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São Paulo

Justiça decreta prisão de empresário suspeito de matar ex-namorada e filho de 6 anos em SP

Eric Conrado Alves de Almeida é procurado pela polícia após a morte de uma advogada e do filho dela em Cotia; câmeras registraram o suspeito deixando o condomínio sozinho.

Justiça decreta prisão de empresário suspeito de matar ex-namorada e filho de 6 anos em SP

A Justiça de São Paulo decretou, nesta quarta-feira (4), a prisão temporária do empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, suspeito de matar a ex-namorada, a advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e o filho dela, Raphael Faria Lima Ferrari, de 6. As vítimas foram encontradas mortas na noite de terça-feira (3), em um imóvel em Cotia, na Grande São Paulo. O empresário continua foragido.

A decisão foi tomada pela 1ª Vara Criminal de Cotia, que aceitou o pedido apresentado pela Polícia Civil e determinou a prisão temporária por 30 dias. Segundo a investigação, Eric teria comunicado a um escritório de advocacia de Campinas que havia dois corpos no imóvel e informado o endereço. Uma advogada procurou a polícia, que foi até o local e encontrou mãe e filho sem vida.

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O caso é investigado como feminicídio e vicaricídio, termo utilizado para descrever a violência praticada contra filhos ou pessoas próximas com o objetivo de atingir uma mulher. Familiares e testemunhas relataram à polícia que Anna e Eric tinham um relacionamento marcado por separações, ameaças e episódios de violência. Os investigadores apuram se o empresário teria cometido os crimes por não aceitar o término da relação.

Empresário é procurado após morte de advogada e filho de 6 anos em Cotia, na Grande SP

Justiça determina prisão de empresário por 30 dias

A prisão temporária de Eric Conrado Alves de Almeida foi decretada após a Polícia Civil apresentar elementos reunidos durante as primeiras investigações.

O mandado tem validade inicial de 30 dias e permite que o empresário seja detido enquanto os investigadores aprofundam a apuração sobre as mortes.

Até a última atualização divulgada nesta quarta-feira, ele não havia sido localizado.

As equipes policiais realizam buscas e já identificaram o veículo e a linha telefônica utilizados pelo suspeito.

A prisão temporária é uma medida cautelar destinada a auxiliar investigações criminais. Sua decretação não representa condenação, e a responsabilidade do empresário ainda deverá ser analisada pela Justiça.

Câmeras mostram empresário deixando condomínio sozinho

Imagens de câmeras de segurança se tornaram uma das principais evidências analisadas pela Polícia Civil.

Os registros mostram Anna Gabriela e o filho chegando ao condomínio na noite de domingo (1º), por volta das 21h35, acompanhados pelo empresário.

Na madrugada de segunda-feira (2), por volta das 2h14, Eric aparece deixando o local sozinho em uma caminhonete Chevrolet S10 branca.

Segundo o boletim de ocorrência, não houve registro de outras pessoas entrando ou saindo do apartamento ou do bloco durante o intervalo analisado.

Os investigadores tentam determinar o horário exato das mortes e esclarecer a sequência de acontecimentos dentro do imóvel.

A Polícia Civil também busca reconstruir os deslocamentos do empresário depois que ele deixou o condomínio.

Família havia denunciado desaparecimento de mãe e filho

Antes da localização dos corpos, familiares já procuravam por Anna Gabriela e Raphael.

A mãe da advogada registrou um boletim de ocorrência no 2º Distrito Policial de Cotia, na região da Granja Viana, depois de perder contato com a filha e o neto.

O desaparecimento preocupou a família porque Anna havia deixado de responder às mensagens e não compareceu a um compromisso profissional.

Posteriormente, um escritório de advocacia de Campinas recebeu uma ligação atribuída a Eric.

Segundo o registro policial, o empresário informou que havia dois corpos no apartamento e indicou o endereço onde estavam.

Uma advogada do escritório comunicou a situação às autoridades.

Os policiais foram até o imóvel e encontraram Anna e Raphael mortos. O local foi preservado para o trabalho da perícia.

Testemunhas relatam ameaças e violência no relacionamento

A investigação também considera os depoimentos de familiares e pessoas próximas à advogada.

Segundo os relatos apresentados à polícia, Anna e Eric mantinham um relacionamento marcado por términos e reconciliações.

Testemunhas afirmaram que o empresário demonstrava comportamento controlador, perseguia a ex-companheira e teria feito ameaças contra ela.

Há relatos de que ele costumava exibir uma arma de fogo para intimidar a vítima.

Os investigadores trabalham com a hipótese de que o suspeito não aceitava o encerramento do relacionamento.

Essas informações ainda estão sendo apuradas e deverão ser confrontadas com os demais elementos reunidos no inquérito.

A polícia também investiga se houve planejamento anterior aos crimes.

Quem era Anna Gabriela Faria Lima?

Anna Gabriela Faria Lima tinha 29 anos e trabalhava como advogada em São Paulo.

Ela obteve seu registro profissional na Ordem dos Advogados do Brasil em 2020 e exercia a advocacia havia aproximadamente seis anos.

Anna também pertencia a uma família conhecida da história política paulista.

Era bisneta do brigadeiro Roberto Faria Lima, irmão de José Vicente de Faria Lima, ex-prefeito da capital paulista entre 1965 e 1969.

José Vicente é o homenageado que dá nome à Avenida Brigadeiro Faria Lima, uma das principais vias da Zona Oeste de São Paulo.

Anna era mãe de Raphael Faria Lima Ferrari, de apenas 6 anos, que também foi encontrado morto.

Polícia investiga feminicídio e vicaricídio

A Polícia Civil trata a morte de Anna Gabriela como feminicídio, crime caracterizado pelo assassinato de uma mulher por razões relacionadas à condição feminina, incluindo situações de violência doméstica e familiar.

A morte de Raphael é investigada também sob a perspectiva do vicaricídio.

O termo é utilizado para descrever uma forma de violência na qual filhos ou outras pessoas próximas são atacados com a finalidade de causar sofrimento, punição ou controle sobre uma mulher.

A investigação deverá estabelecer a motivação dos crimes e verificar se os elementos reunidos sustentam esse enquadramento.

A análise inclui imagens de segurança, depoimentos de testemunhas, registros de comunicação e resultados dos exames periciais.

Próximos passos

Com a prisão temporária decretada, a Polícia Civil continua as buscas para localizar Eric Conrado Alves de Almeida.

O empresário permanece como principal suspeito das mortes de Anna Gabriela e Raphael, mas ainda não foi julgado nem condenado.

Os investigadores também aguardam o aprofundamento dos exames periciais para esclarecer as circunstâncias e o momento em que os crimes ocorreram.

A defesa do empresário não havia sido localizada para comentar as acusações nas informações divulgadas até a última atualização consultada.

O inquérito deverá reunir os elementos necessários para que o Ministério Público avalie eventual apresentação de denúncia à Justiça.

Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Ligue 180. Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.