Ana Júlia Amaral conquista bronze e garante primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude
Nadadora paulista de 17 anos terminou os 100 metros borboleta em 1min00s49, na competição disputada em Dakar, no Senegal, e ainda terá outras duas provas pela frente.

A nadadora Ana Júlia Amaral, de 17 anos, conquistou neste domingo (1º de novembro) a primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos da Juventude de Dakar 2026, no Senegal. A brasileira garantiu o bronze nos 100 metros borboleta ao completar a final em 1min00s49, ficando apenas 18 centésimos de segundo atrás da segunda colocada.
Representante do Minas Tênis Clube, a paulista disputou a medalha de prata até os últimos metros da prova. O ouro ficou com a russa Serafima Fokina, que terminou em 59s81. A romena Daria-Mariuca Silisteanu conquistou a prata, com 1min00s31.
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A conquista marca o primeiro pódio brasileiro nesta edição dos Jogos e a sétima medalha da natação do país na história da competição. Ana Júlia ainda terá outras duas oportunidades de ampliar o resultado: as disputas dos 50 e dos 200 metros borboleta.
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Ana Júlia disputou a prata até os últimos metros
A brasileira começou o domingo garantindo vaga na final com o segundo melhor tempo das eliminatórias, ao completar os 100 metros borboleta em 1min01s48.
Na decisão, conseguiu melhorar o desempenho e entrou na disputa pelas primeiras posições desde a largada.
Ana Júlia completou os primeiros 50 metros em 28s40, fazendo a virada na segunda colocação.
Na parte final da prova, a romena Daria-Mariuca Silisteanu conseguiu ultrapassar a brasileira e assegurar a medalha de prata.
A diferença entre as duas foi de apenas 18 centésimos de segundo, enquanto Serafima Fokina garantiu o ouro.
O tempo de 1min00s49 foi o melhor registrado por Ana Júlia na temporada de 2026.

Nadadora celebra medalha após ano de mudanças
Após subir ao pódio, Ana Júlia destacou o significado pessoal da conquista e o esforço realizado durante os últimos meses.
“Estou bem feliz de estar aqui. Para mim essa medalha representa bastante resiliência. É fruto de um trabalho muito duro que foi realizado esse ano inteiro.”
A atleta explicou que passou por mudanças importantes na rotina de treinamentos e na vida pessoal.
Ao longo de 2026, mudou de clube e de estado, além de deixar de morar com os pais para dar continuidade à preparação esportiva.
A nadadora também agradeceu à família, aos treinadores e às pessoas que participaram dessa fase de sua carreira.
Apesar da medalha, reconheceu que ainda poderia ter melhorado alguns aspectos técnicos, especialmente a virada e a chegada.
Seu recorde pessoal nos 100 metros borboleta é de 1min00s13, alcançado no Campeonato Sul-Americano Juvenil de 2025, disputado no Rio de Janeiro.
Atleta do Minas Tênis Clube ainda disputará outras provas
A participação de Ana Júlia nos Jogos Olímpicos da Juventude não terminou com a conquista do bronze.
A brasileira ainda está prevista nas provas dos 50 e dos 200 metros borboleta, com novas oportunidades de alcançar o pódio.
Os 200 metros são uma das principais especialidades da nadadora.
Em abril de 2026, ela conquistou a medalha de bronze nessa distância durante os Jogos Sul-Americanos da Juventude, realizados no Panamá.
A atleta também foi campeã brasileira absoluta dos 200 metros borboleta em 2025, resultado que reforça sua experiência na prova.
A expectativa agora é que Ana Júlia aproveite a confiança adquirida na primeira final para buscar novos resultados em Dakar.
Brasil chega à sétima medalha histórica na natação
O bronze conquistado neste domingo representa a sétima medalha da natação brasileira em Jogos Olímpicos da Juventude.
O país já havia alcançado resultados importantes nas edições anteriores.
Nos Jogos de Nanjing, na China, em 2014, Matheus Santana conquistou duas medalhas de ouro, nos 50 e nos 100 metros livre.
Na mesma edição, o Brasil também ficou com a prata no revezamento misto 4×100 metros livre.
Quatro anos depois, em Buenos Aires, na Argentina, a delegação conquistou outras três medalhas de prata nos revezamentos 4×100 metros livre feminino, masculino e misto.
Com o resultado de Ana Júlia, a natação brasileira volta ao pódio dos Jogos Olímpicos da Juventude e amplia seu histórico na competição.
Dakar recebe primeira edição olímpica realizada na África
Os Jogos Olímpicos da Juventude de 2026 representam um marco para o esporte internacional por serem a primeira competição olímpica realizada no continente africano.
A cerimônia de abertura aconteceu no sábado (31 de outubro), no Estádio Abdoulaye Wade, em Diamniadio, na região metropolitana de Dakar.
O Brasil participou do desfile das delegações com dois porta-bandeiras: Anna Katharina Brukhnova, do hipismo, e Luiz Daniel Moura, da natação.
A competição reúne jovens atletas de diferentes países e seguirá até 13 de novembro.
Além da busca por medalhas, o evento oferece aos participantes a experiência de disputar uma competição do movimento olímpico em nível internacional.
Próximos passos
Depois de conquistar a primeira medalha brasileira em Dakar, Ana Júlia Amaral continuará sua participação nos Jogos Olímpicos da Juventude.
A nadadora ainda disputará os 50 e os 200 metros borboleta, provas nas quais poderá buscar novos pódios para o Brasil.
A medalha deste domingo também representa um resultado importante para a atleta de 17 anos, que passou por mudanças na carreira e conseguiu transformar o trabalho realizado durante o ano em uma conquista internacional.
Enquanto Ana Júlia se prepara para as próximas provas, a delegação brasileira segue participando das disputas em Dakar até o encerramento da competição, previsto para 13 de novembro.


