Recuperado de cirurgia, Germán Cano volta em Fla-Flu decisivo
Germán Cano volta a ser relacionado pelo Fluminense justo na final do Campeonato Carioca, neste domingo (8), às 18h, no Maracanã, contra o Flamengo. Recuperado de cirurgia no joelho, o argentino reforça o elenco tricolor em sua primeira partida em 2026.
Cano retorna no jogo mais aguardado do ano
O artilheiro está fora de combate desde 10 de janeiro, quando passa por cirurgia no joelho e perde toda a pré-temporada. Dois meses depois, reaparece no momento de maior pressão, em jogo único que define o campeão carioca de 2026. A liberação do departamento médico, somada a semanas de trabalho específico para ganhar ritmo, convence a comissão técnica a incluí-lo na lista para o Fla-Flu.
O retorno acontece em um Maracanã próximo da lotação. Até o fim da tarde deste sábado (7), o borderô registra mais de 52 mil ingressos vendidos, com previsão de nova carga esgotada antes de a bola rolar. A presença de Cano volta a agitar o ambiente tricolor, reacende a confiança da torcida e aumenta a expectativa em torno da atuação ofensiva da equipe na decisão.
John Kennedy segue como titular e ganha sombra de peso
Mesmo com o camisa 14 à disposição, John Kennedy mantém a condição de titular. O centroavante de 24 anos assume o comando do ataque no início da temporada, aproveita a ausência do argentino e se firma como peça-chave no time de Zubeldía. A queda recente de rendimento é tratada internamente como consequência do excesso de jogos: sem um reserva imediato para a função, JK se torna o jogador com mais minutos em campo no elenco em 2026.
O cenário muda às vésperas da final. Cano volta ao grupo, o que permite ao treinador redesenhar o ataque durante a partida sem abrir mão de um homem de área. Ao mesmo tempo, o clube já tem em mãos o reforço de Rodrigo Castillo, contratação mais cara da história tricolor, além de Julián Millán e Alisson, anunciados nesta semana. Todos estão impedidos de atuar no Estadual, mas funcionam como lembrete de que a briga por espaço vai ficar mais dura a partir do Brasileiro e da Libertadores.
Escalação, contexto e impacto tático no Fla-Flu
Zubeldía trabalha o time titular com Fábio; Samuel Xavier, Jemmes, Freytes e Renê; Martinelli, Hércules e Acosta; Serna, Canobbio e John Kennedy. A base é mantida desde a semifinal em que o Fluminense elimina o Vasco e garante a vaga na decisão. A grande novidade está no banco, com Cano e o meio-campista Nonato liberados pelo departamento médico para a lista da final.
A presença de Cano muda a forma como o Flamengo prepara a marcação. O argentino entra no jogo com menos ritmo, mas carrega um histórico recente de decisões favoráveis ao Fluminense e atenção redobrada das defesas rivais. A simples possibilidade de sua entrada no segundo tempo obriga o adversário a recalcular a estratégia, seja para proteger a área, seja para lidar com a combinação entre ele, Canobbio e os meias que chegam de trás.
Pressão, torcida e o que está em jogo no Maracanã
O Fla-Flu de domingo não vale apenas a taça estadual. O jogo define também o tom do início de temporada para dois elencos montados para disputar títulos nacionais ao longo de 2026. Do lado tricolor, a volta de Cano funciona como símbolo de retomada: o clube vê no retorno do goleador a chance de estabilizar o ataque após semanas de desgaste físico de John Kennedy e dar mais alternativas táticas a Zubeldía.
A partida, em jogo único, não oferece margem para cálculo. Quem vence, leva o título; em caso de empate, a decisão vai para os pênaltis sob o olhar de mais de 60 mil pessoas no estádio e audiência nacional na TV. Cano chega à final sem minutos oficiais na temporada, mas com a confiança de quem já decide clássicos e títulos com a camisa tricolor. A resposta sobre quanto esse retorno pesa, na prática, começa a ser escrita assim que o árbitro apita o início do Fla-Flu no Maracanã.
