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Ramón Sosa inicia transição e anima Palmeiras e seleção paraguaia

Ramón Sosa vai a campo na Academia de Futebol e inicia nesta segunda-feira (25) a transição física após lesão no tornozelo esquerdo. O atacante do Palmeiras busca voltar a tempo de reforçar o time na Libertadores e garantir vaga na convocação do Paraguai para a Copa do Mundo.

Volta ao gramado muda o clima na Academia

A reapresentação do elenco alviverde após a vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo, no Maracanã, começa com um foco diferente do placar. O movimento mais observado está em um dos campos da Academia de Futebol, onde Sosa corre, muda de direção e trabalha com bola sob supervisão da preparação física. O atacante de 26 anos está fora há pouco mais de uma semana, desde o empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, em 16 de maio, quando torce o tornozelo esquerdo e passa a ser desfalque imediato.

A evolução rápida surpreende parte da comissão técnica e alivia o departamento médico em um momento de calendário apertado. O Palmeiras entra na reta final da fase de grupos da Libertadores e encara também a maratona do Campeonato Brasileiro. Sosa soma 30 partidas na temporada, com sete gols e cinco assistências, e se firma como uma das principais armas ofensivas de Abel Ferreira nas transições rápidas e nas jogadas em velocidade pelos lados.

Libertadores e Copa do Mundo no horizonte

A transição física, etapa que antecede a liberação total para treinos com o elenco, ocorre em um ponto decisivo da temporada. O Palmeiras recebe o Junior Barranquilla na próxima quinta-feira (28), às 19h, no Allianz Parque, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores. Um empate garante o time nas oitavas de final, mas a comissão técnica sabe que a presença de Sosa, mesmo no banco, muda o desenho de jogo e oferece profundidade ao ataque.

Nos gramados da Academia, o paraguaio alterna tiros de corrida, mudanças bruscas de direção e atividades com bola, ainda sem contato mais forte com companheiros. O trabalho indica que o tornozelo reage bem à carga. Internamente, a avaliação é de que cada sessão conta não só para o Palmeiras, mas também para a seleção paraguaia, que divulga nesta semana a lista final para a Copa do Mundo. Sosa é tratado como nome praticamente certo se estiver em condições físicas. O desempenho em 2026, com participação direta em 12 gols, fortalece o status de peça-chave na reconstrução da equipe nacional.

Elenco gerido no limite e disputa por espaço

O dia na Academia também expõe o cuidado com o resto do elenco. Os titulares da vitória sobre o Flamengo, além de Paulinho, que entra por apenas nove minutos no Maracanã, fazem um trabalho regenerativo no núcleo de recuperação e neurociência. O grupo é submetido a exercícios de baixa intensidade, banheiras de gelo e rotinas específicas para reduzir o desgaste de viagem e de jogo. Os demais jogadores vão a campo para um treino em espaço reduzido, em duelos de seis contra seis, com foco em enfrentamentos, aproximação e marcação sob pressão.

Outros lesionados seguem em fases diferentes de recuperação. O zagueiro Bruno Fuchs, o atacante Vitor Roque e o meio-campista Benedetti permanecem na parte interna do centro de treinamento, ainda sem liberação para atividades em campo. O lateral-esquerdo Piquerez, por sua vez, recebe autorização para concluir o tratamento no centro de treinamento da seleção uruguaia, o que reforça a rotina de integração entre clubes e seleções às vésperas do Mundial. A soma de ausências obriga Abel a equilibrar minutagem, preservar titulares e dar espaço a reservas que vinham atuando menos.

Impacto esportivo e pressão por resultados

A possível volta de Sosa ainda nesta semana mexe com o planejamento de curto prazo. A presença do paraguaio oferece ao Palmeiras uma alternativa de velocidade que falta quando ele está fora. Em jogos eliminatórios, como os que esperam o clube a partir de junho, um jogador capaz de decidir em uma arrancada ou em um contra-ataque pesa. A comissão técnica enxerga o atacante como peça para abrir defesas fechadas e punir adversários que se lançam ao ataque.

No Paraguai, a recuperação é acompanhada com atenção semelhante. A seleção vive jejum de protagonismo em Copas do Mundo e procura nomes em bom momento em seus clubes. Sosa se encaixa nesse perfil. A possibilidade de chegar ao Mundial com ritmo de jogo, vindo de um clube que disputa títulos e atua sob forte pressão, agrega experiência competitiva ao elenco paraguaio. A comissão técnica nacional considera a condição física do atacante determinante para o desenho tático e para a forma de pressionar rivais na fase de grupos.

Próximos dias definem calendário de Sosa

Os passos seguintes da recuperação passam por resposta do tornozelo à carga de treinos. O departamento médico observa possíveis sinais de dor, inchaço ou limitação de movimentos após as sessões com bola. Se não houver reação negativa, a tendência é liberar Sosa para integrar parte dos trabalhos coletivos ainda antes do fim de semana. A decisão sobre utilizá-lo contra o Junior Barranquilla, porém, será tomada em conjunto entre comissão técnica e fisiologia, com base em dados físicos e em risco calculado.

A convocação do Paraguai para a Copa do Mundo também entra na equação. O anúncio da lista, previsto para esta semana, pode transformar a transição física em contagem regressiva pública. A expectativa de torcida, dirigentes e comissão técnica se concentra agora em um tornozelo que, há apenas nove dias, tirava Sosa de campo em Belo Horizonte. O caminho de volta começa na manhã silenciosa da Academia de Futebol e se estende até as noites de Libertadores e até o palco do Mundial, onde ainda não está garantido, mas já influencia decisões dentro e fora do Palmeiras.

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