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Cesta básica sobe 11,72% em BH e consome mais da metade do salário mínimo

Levantamento do Dieese e da Conab mostra que o custo dos alimentos chegou a R$ 802,99 em setembro; tomate e batata lideraram as altas

Cesta básica sobe 11,72% em BH e consome mais da metade do salário mínimo

O preço da cesta básica em Belo Horizonte aumentou 11,72% nos últimos 12 meses e chegou a R$ 802,99 em setembro deste ano. O valor compromete 53,55% do salário mínimo líquido de um trabalhador que recebe o piso nacional de R$ 1.621.

Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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Somente entre agosto e setembro, o custo dos alimentos avançou 5,72% na capital mineira. Com o aumento, um trabalhador que recebe um salário mínimo precisou dedicar 108 horas e 59 minutos de trabalho para comprar os 13 produtos considerados essenciais na pesquisa.

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O levantamento mostra que nove dos 13 alimentos pesquisados ficaram mais caros em setembro. As maiores altas foram registradas no tomate, que subiu 51,86%, e na batata, com aumento de 34,73%.

Também tiveram reajustes o arroz agulhinha (8,55%), a carne bovina de primeira (2,21%), o açúcar cristal (2,09%) e o óleo de soja (2,03%).

Tomate e batata acumulam maiores aumentos

Na comparação com setembro de 2025, o tomate acumulou alta de 69,07%, enquanto a batata ficou 67,49% mais cara. O feijão carioca também registrou aumento expressivo, de 38,58% no período.

Outros produtos tiveram comportamento diferente. A banana apresentou queda de 25,54% em 12 meses, seguida pelo café em pó, que ficou 21,60% mais barato.

O arroz agulhinha também apresentou recuo de 0,40% na comparação anual.

Apesar da redução no preço de alguns itens, o aumento de produtos como tomate, batata e carne bovina contribuiu para elevar o custo total da cesta básica.

Pesquisa da UFMG também aponta alta na cesta básica

Outro levantamento, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), também identificou aumento no custo da alimentação em Belo Horizonte.

Segundo a instituição, a cesta básica custou R$ 768,10 em setembro, com alta de 1,44% em relação a agosto e de 3,93% nos últimos 12 meses.

O valor corresponde a 47,38% do salário mínimo vigente. Em setembro de 2025, a cesta representava 48,69% do piso nacional.

A diferença entre os resultados do Ipead e do Dieese ocorre porque as instituições utilizam metodologias próprias para calcular o preço dos alimentos da cesta básica.

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