S&P 500 7.402 ↑ +0,65%Nasdaq 24.659 ↑ +1,41%Dow Jones 51.436 ↓ -0,17%Ibovespa 168.302 ↑ +1,27%FTSE 100 10.674 ↓ -1,01%DAX 25.820 ↓ -1,92%Nikkei 57.435 ↓ -5,96%Dólar R$ 5,51 ↑ +0,11%Euro R$ 6,14 ↓ -0,68%Bitcoin R$ 417.365 ↓ -0,09%S&P 500 7.402 ↑ +0,65%Nasdaq 24.659 ↑ +1,41%Dow Jones 51.436 ↓ -0,17%Ibovespa 168.302 ↑ +1,27%FTSE 100 10.674 ↓ -1,01%DAX 25.820 ↓ -1,92%Nikkei 57.435 ↓ -5,96%Dólar R$ 5,51 ↑ +0,11%Euro R$ 6,14 ↓ -0,68%Bitcoin R$ 417.365 ↓ -0,09%
Brasil

Contador preso após sacar R$1 milhão é absolvido pela Justiça do DF

Magistrado considerou insuficientes as provas de lavagem de dinheiro e determinou a soltura do profissional, mas manteve valores apreendidos e recursos bloqueados

Contador preso após sacar R$1 milhão é absolvido pela Justiça do DF

O contador Cleônides de Sousa Gomes, preso em maio deste ano após sacar R$1 milhão em dinheiro vivo de uma agência bancária na Asa Sul, em Brasília, foi absolvido da acusação de lavagem de dinheiro. A Justiça do Distrito Federal concluiu que não havia provas suficientes de que os recursos movimentados tinham origem criminosa e determinou a soltura do profissional.

A decisão foi tomada na terça-feira (3), e o contador teve a liberdade concedida na quarta-feira (4). Apesar da absolvição, os valores apreendidos durante a operação policial e os recursos bloqueados judicialmente continuam indisponíveis.

Leia também: Gustavo Rocha retorna ao comando da Casa Civil do DF após ser eleito vice-governador

O caso começou em 11 de maio, quando policiais civis abordaram Cleônides após receberem uma denúncia anônima sobre um saque de R$ 1 milhão supostamente relacionado a atividades criminosas. O profissional havia acabado de retirar a quantia de uma agência bancária quando foi interceptado pelos agentes.

LEIA MAIS

Quadrilha é presa após golpe milionário com celulares comprados pela internet

 

Contador receberia R$ 40 mil pela movimentação

Durante as investigações, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontou que Cleônides teria disponibilizado sua conta bancária para receber e movimentar dinheiro de terceiros.

Em depoimento, o contador confirmou que receberia uma comissão de 4% sobre a operação, equivalente a R$ 40 mil.

Os investigadores identificaram movimentações financeiras consideradas suspeitas, além de documentos empresariais e registros bancários que levantaram dúvidas sobre a origem e a finalidade dos recursos.

Esses elementos levaram à suspeita de que o profissional pudesse estar envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro.

Entretanto, a existência de operações financeiras atípicas não foi considerada suficiente para comprovar a prática do crime.

Justiça reconhece movimentação suspeita, mas afasta condenação
Ao analisar o processo, o magistrado reconheceu que o contador participou do saque e que receberia uma comissão pela movimentação financeira.

No entanto, a sentença destacou que esses fatos, por si só, não demonstravam que o dinheiro tivesse origem criminosa ou que Cleônides tivesse participado de uma operação de lavagem de recursos.

Documentos, notas fiscais, boletos bancários e registros de movimentações financeiras foram examinados durante o processo. Embora apresentassem indícios de possíveis irregularidades, o juiz entendeu que o conjunto de provas não era suficiente para justificar uma condenação.

A decisão não significa que todas as movimentações tenham sido consideradas regulares. A Justiça apontou a necessidade de aprofundamento das investigações sobre a origem e a destinação do dinheiro.

Defesa comemora absolvição e questiona bloqueio

O escritório Alves Carvalho Advocacia e Consultoria Jurídica, responsável pela defesa de Cleônides, afirmou que a sentença reconheceu a ausência de comprovação da origem ilícita dos valores movimentados.

Em nota, a defesa destacou:

“A movimentação financeira, ainda que atípica ou merecedora de investigação, não pode ser automaticamente equiparada à prática criminosa.”

Os advogados também informaram que pretendem recorrer da parte da decisão que manteve o bloqueio dos recursos.

Dinheiro continua bloqueado
Mesmo com a absolvição e a soltura do contador, a Justiça não autorizou a devolução do dinheiro apreendido durante a operação.

Os recursos continuam sujeitos às determinações judiciais, enquanto permanecem pendentes questões relacionadas à origem dos valores.

A defesa deverá buscar a liberação das quantias por meio de recurso. Até o momento, não há confirmação de quando a Justiça voltará a analisar o pedido.

Leia também

Mais em Brasil →