Anderson Moraes confirma pré-candidatura à presidência da Alerj e enfrenta disputa por apoio
Deputado do PL é o nome escolhido pelo grupo do governador eleito Douglas Ruas, mas reconhece que precisará negociar com outras bancadas para comandar a Assembleia em 2027.

O deputado estadual Anderson Moraes (PL) confirmou nesta terça-feira (3) que está à disposição para disputar a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2027. Indicado pelo grupo político do governador eleito Douglas Ruas (PL), o parlamentar afirmou que já iniciou conversas com outros deputados, mas reconheceu que ainda precisa conquistar apoio para chegar ao comando da Casa.
A declaração foi feita durante uma coletiva de imprensa na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no Centro da capital fluminense. O evento foi organizado por Douglas Ruas para anunciar integrantes de seu futuro secretariado, que assumirá funções na administração estadual em 2027.
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Apesar de contar com o respaldo do grupo governista, Anderson Moraes afirmou que a disputa permanece aberta. A eleição da Mesa Diretora está prevista para fevereiro de 2027 e também movimenta parlamentares de outras legendas, incluindo o PT, que discute a possibilidade de lançar o ex-presidente da Alerj André Ceciliano.
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Anderson Moraes confirma articulação para presidir a Alerj
Durante a entrevista, Anderson Moraes explicou que sua indicação foi discutida com integrantes do PL, mas ressaltou que o apoio inicial não garante sua eleição.
“Fomos convidados pelo nosso grupo político para assumir esse papel, dessa pré-candidatura à presidência da Assembleia Legislativa. Mas, para você chegar a ser presidente da Alerj, é preciso combinar com os deputados.”
O parlamentar afirmou que já mantém conversas com colegas e pretende ampliar o diálogo com diferentes correntes políticas da Assembleia.
A estratégia envolve buscar apoio não apenas dentro do PL, mas também entre partidos que poderão integrar a base do futuro governador.
Moraes destacou que a definição não será imediata e que ainda existem negociações a serem realizadas antes da votação.
“Faltam pelo menos 90 dias até a eleição da Mesa Diretora. Daqui para lá, a gente tem muito trabalho para fazer, mas estou disponível ao meu grupo político para exercer o papel que nos for dado dentro desse processo.”
A declaração reforça que sua pré-candidatura está colocada, mas ainda depende de acordos políticos.
PL quer manter influência na Assembleia Legislativa
A escolha de Anderson Moraes faz parte da articulação do PL para manter influência sobre o Legislativo fluminense durante a administração de Douglas Ruas.
O governador eleito ocupa atualmente a presidência da Alerj e deverá deixar o cargo para assumir o comando do Executivo estadual.
Com a mudança, o partido busca preservar sua participação nas decisões da Assembleia e construir uma base capaz de sustentar os projetos do próximo governo.
Nas eleições de 2026, o PL conquistou 21 cadeiras na Alerj, que possui 70 deputados estaduais.
A direção partidária também trabalha para estabelecer uma aliança com integrantes da federação formada por União Brasil e Progressistas, além de parlamentares de outras legendas.
O objetivo é reunir uma maioria que permita negociar a composição da Mesa Diretora e a aprovação de propostas do Executivo.
Entretanto, o apoio ao governador não significa necessariamente que todos os deputados votarão no mesmo candidato à presidência da Assembleia.
PT discute candidatura de André Ceciliano
Enquanto Anderson Moraes articula sua candidatura, o PT também movimenta seus parlamentares para a disputa.
O nome mais citado entre os petistas é o de André Ceciliano, que já presidiu a Alerj e foi secretário de Assuntos Federativos do governo Lula.
Ceciliano retorna à Assembleia após ser eleito deputado estadual em outubro de 2026.
A bancada petista marcou uma reunião nesta terça-feira para discutir os próximos passos e avaliar a possibilidade de apresentar uma candidatura própria à presidência.
Além de Ceciliano, parlamentares de outras legendas de oposição também defendem a construção de uma alternativa ao grupo governista.
A dificuldade está na necessidade de ampliar o apoio para além dos partidos de esquerda, já que o PL terá a maior bancada da próxima legislatura.
A eventual candidatura de Ceciliano ainda depende das negociações entre os deputados e da definição de uma estratégia conjunta.
Disputa também envolve divergências dentro do PL
A escolha de Anderson Moraes não encerrou todas as discussões internas sobre o futuro comando da Alerj.
Outros integrantes do PL chegaram a ser mencionados como possibilidades para a presidência, entre eles Guilherme Delaroli e Jair Bittencourt.
Delaroli, atual primeiro vice-presidente da Mesa Diretora, também possui experiência no comando administrativo da Assembleia.
Já Bittencourt passou a ser citado nas articulações para integrar o futuro governo de Douglas Ruas.
Apesar dessas movimentações, Anderson Moraes recebeu o apoio do grupo político do governador eleito para iniciar as negociações pela presidência.
O deputado reconhece que a construção de acordos será necessária até a eleição, especialmente porque a escolha envolve não apenas a presidência, mas também os demais cargos da Mesa Diretora.
A composição da direção da Assembleia influencia a organização das sessões, o funcionamento das comissões e o andamento das propostas legislativas.
Quem é Anderson Moraes?
Anderson Moraes é deputado estadual pelo PL e foi reeleito em outubro de 2026, com 129.325 votos.
Antes de retornar ao exercício do mandato parlamentar, ocupou a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação durante o governo de Cláudio Castro.
O deputado também mantém proximidade política com o grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na Assembleia Legislativa, participou de comissões relacionadas à economia, indústria, comércio e infraestrutura.
Em setembro de 2026, foi eleito presidente da Comissão de Minas e Energia da Alerj, responsável por acompanhar questões ligadas ao setor energético e à exploração de recursos minerais no estado.
Sua candidatura à presidência representa uma tentativa do PL de manter o comando da Assembleia após a saída de Douglas Ruas.
Próximo governo terá desafios financeiros
A disputa pela presidência da Alerj também acontece em meio às discussões sobre a situação financeira do Rio de Janeiro.
O projeto de orçamento estadual para 2027 prevê despesas superiores às receitas, com um déficit estimado em aproximadamente R$ 14 bilhões.
Douglas Ruas já declarou que pretende revisar a proposta orçamentária antes da votação definitiva e adotar medidas de controle dos gastos públicos.
A relação entre o Executivo e a Assembleia será importante para a discussão dessas mudanças, já que projetos relacionados ao orçamento e à administração estadual dependem de análise legislativa.
Durante a coletiva desta terça-feira, Anderson Moraes também defendeu que o futuro governo adapte suas despesas à capacidade de arrecadação do estado.
Segundo o deputado, o equilíbrio das contas deverá orientar a gestão de Douglas Ruas nos próximos quatro anos.
Próximos passos
A eleição da Mesa Diretora da Alerj está prevista para a primeira quinzena de fevereiro de 2027, após a posse dos deputados estaduais eleitos.
Até lá, Anderson Moraes pretende continuar negociando com parlamentares de diferentes partidos para consolidar sua candidatura.
O PT também deverá definir se apresentará André Ceciliano como candidato ou se buscará outro acordo para participar da composição da Mesa.
A escolha do novo presidente dependerá dos votos dos deputados estaduais, e não apenas das indicações feitas pelas direções partidárias.
Por enquanto, Anderson Moraes permanece como o nome apoiado pelo grupo de Douglas Ruas, mas a disputa pelo comando da Assembleia ainda está aberta.


