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Brasil vira sobre o Peru, vence por 4 a 1 e lidera o Sul-Americano Sub-17

A Seleção Brasileira sub-17 vence o Peru por 4 a 1, de virada, nesta segunda-feira (6), em Villeta, no Paraguai, e assume a liderança do Grupo B do Sul-Americano. O resultado deixa o time com 6 pontos em dois jogos e aproxima a equipe da fase final.

Virada construída com protagonismo da base mineira

O placar largo nasce de uma atuação segura e ofensiva, marcada pelo protagonismo de jovens formados em Cruzeiro e Atlético. Sob forte calor no estádio Ameliano Villeta, o Brasil sai atrás no início do jogo, mas reage ainda antes do intervalo, mostra controle emocional e transforma o susto em confirmação de favoritismo.

O primeiro tempo resume bem o caráter desse time. Depois do gol peruano, a equipe não se desorganiza, mantém a posse, adianta a marcação e encontra espaço pelos lados. Vinicius Rocha aparece como referência na área e inicia a reação, ao empatar o duelo com presença de centroavante e boa leitura de espaço.

Riquelme, atacante do Atlético, assume o papel de protagonista instantes depois. Aos 35 minutos da etapa inicial, ele recebe aberto, corta para o meio e finaliza com precisão, sem chances para o goleiro. O gol da virada muda a temperatura do jogo e dá ao Brasil a tranquilidade que faltava para controlar o adversário.

O segundo tempo consolida a superioridade técnica brasileira. João Bezerra amplia a vantagem, aproveitando o momento em que o Peru precisa se lançar ao ataque e se expõe defensivamente. O 4 a 1 vem em lance típico de centroavante de área: aos 13 minutos, Eduardo Pape, do Cruzeiro, sobe mais alto que a zaga após cruzamento da direita e testa para o fundo das redes.

O gol de Pape, cria da base celeste, fecha o placar e se torna mais um cartão de visitas da nova geração. A atuação coletiva, porém, chama tanto a atenção quanto os lances individuais. O Brasil pressiona a saída de bola, recupera rapidamente a posse e mostra repertório ofensivo, alternando jogadas por dentro e cruzamentos.

Resultado reforça força da base e rótulo de favorito

A vitória por 4 a 1, somada ao triunfo na estreia, coloca o Brasil com 100% de aproveitamento e na liderança isolada do Grupo B, com 6 pontos em dois jogos. O Peru segue zerado, na lanterna, e entra pressionado na sequência do torneio. Em uma competição curta, em que cada rodada pesa, a folga no topo da tabela dá margem para planejamento e correção de detalhes.

O desempenho dos atletas de Cruzeiro e Atlético reforça o peso das categorias de base mineiras no cenário nacional. Eduardo Pape e Riquelme aproveitam o palco sul-americano para transformar boa fase em números e visibilidade. Em torneios dessa faixa etária, cada participação em gol conta como vitrine para clubes europeus, empresários e para a própria CBF, que observa quem pode dar o salto para seleções superiores.

O comportamento da equipe após sair atrás no placar também importa. Um time sub-17 que consegue virar um jogo internacional com controle de bola e sem exageros na força demonstra maturidade acima da média. Em uma seleção que costuma ser cobrada por títulos desde cedo, esse tipo de atuação ajuda a dosar expectativa e realidade, sem perder competitividade.

O resultado ainda reforça o rótulo de favorito do Brasil dentro do grupo, que tem rivais tradicionais, como a Argentina, e seleções em busca de afirmação, caso de Peru e Venezuela. Com saldo de gols positivo e ataque eficiente, a seleção ganha vantagem matemática e moral. Os adversários passam a encarar o confronto com o líder com mais cautela, o que tende a abrir espaços para o estilo ofensivo brasileiro.

Para o Peru, a goleada acende o alerta. Duas derrotas em dois jogos deixam a equipe sem margem para erro. O duelo contra a Venezuela, na próxima sexta-feira (10), às 17h (de Brasília), vira jogo de sobrevivência na competição regional. Qualquer tropeço pode abreviar a campanha antes mesmo da definição das vagas.

Confronto com a Argentina testa maturidade da geração

O próximo passo do Brasil é o confronto com a Argentina, também na sexta-feira (10), às 20h (de Brasília). O clássico sul-americano, mesmo na base, sempre carrega peso simbólico e esportivo. A partida tende a ser o primeiro grande teste da geração em um cenário de pressão alta, arquibancadas cheias e olhares atentos de dirigentes e olheiros.

A comissão técnica usa a vantagem no grupo para ajustar detalhes táticos, controlar o desgaste físico e preparar mentalmente os jogadores para um jogo mais duro. A capacidade de repetir o desempenho ofensivo contra um adversário mais organizado será termômetro importante para medir até onde esse time pode chegar no torneio.

Os próximos dias também servem para consolidar a confiança dos protagonistas da noite em Villeta. Nomes como Riquelme, Eduardo Pape, João Bezerra e Vinicius Rocha entram no radar do torcedor que acompanha a base à espera de novos talentos para a seleção principal. Cada gol marcado agora alimenta a expectativa de que, em alguns anos, esses mesmos jogadores possam decidir eliminatórias, Copas América e até Copa do Mundo.

O Sul-Americano sub-17 ainda está em seu início, mas a atuação contra o Peru indica que o Brasil não apenas briga por vaga na fase final: assume o papel de candidato ao título. Resta saber se a equipe vai conseguir manter a consistência em jogos decisivos e transformar um início promissor em campanha marcante.

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