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Fifa aprova gramado sintético do Allianz Parque e libera volta do Palmeiras

O novo gramado sintético do Allianz Parque é aprovado pela Fifa nesta quinta-feira (5) após bateria de testes técnicos em São Paulo. O Palmeiras agora aguarda apenas o certificado Quality Pro, previsto para sair em até dez dias, para voltar a mandar jogos oficiais em seu estádio.

Vistoria técnica abre caminho para retomada do mando

A aprovação encerra uma espera que se arrasta desde o fim de 2025, quando o clube decide trocar toda a superfície do campo. A liberação formal para partidas do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores depende só da emissão do laudo final, mas os testes em campo já atestam que o piso atende às exigências da Fifa.

A vistoria desta quinta-feira avalia itens como impacto do piso sobre o corpo do jogador, capacidade de drenagem da água, rolagem e quique da bola. Os ensaios seguem padrões internacionais aplicados a gramados sintéticos de sétima geração, hoje o que há de mais avançado no mercado. A informação sobre a aprovação é divulgada inicialmente pelo “ge” e confirmada pelo UOL.

Os exames são conduzidos por profissionais credenciados pela entidade, que percorrem o campo com equipamentos de medição, simulam jogadas e registram dados em diferentes pontos da arena. Cada resultado precisa se manter dentro de faixas consideradas seguras para o alto rendimento. O Allianz Parque, desde a instalação do gramado artificial, nunca é reprovado em avaliações desse tipo.

O novo tapete não é apenas uma substituição de material. O Palmeiras aposta em uma tecnologia de sétima geração, que combina fibras mais resistentes, enchimento de borracha e areia em proporções calculadas e base com maior capacidade de absorção de impacto. A promessa é de menor desgaste das articulações e comportamento de bola mais próximo ao da grama natural de alto padrão.

Impacto para o Palmeiras, elenco e torcedor

A aprovação do gramado recoloca o Allianz Parque no mapa das grandes competições nacionais e internacionais em 2026. Na prática, o clube volta a ter sua casa à disposição para fases decisivas de torneios que começam nos próximos meses, depois de uma sequência de mandos na Arena Barueri. Mesmo a primeira partida da final do Campeonato Paulista, com mando do Corinthians, acaba disputada lá, em um cenário incomum para a rivalidade.

O período fora de casa mexe com rotina, logística e finanças. Jogar em Barueri significa distância maior para parte da torcida, custos extras de deslocamento e uma atmosfera diferente da arena inaugurada em 2014, que se torna símbolo da fase vitoriosa recente. A retomada do Allianz Parque tende a elevar a média de público e a receita com bilheteria, camarotes e serviços anexos já no segundo semestre.

Para o elenco, o selo da Fifa funciona como espécie de blindagem em relação às críticas históricas a gramados artificiais. Desde que adota o sintético, o Palmeiras convive com reclamações de adversários, que atribuem ao piso parte da vantagem do time em casa e apontam risco maior de lesão. A aprovação renova o argumento do clube de que segue padrões internacionais e que a superfície não fere regras de segurança.

O Quality Pro é o nível mais alto da certificação da entidade para campos sintéticos. O selo exige não só que o gramado seja novo ou moderno, mas que mantenha desempenho estável ao longo do uso. Por isso, a vistoria é periódica e pode ser repetida em intervalos regulares, mesmo sem troca completa da superfície. A cada ciclo, o estádio precisa provar que ainda oferece condições ideais de jogo.

Do ponto de vista de imagem, o Allianz Parque se consolida como vitrine de tecnologia no país. A adoção da sétima geração de gramados coloca o estádio em um grupo restrito de arenas no mundo que operam com esse padrão. Em um cenário de disputa por eventos, shows e partidas únicas de competições internacionais, o laudo positivo reforça a percepção de que o local está pronto para receber calendário intenso sem comprometer o campo.

Certificação, calendário e próximos passos

O próximo movimento é burocrático, mas decisivo. Com os testes concluídos, os relatórios seguem para a Fifa, que emite o certificado Quality Pro em até dez dias. Só então a CBF e a Conmebol formalizam a liberação para partidas de seus torneios na arena. O planejamento do Palmeiras mira esse prazo para ajustar logística de jogos, venda de ingressos e retomada de pacotes de temporada no estádio.

A troca do gramado, iniciada ainda no fim do ano passado, já provoca impacto direto no calendário de 2026. A expectativa interna era ter o Allianz Parque liberado durante o Campeonato Paulista, o que não se concretiza. O atraso alonga a temporada na Arena Barueri e aumenta a pressão para que a nova superfície não apresente problemas no curto prazo.

Os próximos meses vão testar a resistência do piso sob uso intenso de futebol e shows, combinação que historicamente desafia estádios multiuso. A manutenção diária, o controle do número de eventos e a resposta do gramado ao desgaste serão observados de perto por comissão técnica, dirigentes e pela própria Fifa, que pode voltar a avaliar o campo em novas janelas.

Com a certificação iminente, o Palmeiras volta a se apoiar em um de seus principais trunfos esportivos e comerciais. A dúvida agora deixa de ser se o Allianz Parque está apto a receber grandes jogos e passa a ser por quanto tempo o gramado de sétima geração conseguirá sustentar, na prática, o padrão elevado que os testes desta quinta-feira atestam no papel.

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