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Palmeiras faz treino tático e encerra preparação para pegar a Chape

O Palmeiras encerra na tarde deste sábado (30) a preparação para enfrentar a Chapecoense, neste domingo, às 16h, no Allianz Parque, pelo Brasileiro. Líder e dono de sua melhor campanha na era dos pontos corridos, o time de Abel Ferreira trabalha para manter a vantagem antes da pausa para a Copa do Mundo.

Treino tático molda a equipe em meio a desfalques

Abel Ferreira comanda no Allianz Parque um treino com foco em organização tática, bolas paradas e finalizações. O trabalho, que fecha a preparação para a 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, busca ajustar detalhes em um elenco desfalcado pelos convocados para seleções nacionais. O cenário obriga o treinador a explorar alternativas e reforça a importância de cada sessão antes do último jogo antes da parada.

Bruno Fuchs e Benedetti, zagueiros que atravessam fase de transição física após lesões, participam de toda a atividade integrados ao grupo. A presença dos dois indica avanço na recuperação e amplia as opções de defesa para o restante da temporada. A volta gradual de jogadores que vinham fora por problemas físicos contrasta com a ausência de referências importantes que defendem seus países.

Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Mauricio, Jhon Arias, Flaco López, Giay, Piquerez e Emi Martínez novamente não aparecem no gramado, assim como já ocorre na sexta-feira (29). Todos estão a serviço de suas seleções, o que reduz o leque para o jogo com a Chapecoense e força adaptações no sistema defensivo, no meio-campo e no ataque. A comissão técnica trabalha para manter o padrão coletivo mesmo sem nomes que sustentam a espinha dorsal alviverde.

O duelo com a Chapecoense chega em um momento em que o Palmeiras soma 38 pontos em 17 jogos. O número supera a campanha de 2025, quando o time atinge 36 pontos após o mesmo número de rodadas, e também deixa para trás as trajetórias campeãs em 2016, 2018, 2022 e 2023. A sessão deste sábado funciona como ajuste fino de uma engrenagem que, até aqui, produz regularidade e vantagem na liderança.

Liderança histórica e despedida de um nome marcante

O desempenho atual reescreve o próprio parâmetro do clube na era dos pontos corridos, iniciada em 2003. Em 2026, com 38 pontos, o Palmeiras supera marcas de conquistas recentes: 33 pontos em 2016, 27 em 2018, 33 em 2022 e 31 em 2023 após 17 rodadas. A equipe não joga para apenas administrar a frente na tabela; joga para ampliá-la antes da parada e transformar os números em margem concreta para o segundo turno.

O jogo deste domingo também carrega uma dimensão simbólica rara. O clube se despede da atual nomenclatura de seu estádio, o Allianz Parque, que batiza a arena desde a inauguração, em novembro de 2014. Em 12 anos, o espaço se consolida como palco central da reconstrução esportiva e financeira palmeirense, acumulando títulos, grandes jogos e uma rotina de casa cheia. A mudança de nome encerra um ciclo comercial, mas preserva a memória de uma das fases mais vitoriosas da história alviverde.

A arena registra até aqui 350 partidas do time principal, com 230 vitórias, 70 empates e 50 derrotas. São 660 gols marcados e 253 sofridos, números que ajudam a explicar a sensação de fortaleza construída no bairro da Água Branca. Pelo Campeonato Brasileiro, o retrospecto também pesa: em 186 jogos, o Palmeiras soma 116 vitórias, 40 empates, 30 derrotas, 339 gols marcados e 154 sofridos.

No gramado do Allianz Parque, o clube ergue dois títulos brasileiros, em 2016 e 2022, dois da Copa do Brasil, em 2015 e 2020, quatro Paulistas, em 2020, 2022, 2023 e 2024, além da Recopa Sul-Americana de 2022. O duelo com a Chapecoense entra nessa linha do tempo como a última partida sob o nome que domina o vocabulário da torcida na última década. A carga emocional desse adeus aumenta a responsabilidade de entregar uma atuação à altura da fase e da história recente.

Pressão por resultado, pausa à vista e próximos passos

A combinação entre liderança folgada, melhor campanha em pontos corridos e despedida do nome Allianz Parque cria um ambiente de alta expectativa. Uma vitória diante da Chapecoense consolida a vantagem na tabela e reforça a confiança do elenco para atravessar a pausa para a Copa do Mundo com sensação de dever cumprido. Um tropeço, por outro lado, reabre uma disputa que hoje parece controlada e alimenta rivais diretos na briga pelo título.

O trabalho de Abel Ferreira neste sábado busca reduzir a margem para surpresas. A ênfase em bolas paradas e finalizações aponta para um plano de jogo que tenta aproveitar ao máximo o mando de campo e o gramado sintético que o elenco conhece em detalhe. A integração de Bruno Fuchs e Benedetti amplia o leque de alternativas no miolo de zaga, área sensível em maratona de jogos e viagens. A ausência de líderes como Gómez e Piquerez, porém, mantém um elemento de incerteza na consistência defensiva.

A parada para a Copa congela a tabela e oferece um período valioso para recuperação física, ajustes de elenco e eventual chegada ou saída de jogadores. Quanto maior a diferença construída até lá, menor a pressão por resultados imediatos na retomada do calendário. O jogo com a Chapecoense, 18º compromisso de 38 rodadas, vale mais que três pontos: serve como termômetro da capacidade do Palmeiras de manter intensidade e foco mesmo em cenário de aparente conforto.

O domingo marca o fim de um nome e a continuidade de um projeto esportivo que coleciona marcas e troféus. A forma como o líder do campeonato se apresenta diante de sua torcida, em uma tarde carregada de simbolismo, indica se a primeira metade do Brasileirão de 2026 ficará lembrada apenas pelos números ou também pela capacidade de transformar pressão em desempenho. A resposta começa a sair quando a bola rolar no ainda chamado Allianz Parque.

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