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Botafogo perde Nathan Fernandes por febre alta antes de jogo da Libertadores

O Botafogo perde o atacante Nathan Fernandes por febre alta horas antes de enfrentar o Nacional Potosí, nesta quarta-feira (26), no Estádio Nilton Santos, pela Libertadores. O corte de última hora força mudança na relação alvinegra e altera o planejamento para o primeiro jogo em casa na fase preliminar do torneio continental.

Desfalque confirmado às vésperas da partida

A ausência de Nathan ganha forma ainda na concentração alvinegra. O atacante, tratado internamente como opção importante para o ataque, apresenta quadro de virose, com febre alta, e é retirado da lista de relacionados pouco antes da saída da delegação. O episódio ocorre nesta quarta-feira, 26 de fevereiro de 2026, poucas horas antes do duelo contra o Nacional Potosí, no Estádio Nilton Santos.

O jogador deixa o hotel em um carro particular, enquanto os companheiros se preparam para embarcar no ônibus oficial rumo ao estádio. A cena, relatada inicialmente pelo canal “Arena Alvinegra” e repercutida pelo portal FogãoNET, surpreende quem acompanha a rotina do clube na véspera de um jogo decisivo de Libertadores, competição em que cada detalhe pode pesar no resultado.

Em atualização divulgada na noite de terça-feira (25), às 20h22, o Botafogo confirma que o corte se deve a uma febre alta, consequência da virose que atinge o atacante. A informação corrige a primeira versão, que mencionava apenas o desfalque, e esclarece que a decisão tem caráter médico, sem relação com questões disciplinares ou técnicas. “Nathan foi retirado da relação por apresentar quadro febril importante”, afirma o clube em nota à imprensa.

A saída de Nathan ocorre em um contexto de elenco já reduzido. O Botafogo entra em campo sem Kaio Pantaleão, Marçal, Allan, Santi Rodríguez e Chris Ramos, todos no departamento médico. Também não pode contar com Edenílson e Cristian Medina, que ainda não estão inscritos na competição. A série de ausências limita as alternativas do técnico para mexer no time ao longo dos 90 minutos.

Plano de jogo sob pressão e espaço para Kadu

O corte de Nathan desmonta parte do planejamento traçado para a partida contra o Nacional Potosí. O atacante é visto como peça útil para acelerar o jogo pelos lados do campo, especialmente em casa, diante de um adversário que tende a se fechar perto da própria área. Sem ele, o Botafogo perde uma opção de profundidade e de drible na segunda metade da partida.

A comissão técnica reage rápido e inclui Kadu na relação. O jovem atacante assume a vaga no banco de reservas e passa a ser alternativa imediata para o setor ofensivo. A mudança acontece a poucas horas do jogo, o que reduz o tempo de preparação específica, mas abre uma chance concreta para que o reserva ganhe minutos em um cenário de pressão. “É oportunidade que aparece quando ninguém espera. O elenco precisa estar pronto”, comenta um membro da comissão, nos bastidores.

O impacto não se resume à troca de nomes na súmula. O treinador precisa recalibrar o uso das substituições ofensivas e repensar o momento de arriscar mais. Em vez de contar com duas ou três opções de velocidade, o Botafogo passa a ter um leque mais curto, o que exige maior cuidado com cartões, desgaste físico e eventuais contusões durante a partida.

A situação testa a capacidade de adaptação de um elenco ainda em formação para a temporada de 2026. O clube disputa simultaneamente a fase preliminar da Libertadores, o Campeonato Carioca e se prepara para uma sequência de jogos a cada três ou quatro dias. Em cenários assim, uma virose que afasta um jogador na véspera do jogo deixa de ser um detalhe e se transforma em fator competitivo real.

O caso de Nathan também expõe a vulnerabilidade dos times brasileiros em momentos de calendário apertado. Em menos de 24 horas, o Botafogo passa de um cenário com uma opção consolidada no banco para uma escalação emergencial, montada a partir das poucas peças disponíveis. Em torneios de mata-mata, um desfalque imprevisto pode significar a diferença entre avançar e se complicar logo na largada.

Risco esportivo e lição para o restante da temporada

A ausência de Nathan afeta diretamente a maneira como o Botafogo ataca o Nacional Potosí. Sem uma de suas alternativas de frente, o time tende a se apoiar mais em jogadas construídas pelo meio e em cruzamentos, reduzindo a capacidade de quebrar linhas no mano a mano. O adversário boliviano, acostumado a cenários de pressão fora de casa, encontra um Botafogo menos imprevisível do que o planejado originalmente.

Um eventual tropeço no Estádio Nilton Santos, diante de mais de 30 mil torcedores esperados, recoloca o tema dos desfalques no centro do debate entre torcida, comissão técnica e diretoria. A lista extensa de ausências médicas e burocráticas, somada ao corte de última hora, alimenta questionamentos sobre profundidade do elenco, planejamento físico e estratégias de inscrição para o torneio continental.

A virose que atinge Nathan ressalta a importância do controle sanitário em períodos de alta exigência esportiva. Em semanas de viagens, concentrações longas e deslocamentos constantes, uma infecção viral se espalha com rapidez em ambientes fechados. O clube passa a lidar não apenas com lesões musculares, comuns em início de temporada, mas com doenças que podem retirar jogadores de combate de um dia para o outro.

A comissão técnica e o departamento médico são pressionados a reforçar protocolos: monitorar temperatura diariamente, ajustar alimentação, revisar rotina de descanso e isolar casos suspeitos com rapidez. Um elenco que perde várias peças por problemas físicos e clínicos em fevereiro corre risco de chegar desgastado às fases mais agudas da Libertadores, previstas para o segundo semestre.

Próximos jogos sob observação e incerteza sobre retorno

O Botafogo evita cravar prazo para o retorno de Nathan Fernandes, mas a expectativa interna é de que o atacante volte assim que a febre cessar e a virose estiver controlada. O clube trata o caso como pontual, embora mantenha atenção redobrada sobre eventuais novos sintomas em outros atletas nos próximos dias.

Os próximos compromissos colocam ainda mais peso sobre a recuperação do elenco. A equipe administra simultaneamente a sequência da Libertadores e decisões regionais no Campeonato Carioca, em um intervalo que gira em torno de 72 a 96 horas entre cada partida. O desempenho contra o Nacional Potosí ajuda a medir o quanto o grupo suporta desfalques em jogos grandes.

Se o time confirma a classificação e supera a noite de improvisos, a narrativa se volta para a superação em meio à adversidade. Se o resultado decepciona, a ausência de Nathan e a longa lista de desfalques tendem a entrar na conta, alimentando cobrança de reforços e de ajustes na preparação. O episódio, de qualquer forma, deixa uma pergunta aberta para o restante de 2026: até que ponto o Botafogo consegue competir em alto nível quando a saúde do elenco se torna o principal adversário?

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