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Arrascaeta e Piquerez treinam com Uruguai à espera da Copa de 2026

Arrascaeta, do Flamengo, e Piquerez, do Palmeiras, já treinam com a seleção uruguaia nas semanas que antecedem a convocação oficial para a Copa do Mundo de 2026. A lista final sai em 25 de maio e os dois correm contra o relógio para chegar sem restrições físicas ao Mundial.

Recuperação acelerada antes da lista final

Os trabalhos acontecem no centro de treinamento da seleção uruguaia, que concentra o grupo pré-convocado e monitora cada movimento de quem chega de lesão. Arrascaeta e Piquerez cumprem uma rotina dupla: exercícios específicos no gramado, sempre com bola, e sessões de recuperação para retomar o ritmo de jogo perdido nas últimas semanas.

O calendário aperta. A convocação está marcada para 25 de maio de 2026, data que fecha a lista de 23 a 26 nomes que o técnico uruguaio levará para a Copa. Cada sessão, cada corrida em alta intensidade e cada giro de corpo é observada por fisiologistas, médicos e membros da comissão técnica, que cruzam dados físicos com o desempenho recente por clube.

O meia do Flamengo volta aos poucos ao padrão que o torcedor brasileiro conhece desde 2019, quando desembarca no Rio e se torna peça central em títulos nacionais e continentais. Piquerez, lateral de confiança de Abel Ferreira no Palmeiras desde 2021, tenta repetir no ambiente da seleção a segurança defensiva e o apoio forte pela esquerda que o transformam em titular quase absoluto no clube.

Nos bastidores, a avaliação é de que a presença antecipada dos dois no centro de treinamentos funciona como um teste prático. A comissão quer respostas objetivas: quantos minutos suportam hoje, qual a reação do corpo no dia seguinte, que tipo de dor ainda aparece. O objetivo é simples e direto, como resume um integrante da delegação, em off: “Ninguém entra na Copa com dúvida física”.

Seleção em alerta e expectativa no Uruguai e no Brasil

A recuperação de Arrascaeta e Piquerez pesa além das fronteiras uruguaias. No Brasil, Flamengo e Palmeiras acompanham relatórios diários, atentos ao risco de sobrecarga num momento de maratona de jogos. Ao mesmo tempo, sabem que a visibilidade em uma Copa do Mundo valoriza ainda mais seus atletas em mercado inflacionado por cifras em euros e dólares.

O Uruguai disputa uma vaga num grupo de seleções que tenta voltar a incomodar favoritos históricos. Desde o quarto lugar em 2010, na África do Sul, o país não volta a uma semifinal de Mundial. Nas edições de 2014, 2018 e 2022, cai antes das quatro melhores, sempre deixando a sensação de que faltou um detalhe. Em 2026, a comissão técnica tenta reduzir esse “detalhe” ao mínimo com controle rígido de carga, exames constantes e decisões técnicas atreladas à ciência do esporte.

A presença de dois titulares em seus clubes brasileiros conta como ativo esportivo e simbólico. Arrascaeta oferece criação, bola parada e experiência em jogos decisivos. Piquerez garante estabilidade pelo lado esquerdo em um setor que, em Copa, costuma ser alvo de ataques rivais. Lesões recentes, porém, acendem alerta. Cada minuto em campo antes do Mundial precisa ser calculado para evitar recaídas, como repetem preparadores físicos em reuniões internas.

O impacto também é emocional. Torcedores uruguaios veem em Arrascaeta um representante da geração que constrói carreira sólida no Brasil e já soma participações em Copa anterior. Piquerez carrega a etiqueta de lateral moderno, capaz de defender e aparecer na área adversária, algo valorizado num futebol que exige intensidade por 90 minutos. “Se eles estiverem bem, o time muda de patamar”, admite um membro da comissão, sob condição de anonimato.

Reta final, riscos calculados e planos para o Mundial

Os próximos dias definem o desenho da lista e o papel de cada um no Mundial. A comissão uruguaia monta cenários com números concretos: minutagem ideal, percentual de gordura, força muscular e resistência em testes de 30 metros. Qualquer desvio relevante pode significar corte ou redução de espaço na rotação do time titular, mesmo para jogadores acostumados a protagonismo em clubes como Flamengo e Palmeiras.

O staff da seleção trabalha com planejamento em etapas. A primeira é garantir a presença física dos dois na convocação de 25 de maio. A segunda mira o início da preparação específica para a Copa, quando o grupo já estará fechado e os treinamentos táticos ganham peso. Uma eventual ausência de Arrascaeta ou Piquerez nessa largada obrigaria o técnico a redesenhar setores inteiros do time.

A Copa de 2026, disputada em três países e com formato ampliado, aumenta a exigência. Mais jogos, mais viagens, mais treinos de recuperação. Um jogador que começa o torneio com dor ou limitação tende a sofrer ao longo de 30 dias, e a comissão uruguaia sabe disso. Por isso, cada avanço registrado nesta fase de treinamentos conta como sinal positivo, mas não encerra o debate.

O desfecho começa a se desenhar na manhã de 25 de maio, quando o técnico anuncia a relação final em entrevista coletiva. Até lá, Arrascaeta e Piquerez seguem em campo, entre sprints controlados, mudanças bruscas de direção e testes de confiança no próprio corpo. A resposta definitiva, para comissão técnica e torcedores, vem com uma pergunta que ainda paira no ar: o Uruguai terá seus principais nomes em plena forma quando a bola rolar no Mundial?

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