TRE-BA manda prender secretário por bloquear ônibus no 2º turno
Secretário de Mobilidade de Salvador é preso por bloquear transporte no segundo turno das eleições.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou neste domingo (25) a prisão do secretário Municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após a retenção de ônibus do sistema de transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais na capital baiana.
Crise no transporte e reação da Justiça Eleitoral
Segundo o TRE-BA, a Secretaria de Mobilidade teria ordenado que ônibus fossem retirados de circulação ou mantidos nas garagens em pleno dia de votação, o que esvaziou linhas e dificultou a chegada de eleitores às seções eleitorais em vários bairros de Salvador.
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A ordem de prisão foi expedida após a constatação de que a redução de frota comprometia o deslocamento da população, especialmente eleitores que dependem exclusivamente do transporte público. A decisão busca restabelecer a oferta de ônibus e garantir o direito ao voto.
A informação sobre a prisão de Pablo Souza foi confirmada pelo presidente do TRE-BA em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã deste domingo. “A informação foi confirmada pelo presidente da Corte à Rádio Metrópole, neste domingo (25)”, declarou a emissora.
Acusações contra o prefeito e impacto político
O Partido dos Trabalhadores (PT) acusa o prefeito de Salvador de ser politicamente responsável pela retirada dos ônibus, interpretando a medida como uma tentativa de dificultar o acesso de eleitores às urnas. O nome do prefeito não aparece nas decisões divulgadas até agora, mas ele é o chefe da administração municipal e, portanto, responsável pela gestão da mobilidade urbana.
Para o PT, a redução repentina da frota em dia de votação atinge sobretudo moradores de áreas periféricas, trabalhadores e estudantes de baixa renda, que têm menos alternativas de deslocamento. A legenda pretende usar o episódio para cobrar responsabilização política e administrativa.
O caso amplia a pressão sobre a prefeitura em meio a um dia decisivo para o país. A gestão municipal, que deveria assegurar a plena operação dos serviços públicos essenciais, passa a ser cobrada por falhas em um momento considerado crucial para a democracia.
Entenda o contexto
Durante todo este domingo, relatos de atrasos e longas esperas em pontos de ônibus em diferentes regiões de Salvador se multiplicaram. Eleitores afirmaram ter levado muito mais tempo que o normal para conseguir embarcar em coletivos rumo aos locais de votação.
A paralisação parcial do transporte público, atribuída à ordem da Secretaria de Mobilidade, afetou diretamente o andamento do pleito, com risco de aumento da abstenção e de congestionamento nas seções nos períodos de maior fluxo, quando os ônibus voltaram a circular em maior número.
Diante da gravidade, o TRE-BA adotou uma das medidas mais duras disponíveis: a ordem de prisão do secretário responsável pela pasta, como forma de coibir práticas que possam interferir na lisura do processo eleitoral e de sinalizar que não serão tolerados obstáculos artificiais ao exercício do voto.
Possíveis desdobramentos
Com a decisão, o caso deve avançar para investigações mais amplas sobre a cadeia de comando que levou à retenção dos ônibus. A apuração pode resultar em processos judiciais, sanções administrativas e novos questionamentos sobre a conduta da gestão municipal durante o período eleitoral.
Ao mesmo tempo, aumenta a pressão de partidos, entidades e da própria população por garantias de que o transporte público opere plenamente em dias de votação, evitando que o acesso às urnas fique condicionado à disponibilidade de serviços sob controle do poder público local.


