Canadá atropela Catar por 6 a 0 em jogo marcado por lesão grave
Copa do Mundo
Canadenses garantem liderança no Grupo B com vitória expressiva, enquanto partida é marcada por incidente grave e tumulto após o apito final.
O Canadá goleia o Catar por 6 a 0 nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, em Vancouver, e conquista sua primeira vitória na história das Copas. A noite histórica no BC Place mistura festa, apreensão pela grave lesão do volante Koné e confusão entre as comissões técnicas após o apito final.
Goleada histórica e virada de chave para o futebol canadense
O resultado empurra o Canadá para a liderança do Grupo B, com 4 pontos, à frente da Suíça no saldo de gols. A seleção da casa se aproxima da vaga inédita nas oitavas de final e ganha confiança para o duelo direto contra os suíços, novamente em Vancouver, na próxima rodada, às 16h (de Brasília).
O Catar, que estreia com empate, afunda na tabela. Fica com apenas 1 ponto, saldo de gols de -6 e situação delicada na briga pela classificação. A equipe de Julen Lopetegui agora depende de uma reação imediata contra a Bósnia, em Seattle, para manter vivo o sonho de avançar.
Dentro de campo, o placar resume o desequilíbrio. Jonathan David marca três vezes, Larin abre o caminho, Saliba anota um golaço de falta em homenagem a Koné e Manai completa a noite desastrosa dos cataris com um gol contra.
Pressão desde o início e show de Jonathan David
O Estádio BC Place, lotado, empurra o Canadá desde o primeiro minuto. A seleção de Jesse Marsch adianta as linhas, sufoca a saída de bola adversária e transforma o campo de ataque em território próprio. O Catar quase não passa do meio-campo no começo da partida.
O primeiro gol sai ainda na metade inicial, em jogada que traduz a proposta canadense. Johnston cruza da direita, Jonathan David finaliza forte de primeira, o goleiro Abunada rebate mal e Larin aparece livre para completar. O relógio ainda não marca meia hora quando o placar já se move de novo.
Buchanan domina na entrada da área, corta o marcador e tenta o chute. A bola desvia e sobra limpa para Jonathan David, que bate de primeira, de pé direito, e faz 2 a 0. O camisa 9 se movimenta por todo o setor ofensivo, ataca o espaço e se impõe como referência técnica.
O Canadá não reduz o ritmo. Continua a pressionar e, antes do intervalo, transforma a vitória em goleada parcial. Johnston volta a explorar o lado direito e cruza, Larin cabeceia firme, Abunada espalma, e Jonathan David, bem posicionado, empurra para o gol vazio: 3 a 0. O hat-trick virá só no fim, mas a partida já pertence a ele.
Lance chocante, fratura de Koné e cartão vermelho para Madibo
A festa no estádio sofre um corte brusco na etapa final. Em dividida forte no meio-campo, o volante Koné leva a pior em choque com Madibo. O canadense cai no gramado, grita de dor, e o silêncio substitui o barulho da arquibancada quando os jogadores percebem a gravidade da cena.
Koné quebra a perna, é atendido às pressas e deixa o campo de maca, aplaudido de pé pela torcida. Companheiros se abraçam no círculo central, alguns choram, adversários também demonstram choque. O árbitro mostra o cartão vermelho a Madibo, que sai cabisbaixo, visivelmente abalado.
O lance altera o clima da partida. O Canadá, porém, responde com futebol e simbolismo. Saliba entra justamente no lugar de Koné e se torna protagonista do momento seguinte.
Homenagem emocionada e goleada completada
Em falta frontal, na entrada da área, Saliba se apresenta para a cobrança. O volante bate por fora da barreira, a bola faz curva, toca na trave e entra. É o primeiro gol de falta da Copa do Mundo de 2026. O estádio explode, mas a comemoração tem outro tom.
Saliba pega a camisa 8 de Koné, ergue para a torcida e faz com as mãos o número do companheiro lesionado. O gesto vira imagem da noite em Vancouver e reforça o impacto emocional da lesão no elenco canadense.
O Catar, já com um a menos e atordoado, passa a sobreviver na defesa. A tentativa de resistir, porém, se converte em pesadelo. Em jogada de ataque do Canadá, a finalização de Shaffelburg sai torta e iria para fora, até que Manai, na tentativa de afastar, enche o pé contra o próprio gol. O 5 a 0 transforma a derrota em vexame.
