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Menina de 3 anos morre após irmã de 5 pegar arma do pai e disparar dentro de casa no Rio

Pais dormiam quando ouviram o tiro em Guaratiba; arma pertencia ao pai das crianças, registrado como CAC, e Polícia Civil investiga como a pistola foi acessada

Menina de 3 anos morre após irmã de 5 pegar arma do pai e disparar dentro de casa no Rio

Uma menina de 3 anos morreu após ser atingida por um tiro que teria sido disparado acidentalmente pela própria irmã, de 5 anos, na manhã deste domingo (8), em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo informações preliminares da Polícia Militar, a criança mais velha estava brincando com uma pistola pertencente ao pai quando ocorreu o disparo.

Os pais das meninas estavam dormindo em outro cômodo da residência e acordaram ao ouvir o barulho do tiro. Quando chegaram ao quarto das filhas, encontraram a criança mais nova ferida. A irmã de 5 anos teria contado que estava brincando com a arma quando ela disparou.

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A vítima foi socorrida pelos próprios pais e levada de carro ao Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande. Segundo a direção da unidade, a menina chegou em parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, ela não resistiu. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso.

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Arma pertencia ao pai das crianças, que possui registro de CAC

De acordo com o relato apresentado pela mãe à Polícia Militar, a pistola era mantida na residência pelo pai das meninas, que possui autorização como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

A informação foi repassada às autoridades durante os primeiros levantamentos sobre a ocorrência.

Ainda não foi esclarecido onde a arma estava guardada, se havia algum dispositivo de segurança ou como a criança de 5 anos conseguiu ter acesso à pistola.

Esses detalhes são importantes para a investigação, que deverá apurar as condições de armazenamento do armamento e as circunstâncias em que ocorreu o disparo.

O fato de o pai possuir registro de CAC não esclarece, por si só, se todas as exigências legais para a guarda da arma estavam sendo cumpridas no momento do acidente.

 

Pais acordaram com o tiro e encontraram filha ferida

Segundo a versão apresentada à Polícia Militar, as duas crianças estavam em um quarto enquanto os pais dormiam em outro ambiente da casa.

Em determinado momento, a menina de 5 anos teria encontrado a pistola do pai e começado a manusear o objeto durante uma brincadeira.

O disparo atingiu a irmã mais nova, de apenas 3 anos.

Ao ouvir o barulho, o casal acordou e foi verificar o que havia acontecido. Os responsáveis encontraram a criança ferida e ouviram da filha mais velha o relato de que estava brincando com a arma.

Os pais decidiram levar imediatamente a menina ao hospital, utilizando o veículo da família.

A dinâmica descrita é baseada nas informações preliminares apresentadas às autoridades. A investigação deverá esclarecer como o disparo aconteceu e se houve alguma falha na guarda do armamento.

 

Menina chegou ao hospital em parada cardiorrespiratória

A vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal Rocha Faria, localizado no bairro de Campo Grande, também na Zona Oeste do Rio.

De acordo com a direção da unidade, a criança deu entrada no atendimento de emergência já em parada cardiorrespiratória.

Os profissionais realizaram os procedimentos médicos indicados para tentar reverter o quadro, mas a menina não resistiu aos ferimentos.

Equipes do 27º Batalhão da Polícia Militar, sediado em Santa Cruz, foram acionadas para verificar a entrada de uma vítima de disparo de arma de fogo na unidade hospitalar.

Ao chegarem ao local, os agentes confirmaram a morte da criança e deram encaminhamento aos procedimentos relacionados à ocorrência.

As identidades das duas irmãs não foram divulgadas.

 

Polícia Civil faz perícia na residência da família

A Delegacia de Homicídios da Capital assumiu a investigação e realizou procedimentos de perícia no imóvel onde ocorreu o disparo.

O trabalho deverá ajudar a reconstruir a dinâmica do episódio e esclarecer como a menina de 5 anos conseguiu manusear uma arma de fogo dentro da residência.

Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão o local onde a pistola era armazenada, as condições de segurança do armamento e a possibilidade de acesso por pessoas não autorizadas.

A Polícia Civil também poderá analisar os relatos dos responsáveis e outros elementos encontrados durante os levantamentos.

Até a atualização das informações divulgadas neste domingo, não havia confirmação de prisão ou de responsabilização criminal dos pais.

Também não havia conclusão oficial sobre eventual negligência na guarda da arma. Essa avaliação dependerá das provas reunidas durante a investigação.

 

Quais são as regras para guardar armas de fogo em casa?

A legislação brasileira estabelece exigências para a posse e a guarda de armas de fogo, incluindo cuidados para impedir que crianças, adolescentes e outras pessoas não autorizadas tenham acesso ao armamento.

O Estatuto do Desarmamento prevê o crime de omissão de cautela quando o proprietário ou possuidor deixa de observar as precauções necessárias para impedir que uma pessoa menor de 18 anos ou com deficiência mental se apodere de arma de fogo sob sua posse ou propriedade.

A eventual aplicação dessa regra depende da análise das circunstâncias concretas e da identificação de possíveis responsabilidades.

No caso ocorrido em Guaratiba, a investigação precisará esclarecer se o armamento estava armazenado adequadamente e como ocorreu o acesso pela criança.

A idade da menina que teria efetuado o disparo também exige tratamento específico. Por ter apenas 5 anos, ela não pode ser responsabilizada criminalmente como um adulto.

A apuração deverá se concentrar nas circunstâncias do acidente e nas eventuais responsabilidades de pessoas legalmente encarregadas da guarda da arma.

 

Próximos passos

A Polícia Civil continuará investigando a morte da menina de 3 anos, com base na perícia realizada na residência e nas informações prestadas pelos familiares.

Os investigadores deverão esclarecer como a pistola foi acessada, se o disparo ocorreu nas condições relatadas inicialmente e se houve descumprimento das normas de segurança para armazenamento de armas de fogo.

A conclusão dos levantamentos poderá indicar se existe responsabilidade criminal relacionada à guarda do armamento.

Até o momento, a principal informação apresentada às autoridades é a de que o tiro ocorreu enquanto a irmã mais velha brincava com a pistola do pai. A dinâmica definitiva ainda depende da investigação policial.

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