Ciencia e Tecnologia

CD Projekt anuncia nova expansão Songs of the Past para The Witcher 3

A CD Projekt Red anuncia em maio de 2026 a expansão inédita Songs of the Past para The Witcher 3: Wild Hunt, prevista para 2027. O conteúdo chega apenas ao PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, recolocando Geralt de Rívia no centro de uma nova aventura mais de uma década após o lançamento original do RPG.

Geralt volta ao palco em um jogo de 2015

O anúncio quebra uma espécie de luto antecipado criado em 2016, quando a expansão Blood and Wine parecia encerrar a história de Geralt nos jogos. Dez anos depois desse capítulo em Toussaint e 12 anos após a estreia de The Witcher 3, o estúdio polonês decide voltar ao mundo que rendeu mais de 60 milhões de cópias vendidas e mais de 250 prêmios de Jogo do Ano.

Batizada de Songs of the Past, a nova DLC resgata o bruxo de cabelos brancos para uma campanha inédita, ainda cercada de sigilo. A desenvolvedora confirma apenas que o jogador volta a controlar o lendário caçador de monstros, em uma trama que não havia sido prevista nem pelos fãs mais otimistas. A aposta reforça o peso comercial e simbólico de The Witcher 3, quase uma década e meia depois de sua chegada ao mercado.

A produção não fica restrita aos estúdios internos da CD Projekt Red. Songs of the Past nasce em parceria com a Fool’s Theory, desenvolvedora formada por veteranos da indústria, incluindo profissionais que trabalharam no próprio The Witcher 3. O codesenvolvimento indica um modelo mais distribuído, em um momento em que a empresa administra, ao mesmo tempo, a sequência de Cyberpunk 2077, um remake do primeiro The Witcher e o futuro The Witcher 4, protagonizado por Ciri.

Detalhes de enredo, ambientação e duração da campanha permanecem sob sigilo. Rumores que circulam na comunidade há meses falam em uma região inédita inspirada em desertos e culturas pouco exploradas na série, hipótese que a companhia não confirma. O estúdio promete revelar mais informações no fim do inverno de 2026, a partir de junho, período em que a expansão deve ganhar um primeiro trailer completo.

Nesta quinta-feira (28), a CD Projekt Red realiza um evento às 11h45 para celebrar os 10 anos de Blood and Wine, o que transforma a comemoração em um palco natural para novos detalhes. A escolha da data reforça a conexão direta entre passado e futuro: a expansão que parecia o “último brinde” de Geralt agora se torna ponto de partida para mais uma jornada.

Expansão só para nova geração e PC mais parrudo

O retorno de Geralt vem acompanhado de uma mudança técnica importante. Para receber Songs of the Past, The Witcher 3 passa por uma atualização profunda em PC e deixa para trás parte do público com máquinas antigas. A partir do próximo update, o jogo exige Windows 11, armazenamento em SSD e suporte exclusivo ao DirectX 12.

Os requisitos mínimos sobem para a faixa de processadores Ryzen 5 2600 ou Intel Core i5-8400, com placas de vídeo como a GeForce GTX 1660 ou Radeon RX 5500 XT. A recomendação inclui pelo menos 12 GB de memória RAM e 70 GB de espaço em SSD, o que coloca o clássico de 2015 no patamar técnico de lançamentos atuais. Em consoles, a nova expansão fica restrita ao PlayStation 5 e ao Xbox Series X|S, deixando de fora jogadores que ainda permanecem no PS4 ou no Xbox One.

A decisão sinaliza uma ruptura clara com a geração anterior e abre uma linha de corte na própria base de fãs. Quem joga em PCs mais antigos pode precisar investir em novos componentes ou aceitar que Songs of the Past não rodará em sua máquina. O mesmo vale para donos de consoles da geração passada, que verão o novo conteúdo apenas à distância, em transmissões e vídeos de gameplay.

A aposta em requisitos mais altos tem um efeito colateral imediato: movimenta o mercado de hardware, especialmente de SSDs e placas de vídeo intermediárias. Ao atualizar um dos RPGs mais populares do mundo, a CD Projekt Red empurra parte da comunidade em direção a configurações alinhadas ao padrão de grandes jogos dos próximos anos. A estratégia também facilita o reaproveitamento de tecnologias de The Witcher 4 e de Cyberpunk 2, que já nascem pensados para esse novo patamar.

No plano simbólico, o anúncio reforça a posição da empresa como uma das referências em RPGs de mundo aberto, mesmo após o turbulento lançamento de Cyberpunk 2077 em 2020. Ao voltar ao universo que se tornou sinônimo de qualidade e longevidade, o estúdio tenta equilibrar memória afetiva e ambição tecnológica.

Franquia se expande entre passado e futuro

O calendário da CD Projekt Red para os próximos anos revela uma estratégia de ocupação contínua do imaginário dos fãs. Songs of the Past mantém The Witcher 3 vivo até, pelo menos, 2027, ano previsto para a chegada da expansão. No horizonte, The Witcher 4 promete uma nova protagonista fixa, Ciri, e uma era diferente dentro da mesma mitologia. Paralelamente, o estúdio toca o remake do primeiro The Witcher, também ao lado da Fool’s Theory, e desenvolve Cyberpunk 2, de codinome Orion, além da animação Cyberpunk: Edgerunners 2.

A escolha de revisitar Geralt antes de concluir a transição definitiva para Ciri funciona como uma espécie de ponte geracional entre públicos. Jogadores que conheceram a série em 2015 ganham um motivo concreto para voltar ao RPG e testar as melhorias técnicas. Novos fãs, atraídos pela série da Netflix ou pelos anúncios de The Witcher 4, encontram no relançamento turbinado uma porta de entrada para o mundo que consolidou a franquia.

The Witcher 3 carrega hoje mais de mil premiações da indústria, um número raro mesmo entre grandes blockbusters. As expansões anteriores, Hearts of Stone e Blood and Wine, ajudaram a construir essa reputação ao oferecer histórias densas, personagens marcantes e conteúdo digno de um novo jogo. Songs of the Past precisa dialogar com esse legado e, ao mesmo tempo, justificar a elevação dos requisitos técnicos e a aposta em plataformas mais recentes.

Ainda não há data exata de lançamento, nem confirmação oficial sobre ambientação, duração da campanha ou participação de figuras centrais da saga, como Yennefer, Triss ou Ciri. Até o fim do inverno de 2026, o estúdio promete abrir o jogo. Resta saber se a nova canção do passado será suficiente para reacender o entusiasmo em torno de um clássico de 2015 em um mercado que, a cada ano, cobra menos nostalgia e mais novidade.

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