Novo Steam Controller vaza em review e chega por US$ 99
Uma review publicada antes da hora revela o novo Steam Controller da Valve e confirma o preço de US$ 99 em abril de 2026. O vídeo, assinado pelo youtuber TechyTalk, detalha mudanças de hardware e recursos que aproximam o controle de um híbrido entre gamepad tradicional e mouse. A análise some do ar, mas cópias já circulam em outros serviços de vídeo.
Vazamento antecipa preço e foco do novo controle
O conteúdo aparece primeiro no canal de TechyTalk e é removido em seguida, mas um espectador baixa o arquivo e o republica no Streamable. O movimento mantém a review acessível mesmo depois da limpeza do original, e antecipa informações que a Valve ainda não confirma oficialmente.
No vídeo, o criador afirma que o novo Steam Controller custa US$ 99, valor que o posiciona US$ 25 acima do DualSense, controle padrão do PlayStation 5. Ele sustenta que a diferença se explica pela quantidade de funções extras e pelo papel do acessório como ponte entre o sofá e o PC. “Nenhum controle único é perfeito para todos os casos de uso”, resume. “Mas para quem quer um dispositivo que dê conta tanto de jogos quanto da navegação geral no PC, ele apresenta argumentos sólidos.”
O foco declarado da Valve, segundo a review, não é disputar tiro a tiro com controles competitivos, e sim oferecer versatilidade. A proposta é transformar jogos pensados para teclado e mouse em experiências jogáveis na sala, sem sacrificar tanto a precisão ao abandonar a mesa.
Trackpads, giroscópio e base magnética redesenham a experiência
O destaque do hardware, de longe, são os dois trackpads circulares na parte frontal. Eles funcionam como superfícies sensíveis ao toque, capazes de mover o cursor e rolar páginas na tela, emulando o comportamento de um mouse. Por padrão, o lado direito controla o ponteiro e o esquerdo cuida da rolagem, mas o usuário pode inverter os papéis ou criar perfis por jogo.
Os trackpads também podem operar em modo de “trackball”, com impulso que mantém o movimento após um deslize rápido do dedo. A sensação, segundo TechyTalk, lembra girar uma bolinha física, só que sem partes móveis. Ele descreve a transição como rápida: “Demorou poucos minutos para o cérebro aceitar que aquilo podia substituir o mouse em várias situações.”
As limitações aparecem quando o assunto é competição em alto nível. O reviewer frisa que o controle não derruba o mouse em jogos de tiro em primeira pessoa muito rápidos, ou em gêneros que exigem muitos cliques por segundo, como MOBAs e RTS. Nessas situações, o mouse continua soberano.
O controle traz ainda um giroscópio de seis eixos, que permite mirar ou ajustar a câmera inclinando o periférico no ar, e quatro botões traseiros de grip, acionados pelos dedos que normalmente só seguram o aparelho. Esses recursos aparecem com mais frequência em modelos premium, mas ainda não são padrão na faixa de US$ 70 a US$ 100. Os novos thumbsticks usam sensores de TMR, tecnologia que reduz desgaste e áreas mortas, oferecendo resposta mais estável ao longo do tempo.
Os botões de ação e o direcional digital crescem em tamanho em relação ao Steam Deck e recebem elogios do youtuber. Ele fala em sensação de clique mais nítida e precisão maior em diagonais, algo que pesa em jogos de luta e plataformas. Na conectividade, o controle acompanha um dongle sem fio que faz duas funções: recebe o sinal e serve como base de recarga magnética. O usuário não precisa desconectar o acessório da porta USB para carregar o controle, basta encaixar o dispositivo sobre o receptor.
Disputa com consoles e pressão sobre o ecossistema da Valve
O preço de US$ 99 coloca o Steam Controller na parte de cima da prateleira dos controles de PC e consoles. Ele custa mais que o DualSense e concorre com modelos avançados de Xbox e marcas especializadas em eSports. A aposta da Valve é compensar o valor maior com funções que atendem desde quem joga no monitor até quem usa o PC como central multimídia da sala.
Na prática, quem mais se beneficia é o usuário que alterna entre gêneros variados e não quer trocar constantemente de periférico. Jogos de estratégia, aventuras em terceira pessoa, emuladores e navegação cotidiana no Windows ou no Steam tornam-se mais confortáveis na TV, sem depender de teclado no colo. Jogadores competitivos seguem presos ao mouse, mas podem enxergar o controle como complemento, não substituto.
A nova versão também tenta corrigir a imagem do primeiro Steam Controller, lançado em novembro de 2015, que nunca emplaca em massa e é aposentado poucos anos depois. Na época, a Valve tentava emplacar a combinação de Steam Machines, PCs pré-montados, e um controle pensado para a sala. O conjunto nunca deslanchou como previsto.
Desta vez, a empresa chega com um ecossistema mais robusto, puxado pelo Steam Deck e por uma base instalada maior de jogadores que usam o Steam na TV. Mesmo assim, o calendário da Valve sofre com adiamentos. O Steam Frame e o novo Steam Machine, que deveriam acompanhar o controle, ficam para depois por conta de escassez de memória e armazenamento no mercado. Ao lançar o controle primeiro, a companhia parece disposta a não travar toda a estratégia de hardware por causa dos outros produtos.
Expectativa por confirmação oficial e reação do público
O vazamento de abril acelera o debate em fóruns de PC e redes sociais focadas em jogos. A review vazada oferece um retrato quase completo do produto e pode forçar a Valve a sair do silêncio mais cedo do que gostaria. A empresa ainda não comenta o vídeo, nem confirma o preço ou a data de lançamento.
Enquanto isso, a comunidade pesa o custo-benefício. Se o valor de US$ 99 se mantiver, o controle chega ao Brasil com preço potencialmente elevado após impostos e distribuição, o que tende a limitar o público no curto prazo. A adesão inicial deve vir de entusiastas que já investem em hardware de PC e buscam comodidade na sala.
Os próximos meses indicam se a Valve consegue transformar o novo Steam Controller em peça central do seu ecossistema ou se ele repete o destino discreto do antecessor. A resposta depende menos do vazamento e mais de uma questão simples: quantos jogadores estão dispostos a pagar caro por um controle que tenta ser dois dispositivos ao mesmo tempo.
