeza. Segundo a Anvisa, a ausência de regularização sanitária impede que sejam assegurados os padrões de segurança e qualidade exigidos para esses produtos.
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Quais produtos de limpeza foram proibidos pela Anvisa?
A determinação alcança produtos de duas marcas que apresentaram irregularidades diferentes durante a fiscalização sanitária.
- Cedro Química Ltda ME: o Percarbonato de Sódio Essencial foi proibido por não possuir regularização sanitária na Anvisa. A decisão também determina o recolhimento do produto.
- Araújo Produtos de Limpeza: os saneantes comercializados com essa marca foram proibidos por não apresentarem registro ou notificação sanitária e serem produzidos por empresa sem Autorização de Funcionamento (AFE).
As restrições incluem a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e utilização dos produtos abrangidos pela decisão.

Por que a Anvisa proibiu esses produtos?
De acordo com a agência reguladora, os itens não cumprem as exigências necessárias para serem comercializados legalmente no mercado brasileiro.
No caso da Cedro Química, a irregularidade está relacionada à ausência de regularização do percarbonato de sódio. Já os saneantes da marca Araújo Produtos de Limpeza apresentam problemas tanto na regularização dos produtos quanto na autorização de funcionamento da fabricante.
A Anvisa considera irregulares os produtos que não passaram pelos procedimentos sanitários exigidos. Sem informações suficientes sobre a fabricação e o controle de qualidade, não é possível assegurar que atendam aos padrões de segurança.
Produtos irregulares podem causar queimaduras e intoxicações
A agência alerta que o uso de produtos de limpeza sem regularização pode oferecer riscos aos consumidores.
Entre os possíveis problemas estão queimaduras, irritações na pele, dificuldades respiratórias, ferimentos e intoxicações graves.
Isso não significa que todos os produtos atingidos tenham provocado esses danos. O alerta está relacionado à ausência das garantias sanitárias exigidas para sua comercialização.
Para chegar às prateleiras de supermercados, lojas e outros estabelecimentos, os saneantes precisam cumprir requisitos de segurança, qualidade e regularização.
Entenda a diferença entre produtos de risco 1 e risco 2
A Anvisa divide os produtos saneantes em duas categorias, de acordo com o potencial de risco à saúde.
Os produtos classificados como risco 1 incluem itens de limpeza comuns, como sabões, amaciantes, detergentes simples, lava-louças, ceras, odorizantes e limpadores de uso geral. Esses produtos normalmente exigem notificação sanitária, mas não registro.
Já os produtos de risco 2 apresentam maior potencial de toxicidade, ação antimicrobiana ou finalidades específicas. Nessa categoria estão água sanitária, alvejantes, esterilizantes, inseticidas, raticidas e determinados desinfetantes. Esses itens precisam de registro sanitário obrigatório.
Além da regularização de cada produto, as empresas devem atender às exigências de funcionamento estabelecidas pela vigilância sanitária.
O que fazer se você tiver um dos produtos em casa?
Consumidores que possuam produtos abrangidos pela decisão devem interromper o uso, já que a determinação da Anvisa também proíbe sua utilização.
É importante verificar a identificação do fabricante e do produto na embalagem para evitar confusão com outros itens de composição semelhante que não estejam incluídos na medida.
O consumidor também pode consultar informações sobre regularização sanitária no site oficial da Anvisa.
Fiscalização busca impedir circulação de produtos irregulares
A decisão integra as ações de fiscalização da Anvisa para impedir a comercialização de produtos que não atendam às normas sanitárias brasileiras.
As medidas divulgadas em 23 de outubro de 2026 envolvem tanto a retirada de produtos irregulares do mercado quanto a proibição de novas operações de fabricação e venda.
A agência reforça que a regularização sanitária é necessária para garantir padrões mínimos de qualidade e reduzir os riscos associados ao uso de produtos de limpeza.