Nos acréscimos, Jonathan David fecha a conta. A defesa do Catar cede mais espaços, o camisa 9 recebe, conclui com calma e alcança o hat-trick. A goleada por 6 a 0 entra para a história como a maior já aplicada por um país da Concacaf em Copas.
Confusão após o apito e discursos contidos
A partida termina, mas a tensão não. Logo depois do apito final, Jesse Marsch e Julen Lopetegui se aproximam à beira do gramado. A conversa esquenta. Em segundos, integrantes das duas comissões técnicas se envolvem em empurrões, com tentativas de socos. Membros mais calmos correm para separar e impedir que o episódio escale.
O clima pesado remete diretamente ao lance de Koné. Durante o jogo, jogadores canadenses cobram Madibo pela entrada que causa a fratura. As imagens do volante no gramado, imobilizado, alimentam a irritação de um lado e o constrangimento do outro.
Na entrevista pós-jogo, Marsch evita estender a discussão em público. “Não vou parar um minuto para discutir isso”, diz, ao ser questionado sobre a confusão. Em seguida, admite incômodo com a reação do banco adversário. “Me parece que o seu treinador queria fazer as coisas. Não creio que ele (Madibo) teve culpa, mas não entendi porque o banco todo levantou, mas vamos focar na partida”, afirma.
Lopetegui adota tom semelhante. O espanhol trata o diálogo com Marsch como assunto reservado. “Tenho minha visão sobre isso, mas não vou falar sobre. Todos têm que ser responsáveis. Não é bom terminar dessa forma. Temos que evitar esses momentos”, afirma. Ele também tenta afastar a ideia de intenção na dividida que fere Koné. “Eu imagino que a lesão de Koné foi chave, mas sei que ninguém quis fazer isso. Foi um acidente. Acontece no futebol, já vi três ou quatro vezes”, completa.
Impacto no grupo, pressão crescente e próximos capítulos
No papel, o Canadá sai da noite em Vancouver com tudo o que desejava em termos esportivos: goleada, moral elevada, liderança do Grupo B com 4 pontos e um ataque em alta. Na prática, perde um volante importante e precisa reorganizar o meio-campo às vésperas de um duelo que pode selar a classificação contra a Suíça.
O departamento médico e a comissão técnica passam a trabalhar em duas frentes: a recuperação de Koné, que não volta mais neste Mundial, e o redesenho tático para manter o nível de intensidade sem ele. Internamente, a lesão tende a servir de motivação adicional, como já sugerem a reação da torcida e a homenagem de Saliba.
O Catar enfrenta cenário oposto. A goleada por 6 a 0, o saldo negativo de -6 e a expulsão de Madibo ampliam a pressão sobre o elenco e sobre Lopetegui. O duelo contra a Bósnia, em Seattle, ganha contornos de jogo de sobrevivência. Qualquer novo tropeço pode significar despedida precoce.
Fora de campo, a Fifa pode analisar as imagens da confusão entre as comissões técnicas e do pós-lance da lesão de Koné. Eventuais sanções ou advertências a membros de Canadá e Catar são uma possibilidade, em um torneio que tenta reforçar o discurso de respeito e controle emocional.
O Mundial segue, mas o 18 de junho de 2026 entra definitivamente no arquivo do futebol canadense. A goleada diante do Catar é um marco esportivo, mas carrega também a cicatriz de uma perna quebrada e de uma noite em que euforia, medo e revolta dividem o mesmo gramado.
O que aconteceu com o jogador do Canadá hoje?
O volante Koné quebrou a perna em uma dividida com Madibo, do Catar, no segundo tempo. Ele saiu de maca, aplaudido pela torcida, e está fora da Copa.
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A partida desta quinta já se encerra com vitória canadense por 6 a 0. Os próximos jogos do Canadá e do Catar na Copa são exibidos por TV aberta, TV paga e streaming, conforme acordo de direitos no Brasil.
Qual jogo da Copa vai ser no Canadá?
O BC Place, em Vancouver, recebe os jogos do Grupo B envolvendo o Canadá, incluindo o duelo contra a Suíça na próxima rodada. Outras cidades canadenses também sediam partidas do Mundial.
