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Chuva volta a Santa Catarina no fim de semana com frio e risco de alagamentos

A chuva volta a ganhar força em Santa Catarina neste fim de semana, dias 23 e 24 de maio de 2026, e encontra o Estado ainda sob frio persistente. A Defesa Civil alerta para risco de alagamentos pontuais, sobretudo no Litoral, enquanto a Serra registra máximas de apenas 12°C no sábado.

Circulação marítima mantém instabilidade e traz água de volta

O retorno da chuva quebra uma sequência de dias de tempo firme e muda a rotina de quem vive em Santa Catarina. Desde a noite de sexta-feira, 22, nuvens carregadas avançam pelo Estado, puxadas pela chamada circulação marítima, quando ventos vindos do mar trazem ar úmido para o continente e alimentam áreas de instabilidade, em especial na faixa litorânea.

No sábado, 23, o dia começa chuvoso em todas as regiões. O cenário é mais cinzento no Grande Oeste, onde o céu permanece tomado por nuvens e a chuva aparece de forma fraca e passageira, alternando momentos de garoa e tempo nublado. No Litoral, a situação é diferente: a mesma circulação de ventos que sopra do mar sustenta a chuva ao longo de praticamente todo o dia, estendendo os acumulados até a noite.

Os técnicos da Defesa Civil indicam risco baixo a pontualmente moderado para ocorrências ligadas a alagamentos pontuais, principalmente em áreas urbanas do Litoral, onde bueiros entupidos e drenagem precária costumam potencializar problemas. Nas áreas mais afastadas da faixa litorânea, o risco segue classificado como baixo, com atenção a pontos de enxurrada em ruas sem pavimentação.

O amanhecer de sábado mantém o padrão de frio espalhado. As mínimas ficam abaixo de 10°C no Meio-Oeste e nos Planaltos, com termômetros entre 10°C e 15°C nas demais regiões. Mesmo com a volta da chuva, o ar não esquenta de forma significativa. A máxima não passa de 20°C em nenhuma área do Estado, segundo a Defesa Civil, e na Serra catarinense o cenário é ainda mais rigoroso, com máximas em torno de 12°C e sensação térmica mais baixa por causa do vento e da umidade.

Rotina afetada por alagamentos e frio persistente

A combinação de chuva contínua e temperaturas baixas atinge a rotina de moradores e setores que dependem do tempo firme. No Litoral, trechos de vias com histórico de acúmulo de água entram em atenção. Em dias de chuva persistente como o previsto para sábado, não é incomum que cruzamentos próximos a rios ou canais fiquem intransitáveis por algumas horas, atrasando o transporte público e dificultando o deslocamento diário.

Nas áreas serranas e de planalto, o foco de preocupação recai sobre o frio. Mínimas perto de 7°C e máximas que não se afastam muito da casa dos 12°C e 16°C mantêm escolas, hospitais e abrigos em alerta para grupos vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas em situação de rua. A Defesa Civil reforça a orientação para que a população redobre os cuidados com aquecedores improvisados e fogões a lenha, para reduzir o risco de acidentes domésticos em ambientes fechados.

O setor turístico, que nesta época do ano se apoia no apelo do frio na Serra e nas paisagens do Litoral, ajusta a programação. Passeios ao ar livre, trilhas e atividades náuticas tendem a ser reduzidos ou cancelados diante da previsão de chuva constante. Já a hotelaria ganha movimento de última hora com turistas que trocam a rua pelo ambiente interno de pousadas, cafés e restaurantes aquecidos.

No meio rural, a chuva chega em momento sensível para algumas lavouras. A umidade é bem-vinda para áreas que vinham de vários dias de tempo seco, mas a persistência da instabilidade pode atrapalhar a colheita e o transporte da produção em estradas de chão. Produtores de regiões do Oeste e do Meio-Oeste relatam dificuldade para circular com máquinas pesadas em terrenos encharcados quando a água se prolonga mais de um dia.

O frio intenso segue classificado pela Defesa Civil como de risco baixo para ocorrências diretas, mas exige atenção contínua. As temperaturas mínimas previstas para o fim de semana, em torno de 6°C a 10°C em vários pontos do interior e entre 10°C e 15°C nas demais áreas, somadas à umidade elevada, aumentam a sensação de desconforto térmico e podem agravar doenças respiratórias.

Domingo traz melhora parcial e mantém alerta ligado

No domingo, 24, o cenário meteorológico mostra sinais de trégua, mas ainda não permite descuido. O Grande Oeste volta a ver o sol entre nuvens ao longo do dia, com períodos de tempo mais aberto, enquanto o Litoral e os Planaltos permanecem sob influência da circulação marítima. Nessas regiões, a chuva segue fraca e intermitente, com pancadas a qualquer hora, sem grandes volumes acumulados.

As temperaturas continuam baixas na largada do dia. Mínimas abaixo de 10°C persistem no Meio-Oeste e nos Planaltos, com marcas entre 10°C e 15°C nas demais áreas. À tarde, a presença de algumas aberturas de sol permite ligeira recuperação, e as máximas voltam a superar os 20°C em pontos do Oeste e do Litoral, trazendo alívio parcial depois de uma sequência de tardes frias. Mesmo assim, não há sinal de calor típico, e o casaco segue obrigatório para quem circula nas primeiras horas da manhã e à noite.

A Defesa Civil mantém o monitoramento em tempo real das áreas mais suscetíveis a alagamentos, com atenção especial a municípios litorâneos que somam rede de drenagem antiga e ocupação urbana adensada. A orientação reforçada para o fim de semana é que moradores evitem enfrentar ruas alagadas, protejam aparelhos elétricos em caso de entrada de água em residências e acompanhem boletins oficiais antes de se deslocar por longas distâncias.

Os próximos dias indicam uma transição gradual, com tendência de redução da chuva intensa e manutenção de temperaturas amenas para a época do ano. O avanço de novas frentes frias ao longo de maio e junho, período historicamente marcado por mudanças bruscas no tempo em Santa Catarina, deve manter o Estado em atenção. A população entra em mais um fim de semana sob o comando do céu nublado, à espera de uma resposta clara da atmosfera: a chuva insiste, o frio permanece e a pergunta agora é por quanto tempo esse padrão vai ditar o ritmo da vida no Estado.

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