Kassio Nunes Marques diz que falhas no transporte de eleitores estão sendo corrigidas
Presidente do TSE reconhece dificuldades no deslocamento de eleitores durante o segundo turno; Justiça Eleitoral determina reforço de ônibus em Salvador.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (25) que os problemas no transporte de eleitores registrados em diferentes localidades do Brasil durante o segundo turno das eleições de 2026 estão sendo corrigidos. A declaração foi dada durante entrevista coletiva na sede do tribunal, em Brasília.
O ministro reconheceu dificuldades na circulação de ônibus em alguns municípios, mas afirmou que as autoridades eleitorais estão atuando para solucionar as ocorrências. do serviço.
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Kassio Nunes Marques reconhece dificuldades no transporte
Questionado sobre os problemas enfrentados por eleitores para chegar aos locais de votação, o presidente do TSE confirmou que a Justiça Eleitoral recebeu informações sobre falhas no serviço.
“De notícia que nós temos, de fato, em alguns locais há uma dificuldade no transporte, que já está sendo corrigida”, declarou Nunes Marques.
Segundo o ministro, a organização do transporte eleitoral nos estados é coordenada pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), com apoio do TSE e de outras instituições públicas.
Entre os órgãos envolvidos estão a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), as Forças Armadas e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Justiça Eleitoral determina frota completa em Salvador
Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a recomposição imediata de 100% da frota de ônibus utilizada no transporte público da capital.
A medida foi adotada após denúncias de redução da circulação dos veículos durante o segundo turno, situação que poderia dificultar o deslocamento dos eleitores até as seções eleitorais.
A Justiça Eleitoral também determinou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em meio ao descumprimento apontado na operação do transporte.
O episódio ampliou a atenção das autoridades para a necessidade de garantir o acesso da população aos locais de votação.
São Paulo também registra questionamentos sobre ônibus
Na capital paulista, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou a Justiça Eleitoral alegando que o transporte público estaria operando com aproximadamente 60% da frota.
A representação afirma que a redução prejudicaria principalmente moradores de regiões periféricas, como bairros da Zona Leste, que dependem do transporte coletivo para chegar aos locais de votação.
A Justiça Eleitoral havia determinado que São Paulo disponibilizasse a frota completa de ônibus neste domingo.
A Prefeitura de São Paulo contestou a necessidade da medida, mas informou que cumpriria a determinação judicial e comunicaria as empresas concessionárias.
Transporte é essencial para garantir acesso às urnas
A oferta de transporte público durante as eleições tem como objetivo permitir que os eleitores se desloquem até seus locais de votação, especialmente aqueles que dependem de ônibus e outros serviços coletivos.
A redução da circulação pode aumentar o tempo de espera, provocar lotação nos veículos e dificultar o comparecimento às seções eleitorais.
Em regiões rurais e comunidades de difícil acesso, o deslocamento também pode depender de embarcações e veículos disponibilizados por órgãos públicos, conforme os planos autorizados pela Justiça Eleitoral.
TSE acompanha ocorrências durante o segundo turno
A Justiça Eleitoral segue monitorando os problemas relatados nos estados e municípios durante a votação deste domingo.
As providências adotadas pelos TREs buscam restabelecer os serviços e reduzir os obstáculos enfrentados pelos eleitores.
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
Até o momento da declaração de Kassio Nunes Marques, o TSE não havia apresentado um balanço nacional consolidado sobre a quantidade de eleitores afetados pelas falhas no transporte.


