Suspeito de matar homem a pauladas e deixar outro com sequelas é preso no DF
Investigado de 27 anos estava foragido desde agosto e chegou a escapar da polícia por um córrego e uma área de mata; prisão ocorreu em Sobradinho

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quinta-feira (5), Gustavo Grigório da Rocha, de 27 anos, suspeito de envolvimento em um ataque que terminou com uma pessoa morta e outra gravemente ferida no Itapoã. O investigado foi localizado em uma propriedade rural de Sobradinho, após passar cerca de três meses foragido.
O crime aconteceu na madrugada de 1º de agosto, na região da Fazendinha Velha. Segundo as investigações, uma das vítimas foi agredida com golpes de madeira na cabeça e morreu no local. A violência deixou o rosto do homem desfigurado. A segunda vítima foi atingida por golpes de faca, conseguiu sobreviver, mas ficou com sequelas físicas permanentes.
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A captura ocorreu durante a Operação Binóculo, conduzida por policiais da 6ª Delegacia de Polícia, no Paranoá.
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Suspeito fugiu por córrego e mata para escapar da polícia
Durante o período em que esteve foragido, Gustavo teria conseguido evitar uma abordagem policial ao atravessar o leito de um córrego e entrar em uma área de vegetação fechada.
A dificuldade de acesso ao esconderijo também atrapalhou as buscas. Depois de novas diligências, os investigadores identificaram a propriedade rural onde o suspeito estava.
Para evitar outra fuga, policiais civis se passaram por engenheiros de telecomunicações e entraram na chácara sem despertar desconfiança. Após identificarem Gustavo, acionaram outra equipe, que realizou a prisão em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.
Durante a operação, os agentes também cumpriram um mandado de busca e apreensão. Um aparelho celular foi recolhido e encaminhado ao Instituto de Criminalística para análise pericial.
Discussão perto de bar terminou em morte
De acordo com os depoimentos reunidos pela polícia, o episódio começou por volta das 5h da manhã de 1º de agosto, quando um grupo consumia bebidas alcoólicas próximo a um quiosque, ao lado de um bar que já estava fechado.
Uma discussão teria começado entre Gustavo e uma das pessoas presentes. Para evitar que a situação piorasse, um dos homens decidiu deixar o local. Poucos minutos depois, o suspeito também saiu, dizendo que iria buscar um casaco em casa.
O grupo permaneceu reunido até que uma mulher apareceu pedindo ajuda e avisando que alguém estava sendo agredido nas proximidades.
Ao chegarem ao ponto indicado, as testemunhas encontraram um homem caído, com ferimentos graves na cabeça. A vítima não resistiu às agressões e morreu antes de receber atendimento médico.
Pouco depois, os presentes descobriram que outro integrante do grupo havia sido esfaqueado. Ele foi encontrado na residência de um familiar, ensanguentado, desorientado e com lesões graves.
Vítima continuou sendo agredida mesmo após cair
Uma testemunha relatou aos investigadores ter visto o suspeito atingir repetidamente a cabeça da vítima fatal com um pedaço de madeira, mesmo depois de ela já estar caída.
A intensidade dos golpes provocou ferimentos que dificultaram a identificação do corpo. Conforme a investigação, foi necessário realizar um exame de impressões digitais para confirmar a identidade do homem.
Já a segunda vítima precisou de atendimento hospitalar e permaneceu internada devido à gravidade dos ferimentos. Apesar de sobreviver, ficou com consequências físicas permanentes.
Os relatos das testemunhas e os demais elementos reunidos durante a investigação ajudaram a polícia a reconstruir a sequência dos ataques e identificar o principal suspeito.
Investigado pode responder por dois crimes
Após a prisão, Gustavo foi encaminhado à delegacia para os procedimentos legais. Segundo a PCDF, ele confessou os ataques durante o interrogatório.
O investigado poderá responder por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Conforme a classificação informada pela polícia, as penas máximas somadas podem chegar a 45 anos de prisão, caso haja condenação.
Uma mulher suspeita de colaborar para que Gustavo permanecesse escondido também foi indiciada por favorecimento pessoal.
A investigação busca concluir a análise das provas, incluindo os dados do celular apreendido. O material poderá contribuir para esclarecer a movimentação do suspeito durante o período de fuga e outros detalhes relacionados ao caso.


