Pesquisa mostra Tarcísio à frente na disputa pelo governo de SP em 2026
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera todos os cenários para o governo de São Paulo nas eleições de 2026, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira 9. O levantamento, feito entre 6 e 7 de março com 2 mil eleitores, mostra vantagem do atual governador tanto em simulações de primeiro quanto de segundo turno.
Tarcísio consolida favoritismo a sete meses da eleição
A sete meses da votação, a pesquisa indica um cenário de estabilidade em torno do nome de Tarcísio. O governador busca um novo mandato e aparece à frente de adversários ligados ao governo Lula e a diferentes campos da centro-esquerda e do centro. O instituto testou como possíveis rivais o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e três ministros: Fernando Haddad (PT), da Fazenda, Simone Tebet (MDB), do Planejamento, e Márcio França (PSB), de Portos e Aeroportos.
Os números detalhados não são divulgados pelo instituto neste momento, mas o Real Time Big Data afirma que Tarcísio lidera em todos os cenários apresentados, com folga suficiente para se manter numericamente à frente dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em cenários de segundo turno, o governador também supera os adversários testados, o que reforça a leitura de que, hoje, ele é o nome a ser batido na disputa paulista.
O levantamento mede ainda a imagem do governador junto ao eleitorado. Segundo a pesquisa, 63% dos entrevistados aprovam o governo Tarcísio, enquanto 32% desaprovam. Outros 5% dizem não saber ou preferem não responder. Na avaliação do desempenho, 43% classificam a gestão como “ótima” ou “boa”; 33% a veem como “regular” e 22% a consideram “ruim” ou “péssima”. Apenas 2% não souberam opinar.
Os dados, registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob o código SP-00705/2026, ajudam a explicar por que o governador segue no topo das intenções de voto. Um índice de aprovação acima de 60% a poucos meses da eleição costuma dar fôlego a quem ocupa o cargo, especialmente em estados com forte peso econômico e político, como São Paulo.
Adversários testam terreno em cenário fragmentado
O Real Time Big Data simula um duelo entre Tarcísio e alguns dos nomes mais conhecidos da política paulista e nacional. Fernando Haddad, que perde a disputa de 2022 no segundo turno, volta a aparecer como o adversário mais competitivo do governador em 2026, segundo o instituto. Em outro cenário, Geraldo Alckmin, ex-governador por quatro mandatos e hoje vice-presidente da República, surge como alternativa para unificar parte do eleitorado de centro e centro-esquerda.
Márcio França, que já governa o estado por poucos meses em 2018 e disputa o Palácio dos Bandeirantes em 2018 e 2022, entra como opção do PSB em um tabuleiro em que também aparece Simone Tebet. A senadora licenciada e ministra do Planejamento tenta se consolidar como rosto da centro-direita moderada, mas, por ora, não rompe a barreira do favoritismo de Tarcísio.
A pesquisa inclui ainda um cenário considerado improvável até aqui: o deputado federal Guilherme Derrite (PP), aliado de Tarcísio e ex-secretário de Segurança Pública, é testado como candidato ao governo. A presença de Derrite serve mais como medidor da força do bolsonarismo no estado do que como indicação real de uma candidatura, já que ele integra o grupo político do atual governador. O instituto aponta que, mesmo com a divisão simbólica desse campo, Tarcísio permanece como principal referência eleitoral.
Os movimentos dos partidos em Brasília e em São Paulo começam a refletir o desenho apontado pelos números. No governo Lula, a discussão sobre quem deve enfrentar Tarcísio passa por cálculos regionais e nacionais. Uma candidatura de Haddad ao Bandeirantes, por exemplo, teria impacto direto na condução da política econômica em Brasília. Já o retorno de Alckmin ao cenário paulista reabre uma disputa interna no PSB e no entorno do petismo, que vê no vice-presidente um nome capaz de falar com o eleitorado moderado do estado.
No campo de Tarcísio, a leitura é de consolidação. A boa avaliação de governo e a liderança nas simulações dão ao governador margem para calibrar a agenda de obras, segurança pública e investimentos até o fim do mandato. A pesquisa sugere que, por enquanto, o desgaste natural do cargo não se traduz em perda consistente de apoio.
Impacto político e estratégias até outubro
Os percentuais de aprovação e intenção de voto funcionam como termômetro para as próximas articulações. Para o Palácio dos Bandeirantes, os 63% de aprovação e os 43% de avaliação “ótima” ou “boa” indicam que Tarcísio consegue manter uma base sólida, inclusive entre eleitores que não se declaram bolsonaristas, mas aprovam resultados na segurança e na infraestrutura.
Para a oposição, os dados soam como alerta. Sem um nome unificado e com múltiplas candidaturas testadas, o campo contrário ao governador corre o risco de fragmentar votos no primeiro turno. A indicação de que Haddad é o rival mais competitivo alimenta pressões internas no PT para que o ministro da Fazenda volte ao ringue paulista, apesar do peso da agenda econômica em Brasília. A eventual entrada de Alckmin pode redesenhar alianças históricas e reaproximar parte do eleitorado que migra para Tarcísio em 2022.
As campanhas também observam a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, como fator de cautela. A liderança de Tarcísio é clara, mas o cenário ainda comporta mudanças, especialmente a partir do início oficial da propaganda e do acirramento do debate público. Até lá, o governador tende a explorar a vitrine do cargo, enquanto os adversários procuram construir narrativa capaz de enfrentar a máquina estadual.
Disputa aberta e incertezas no horizonte
Os próximos meses devem ser marcados por testes de nomes, negociações de chapas e tentativa de unificação da oposição em torno de um candidato competitivo. PT, PSB e MDB precisam decidir não só quem encabeça a disputa, mas que tipo de projeto para o estado vão apresentar ao eleitorado paulista. A pesquisa Real Time Big Data, ao reforçar o favoritismo de Tarcísio, antecipa uma campanha em que a discussão sobre gestão, segurança e emprego tende a ocupar o centro do debate.
O registro do levantamento no TSE sob o código SP-00705/2026 garante transparência metodológica e abre espaço para comparações com futuras pesquisas. À medida que novas sondagens forem divulgadas, será possível medir se o atual grau de aprovação do governo se sustenta em meio a possíveis crises econômicas, conflitos nacionais e disputas internas nos partidos. Até lá, a principal pergunta segue em aberto: alguém conseguirá transformar a vantagem inicial de Tarcísio em uma verdadeira disputa pelo comando do maior estado do país?
