Jovem morto a tiros em hamburgueria no DF vinha sofrendo ameaças, diz irmã
Diego Fontes César, de 22 anos, foi baleado enquanto trabalhava na Vila Planalto; suspeito é um adolescente de 14 anos, segundo a polícia.

Diego Fontes César, de 22 anos, morto a tiros enquanto trabalhava em uma hamburgueria na Vila Planalto, em Brasília, vinha recebendo ameaças de um grupo de jovens antes do crime, segundo a família. O ataque aconteceu na noite de sábado (31), quando um adolescente de 14 anos, apontado pela polícia como suspeito dos disparos, entrou no estabelecimento armado e atirou contra o funcionário.
A irmã da vítima, Flávia Fontes, afirmou que o grupo já havia procurado Diego na casa da família em diferentes ocasiões para intimidá-lo. Segundo ela, as ameaças incluíam referências ao uso de armas de fogo. A família chegou a procurar a polícia em agosto, mas não imaginava que a situação terminaria em um homicídio.
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Imagens de uma câmera de segurança registraram o ataque. O suspeito chegou ao estabelecimento de bicicleta, entrou armado e efetuou disparos contra o trabalhador. Diego foi atingido por três tiros no tórax, segundo os familiares, e encaminhado ao Hospital de Base do Distrito Federal, mas não resistiu aos ferimentos. O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA).
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Irmã afirma que Diego vinha sendo ameaçado antes do assassinato
Em entrevista à TV Globo, Flávia Fontes contou que o irmão já enfrentava problemas com um grupo de jovens da Vila Planalto.
Segundo ela, integrantes desse grupo foram até a residência da família pelo menos três vezes para ameaçar Diego.
“Tem um grupo aqui da Vila Planalto que vinha caçando confusão há um tempo com meu irmão. Eles já chegaram a vir aqui na porta de casa umas três vezes, ameaçar, falando que estavam armados, que iam atirar”, relatou Flávia.
A irmã afirmou que chegou a procurar a polícia em agosto para registrar a situação.
Mesmo diante das ameaças, os familiares não acreditavam que o conflito pudesse terminar com a morte do jovem.
“A gente achava que era molecagem, coisa de menino. Nunca pensamos que ia chegar a esse ponto. […] Não teve motivação. A gente quer entender o que aconteceu”, afirmou.
De acordo com Flávia, o adolescente apontado como autor dos disparos já conhecia Diego.
A Polícia Civil deverá apurar a relação entre os envolvidos e verificar se as ameaças relatadas têm ligação direta com o homicídio.
Vídeo mostra suspeito chegando de bicicleta e atirando
O crime aconteceu por volta das 20h52 de sábado (31), quando Diego trabalhava em uma hamburgueria na Vila Planalto.
Imagens de segurança mostram o momento em que um jovem chega ao local de bicicleta e se aproxima do estabelecimento.
Em seguida, ele entra armado e avança em direção ao funcionário, que tenta se proteger atrás do balcão.
O suspeito efetua os disparos e deixa o local logo depois.
Segundo as informações iniciais, a bicicleta utilizada para chegar ao comércio foi abandonada durante a fuga.
Outro funcionário e um entregador que estavam nas proximidades presenciaram a ação.
As gravações são consideradas elementos importantes para a investigação, já que permitem identificar a movimentação do suspeito e reconstruir parte da sequência do ataque.
Família acredita que jovem foi vítima de emboscada
Para os familiares, o crime pode ter sido planejado.
A irmã de Diego afirmou que o rapaz estava sozinho no trabalho quando foi surpreendido pelo atirador, sem oportunidade de se defender.
“Pra família foi uma emboscada. […] Ele estava ali, foi pego na covardia, no trabalho. Ele sozinho lá no trabalho”, disse Flávia.
A hipótese de emboscada é apresentada pelos familiares e ainda precisa ser esclarecida pela Polícia Civil.
Os investigadores deverão avaliar se o adolescente suspeito agiu sozinho, se recebeu ajuda de outras pessoas e qual teria sido a motivação do ataque.
O histórico de ameaças relatado pela família também poderá ser considerado na apuração.
Diego foi baleado três vezes e morreu no hospital
Após ser atingido pelos disparos, Diego recebeu atendimento de equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.
Segundo os familiares, três tiros atingiram o tórax do jovem.
Ele foi encaminhado em estado grave ao Hospital de Base do Distrito Federal, onde recebeu atendimento médico, mas não resistiu.
A morte foi confirmada posteriormente.
Diego trabalhava na hamburgueria desde os 17 anos e deixou uma filha de 2 anos.
O estabelecimento publicou uma nota de luto e informou que permanecerá fechado por tempo indeterminado.
A família também relatou que o celular do jovem foi recolhido para auxiliar na investigação. O aparelho poderá fornecer informações relevantes sobre eventuais ameaças e contatos anteriores ao crime.
Suspeito dos disparos tem 14 anos, segundo a polícia
De acordo com as informações divulgadas pela polícia, o suspeito de executar o ataque é um adolescente de 14 anos.
Por ser menor de 18 anos, ele está sujeito às regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece procedimentos específicos para a apuração de atos infracionais.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Criança e do Adolescente.
A identificação do suspeito não significa que todas as circunstâncias do crime já tenham sido esclarecidas.
A polícia ainda precisa determinar a motivação dos disparos, a possível participação de outras pessoas e a relação do adolescente com as ameaças relatadas pela família.
Também deverá ser apurado como o suspeito teve acesso à arma utilizada no ataque.
Investigação busca esclarecer ameaças anteriores
O relato de Flávia Fontes acrescenta uma nova informação à investigação sobre a morte do jovem.
Segundo a irmã, as ameaças ocorreram antes do assassinato e envolveram pessoas que teriam ido até a residência da família.
A Polícia Civil deverá verificar se esses episódios foram formalmente registrados, identificar os envolvidos e analisar eventuais mensagens, depoimentos ou outros elementos que ajudem a esclarecer o histórico do conflito.
O celular de Diego e as imagens do circuito de segurança poderão contribuir para a reconstrução dos acontecimentos.
A família espera que as autoridades esclareçam por que o jovem foi atacado enquanto trabalhava.
Próximos passos
A Delegacia da Criança e do Adolescente continuará responsável pela investigação do homicídio e pela apuração da participação do adolescente apontado como suspeito.
Entre as diligências estão a análise das imagens, a coleta de depoimentos e a verificação do histórico de ameaças relatado pelos parentes.
Os investigadores também deverão esclarecer se houve planejamento do ataque ou envolvimento de outras pessoas.
Enquanto isso, familiares e amigos lamentam a morte de Diego, que trabalhava na hamburgueria havia cerca de cinco anos e deixou uma filha pequena.
Até a última atualização, a motivação do homicídio ainda não havia sido oficialmente esclarecida.


