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Messi sente lesão na coxa e acende alerta na Argentina a 23 dias da Copa

Lionel Messi sente dores na coxa esquerda e deixa a partida do Inter Miami contra o Philadelphia Union neste domingo, pela liga norte-americana. O problema surge a apenas 23 dias da estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026.

Lesão em falta e apreensão imediata

O lance que muda o clima da noite acontece no segundo tempo. Messi se prepara para cobrar uma falta, ajeita a bola com calma e bate de pé esquerdo, como faz há quase duas décadas. Ao finalizar o movimento, leva a mão à parte posterior da coxa esquerda e reduz o ritmo. Fica parado por alguns segundos, olha para o banco e para o gramado, como quem mede a extensão do problema.

O argentino ainda tenta seguir em campo. Caminha, participa de forma discreta, evita arrancadas longas. Quatro minutos depois, decide que não vale insistir. Ele se aproxima da linha lateral e pede substituição ao técnico Guillermo Hoyos, que autoriza a troca imediatamente. O estádio, acostumado a celebrar gols e dribles, reage com silêncio e celulares erguidos, registrando a saída do camisa 10.

Jogo de clube sob a sombra da Copa do Mundo

O duelo entre Inter Miami e Philadelphia Union, mais um na longa temporada da liga norte-americana, ganha contornos de final para a torcida argentina. A lesão vem em um momento em que qualquer incômodo muscular pesa mais do que o placar. A Argentina estreia na Copa do Mundo em 16 de junho, contra a Argélia, em Kansas, nos Estados Unidos. Restam 23 dias até que Messi volte a vestir a camisa da seleção em um Mundial que pode ser o último de sua carreira.

Alguns minutos antes da cobrança de falta que expõe a dor, o craque já causa apreensão. Em uma jogada típica, ele dribla vários zagueiros, invade a área e, em vez de concluir, solta a bola para Luis Suárez finalizar. A decisão surpreende quem acompanha o camisa 10 de perto. Messi costuma assumir a responsabilidade nesses lances. O recuo, ainda discreto, se soma, depois, ao gesto claro de desconforto na coxa e reforça a sensação de que algo não vai bem fisicamente.

Mesmo após sentir a lesão, o argentino permanece em campo por mais 19 minutos. Não força arrancadas, participa em toques curtos, corre pouco sem a bola. O corpo técnico de Hoyos acompanha cada movimento, atento a qualquer sinal de agravamento. O Inter Miami planeja submeter o jogador a exames de imagem já nesta segunda-feira para avaliar se há estiramento muscular ou apenas uma contratura, tipo de lesão mais leve.

Impacto na seleção e no favoritismo argentino

A proximidade da Copa amplia o peso de qualquer laudo. A Argentina chega ao Mundial com status de favorita e depende, em grande medida, da condição física do seu principal jogador. Messi, hoje com mais de 30 anos e acumulando quase 20 temporadas de elite, administra a carga de jogos com mais cuidado. Qualquer problema muscular, mesmo moderado, pode alterar minutagem, rota de preparação e estratégia da comissão técnica.

O calendário da seleção é curto. Depois da estreia contra a Argélia, em 16 de junho, a equipe enfrenta a Áustria no dia 22 e encerra a fase de grupos contra a Jordânia no dia 26. Um afastamento de duas semanas, cenário comum em lesões musculares de grau leve a moderado, já seria suficiente para colocar em risco a participação de Messi nas primeiras partidas. Mesmo que atue, a dúvida passa a ser em quais condições e com que intensidade.

Dirigentes e integrantes da comissão técnica argentina evitam declarações públicas até receberem o boletim médico oficial do Inter Miami. Nos bastidores, o planejamento prevê adaptação rápida caso o camisa 10 não esteja em plena forma. Isso inclui redistribuir funções ofensivas, reduzir a exigência física sobre Messi nos minutos iniciais dos jogos e ajustar o sistema para protegê-lo de esforços excessivos. A eventual ausência do astro impacta também o peso psicológico do grupo, acostumado a olhar para ele em momentos de maior pressão.

Clubes europeus, analistas e patrocinadores acompanham o caso com a mesma atenção. Messi segue sendo o principal rosto comercial da Copa. Uma lesão grave às vésperas do torneio afetaria a audiência global, campanhas de marketing e até projeções de audiência de plataformas de streaming e emissoras de TV. O craque continua no centro de um ecossistema que movimenta bilhões de dólares a cada ciclo de Mundial.

Redes sociais em alerta e pressão por respostas

A saída de Messi em campo provoca reação imediata nas redes sociais. Torcedores do Inter Miami e da seleção argentina publicam vídeos do lance, especulam gravidade da contusão e cobram transparência. Termos ligados ao nome do jogador e à Copa de 2026 alcançam os tópicos mais comentados. Em grupos de torcedores, a discussão passa do susto à cobrança sobre o uso de titulares em ligas domésticas às vésperas de uma competição desse porte.

O Inter Miami tende a adotar discurso cauteloso. A expectativa é que o clube divulgue um primeiro boletim médico nas próximas horas, após exames detalhados. Uma contusão leve abriria espaço para um plano de recuperação acelerado, com controle rigoroso de carga, treinos específicos e, possivelmente, afastamento imediato das próximas rodadas da liga norte-americana para preservar o atleta. Um estiramento de grau mais alto, ao contrário, redesenharia os planos da Argentina para a Copa.

Próximos passos e incertezas até a estreia

O caminho a partir de agora passa pelo departamento médico do Inter Miami. Os exames devem indicar se Messi lida com uma lesão pequena, que cicatriza em poucos dias, ou com um problema que exige semanas de recuperação. Cada dia conta em um calendário que já está no limite. A comissão técnica argentina monitora à distância, pronta para enviar profissionais ao clube norte-americano se necessário.

A seleção campeã mundial em 2022 chega aos Estados Unidos com a missão dupla de defender o título e administrar o tempo de seu principal jogador. A dúvida sobre a coxa esquerda de Messi se torna, desde já, um dos principais enredos da reta final de preparação para a Copa. A resposta dos exames nesta semana dirá se o incômodo deste domingo entra para a estatística rotineira de um atleta veterano ou se inaugura o grande drama esportivo do Mundial de 2026.

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