Esportes

Ganso, Cano e Nonato desfalcam Flu; reforços podem estrear contra o Remo

O Fluminense desembarca em Belém na noite desta quarta-feira sem Paulo Henrique Ganso, Germán Cano e Nonato para enfrentar o Remo, quinta-feira, pela 5ª rodada do Brasileirão. Três reforços recém-chegados, Julián Millán, Alisson e Rodrigo Castillo, viajam com a delegação e podem estrear no Pará, em um duelo que testa o fôlego do elenco tricolor em plena maratona de 2026.

Fluminense chega ao Pará com baixas e expectativa por estreias

A delegação tricolor pisa em Belém já sob clima de ajuste fino. O calendário aperta, a sequência de jogos por diferentes competições cobra seu preço, e o técnico Luís Zubeldía decide preservar peças importantes. Ganso, Cano e Nonato permanecem no Rio de Janeiro, fora da viagem, em uma escolha que passa pela gestão física do elenco e pelo planejamento das próximas rodadas.

O duelo contra o Remo, válido pela 5ª rodada do Campeonato Brasileiro, ganha contornos de teste de profundidade do grupo. Enquanto três nomes de peso ficam fora, outros três entram no radar. O meia Julián Millán, o atacante Alisson e o centroavante Rodrigo Castillo integram a lista de relacionados e têm chance real de vestir a camisa tricolor oficialmente pela primeira vez no Mangueirão.

A informação sobre as ausências parte do repórter Victor Lessa, que também antecipa a provável escalação. A decisão de não levar os três titulares ocorre em um momento em que o Fluminense divide atenções com torneios continentais e mata-matas nacionais, cenário em que qualquer lesão pode custar caro. Em vez de arriscar desgaste, a comissão técnica escolhe rodar o elenco e observar quem responde sob pressão.

Escalação, ajustes táticos e disputa por espaço no ataque

Zubeldía deve manter a espinha dorsal, mas mexe em setores-chave. A formação mais provável tem Fábio no gol; Samuel Xavier, Jemmes, Freytes e Renê na defesa; Martinelli, Hércules e Acosta no meio-campo; Savarino, Canobbio e John Kennedy na frente. Rodrigo Castillo surge como alternativa imediata para o comando de ataque, com chance de começar jogando dependendo da estratégia final do treinador.

Sem Cano, o time perde seu principal finalizador e artilheiro recente em competições nacionais. A vaga abre uma disputa direta entre John Kennedy e Castillo, com Savarino e Canobbio responsáveis por acelerar as jogadas pelos lados. O próprio Victor Lessa já havia adiantado que Savarino e Castillo podem iniciar a partida, o que indicaria um Fluminense mais vertical e menos dependente da cadência de Ganso no meio.

Ganso, referência criativa desde 2019, fica fora da viagem justamente em um momento em que o time ajusta o estilo de jogo sob o novo comando. A ausência força Martinelli e Acosta a assumirem mais responsabilidade na construção, enquanto Hércules preenche os espaços e protege a defesa. “É a chance de mostrar que o elenco não depende de um só jogador para fazer o time funcionar”, resume, em off, um integrante da comissão técnica, confiante na resposta dos reservas.

Nonato, que oferece velocidade e energia no meio, também faz falta, mas abre brecha para Millán e Alisson se aproximarem da rotação principal. A presença dos reforços na delegação sinaliza que o clube pretende acelerar o entrosamento já em jogos oficiais, e não apenas em treinos no CT Carlos Castilho. Em um Brasileirão que se decide em detalhes, cada minuto em campo pesa.

Pressão por resultado e vitrine para quem busca espaço

A partida no Pará não vale só três pontos. O jogo contra o Remo funciona como termômetro da capacidade do Fluminense de competir sem suas figuras mais conhecidas. Em 2026, o clube disputa simultaneamente Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e torneios continentais, como Libertadores e Sul-Americana, o que aumenta o risco de desgaste e impõe rotações forçadas.

Torcedores e comentaristas acompanham com atenção cada escolha de Zubeldía. A ausência de Cano, artilheiro frequente desde 2022, alimenta a curiosidade sobre quem pode assumir o protagonismo na área. John Kennedy, decisivo em momentos grandes, tenta transformar a oportunidade em afirmação definitiva. Castillo, por sua vez, encara o jogo como porta de entrada para conquistar confiança imediata.

No meio, Martinelli volta a ser peça central. O volante, formado em Xerém, precisa manter o time equilibrado sem a parceria habitual de Ganso na armação. Acosta, mais dinâmico, oferece condução e passes verticais, solução importante para quebrar uma defesa que deve se fechar em casa. Se Millán e Alisson ganharem minutos, o duelo em Belém se torna também uma pequena vitrine interna, capaz de reorganizar a hierarquia do elenco para as próximas rodadas.

A diretoria observa. Cada atuação, mesmo em uma noite de quinta-feira distante do Rio, entra na conta para definir qual será o time base quando o calendário afunilar em decisões. Se os reservas respondem bem, a comissão ganha margem para preservar titulares em momentos críticos. Se o desempenho cai, a pressão por reforços e por menos rodízio tende a aumentar nas arquibancadas e nos programas esportivos.

Calendário pesado, próxima sequência e desafio de manter o ritmo

O jogo em Belém antecede mais uma série de compromissos decisivos. O Fluminense volta ao Rio com pouco tempo para treinar antes de encarar novos adversários pelo Brasileiro e pelas copas. Em um intervalo de semanas, o clube pode alternar viagens longas, como a do Pará, com deslocamentos continentais, cenário que explica o cuidado atual com a condição física de Ganso, Cano e Nonato.

A comissão técnica projeta que, ao longo da temporada 2026, o time ultrapasse a marca de 60 partidas oficiais, entre estaduais, nacionais e internacionais. A forma como o elenco responde agora, ainda no início do Brasileirão, indica até onde o grupo consegue ir sem perder intensidade. Uma boa atuação contra o Remo, mesmo com baixas, fortalece a narrativa de um elenco plural. Um tropeço reacende o debate sobre dependência de estrelas e necessidade de mais contratações.

O confronto desta quinta-feira, marcado para a noite em Belém, acaba se transformando em um laboratório em escala real. Zubeldía testa ideias, reforços tentam se firmar, reservas buscam espaço e titulares preservados observam à distância. O torcedor, que olha para a tabela e para o calendário ao mesmo tempo, espera uma resposta simples em campo: o Fluminense de 2026 tem elenco para competir em todas as frentes até dezembro?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *