Apuração ao vivo 2026: STF suspende totalização e gera dúvida
STF determina pausa na totalização dos votos, causando incertezas durante o segundo turno presidencial e estaduais.

A apuração ao vivo do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi interrompida no início da noite deste domingo (25) por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou suspender temporariamente a totalização dos votos enquanto o horário de votação era estendido em cidades da Bahia. A paralisação entre 17h20 e 19h ocorre no momento em que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia à frente de Flávio Bolsonaro (PL) com 57,66% a 42,34%, com 0,25% das urnas apuradas.
STF estende votação e manda parar a totalização
A eleição mobiliza mais de 150 milhões de brasileiros em todo o país, com votação das 8h às 17h pelo horário de Brasília para presidente da República e para governador no Distrito Federal e em cinco estados: Espírito Santo, Amazonas, Acre, Tocantins e Rio Grande do Norte. A apuração da eleição começou às 17h, com a transmissão dos boletins de urna (BU) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por redes privadas criptografadas ou via satélite.
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Pouco depois do início da apuração, o ministro Cristiano Zanin, do STF, concedeu liminar sob a manchete: “URGENTE: Zanin, do STF, estende horário de votação até 19h”, atendendo a um pedido do PT após denúncias de obstrução de frotas de ônibus em municípios baianos. Ele considerou graves os relatos de insuficiência de transporte público para levar eleitores aos locais de votação.
Para garantir equilíbrio entre quem já tinha votado e quem ainda poderia votar na Bahia, o Supremo determinou a suspensão da divulgação da contagem em tempo real. A atualização dos dados do TSE, que havia começado normalmente, ficou congelada das 17h20 às 19h, afetando a dinâmica da cobertura jornalística e aumentando a expectativa dos eleitores que acompanham as apurações.
Denúncias de transporte e reação de governos
As queixas sobre problemas no transporte público se espalharam por diferentes estados, com relatos de cancelamentos de voos e redução de ônibus urbanos e intermunicipais, o que dificultou o acesso de eleitores às seções. A campanha petista elevou o tom e passou a pressionar o setor aéreo: “PT cobra companhias aéreas sobre cancelamentos de voos no segundo turno”, afirmaram dirigentes, associando os cancelamentos à redução do comparecimento às urnas.
Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) determinou medidas emergenciais para levar eleitores aos locais de votação. “Governador da Bahia determina uso de viaturas policiais para transportar eleitores”, informou o próprio Jerônimo, justificando que a prioridade é garantir o direito ao voto diante de denúncias de prefeitos impedindo a circulação de ônibus.
As decisões locais e a liminar do STF expuseram a tensão política em torno da logística do segundo turno e abriram espaço para novas disputas judiciais entre os dois principais campos da eleição presidencial.
PF leva 60 pessoas à delegacia por crimes eleitorais
Enquanto urnas eram fechadas e decisões judiciais alteravam o ritmo da apuração de votos 2026, a Polícia Federal intensificou o monitoramento de possíveis irregularidades. “PF informa que 60 pessoas foram conduzidas à delegacia por suspeita de crime eleitoral”, divulgou a corporação no fim da tarde.
Ao todo, sete inquéritos foram abertos até o momento, principalmente para apurar violações do sigilo do voto, com dezenas de ocorrências registradas. A PF também concentra esforços em coibir práticas como boca de urna, transporte irregular de eleitores e uso indevido de celulares dentro das seções, em meio à forte polarização e ao clima de vigilância sobre a integridade do pleito.
Entenda o contexto
O país volta às urnas neste domingo para concluir o ciclo eleitoral iniciado no primeiro turno, definindo o próximo presidente e os governadores de Espírito Santo, Amazonas, Acre, Tocantins, Rio Grande do Norte e do Distrito Federal. A disputa nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro reorganiza forças no Congresso e nos estados e terá reflexos imediatos sobre políticas públicas, cenário econômico e relações internacionais.
Do ponto de vista técnico, a apuração de votos presidente 2026 segue o modelo dos últimos pleitos: ao fim da votação, cada urna eletrônica gera um boletim impresso e um arquivo digital criptografado, que é transmitido por rede privada ou satélite aos servidores do TSE. A corte eleitoral divulga em tempo real a apuração da eleição, permitindo que eleitores, partidos e imprensa acompanhem a evolução da contagem em todos os estados.
Neste segundo turno, porém, a ordem do STF para estender a votação até as 19h em municípios baianos e a consequente paralisação da “tse apuração 2 turno” introduziram um elemento extraordinário no processo. A decisão busca assegurar o acesso ao voto diante de denúncias de obstrução do transporte, mas, ao mesmo tempo, alimenta desconfianças e discursos de deslegitimação entre militâncias rivais.
Com a retomada da totalização após as 19h, a expectativa é que o TSE acelere a apuração dos votos 2026 e divulgue ainda na noite deste domingo o resultado para presidente e governadores. Partidos e campanhas já preparam equipes jurídicas para contestar eventuais irregularidades e acompanhar de perto as últimas horas de um dos pleitos mais polarizados da história recente.


