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Professora é morta a facadas por aluno em faculdade de Rondônia

A professora de direito Juliana Santiago, 41, é morta a facadas por um aluno dentro da Faculdade Metropolitana, em Rondônia, na manhã de 7 de fevereiro de 2026. O crime interrompe uma aula de rotina e expõe falhas na proteção de docentes em ambientes universitários. A polícia trata o caso como homicídio qualificado e apura a motivação do ataque.

Crime em ambiente de aula choca comunidade acadêmica

Juliana leciona no curso de direito quando é atacada por João Júnior, estudante da mesma graduação, dentro das dependências da instituição privada. O ataque ocorre a golpes de faca, em um espaço que, para alunos e professores, deveria ser sinônimo de segurança. A cena desmonta, em poucos minutos, a rotina de um campus que inicia o ano letivo com salas cheias e corredores movimentados.

O corpo docente e os estudantes recebem a notícia ainda durante o dia, enquanto equipes da Polícia Civil isolam a área e recolhem os primeiros depoimentos. Delegados confirmam a identidade do suspeito e informam que o inquérito é aberto imediatamente, com prioridade. A motivação ainda não é divulgada, mas investigadores trabalham com a hipótese de crime premeditado, dado o uso de arma branca e a escolha do local.

A morte de Juliana alcança rapidamente grupos de professores, estudantes e operadores do direito no estado. Em poucos minutos, aplicativos de mensagem se enchem de relatos de ex-alunos e colegas que falam em “choque”, “indignação” e “medo de entrar em sala”. O caso passa a dominar a agenda local em Rondônia e pressiona autoridades a responder não apenas sobre o crime, mas sobre a ausência de protocolos mais rígidos de prevenção à violência nos campi.

Reações políticas e institucionais e debate sobre segurança

O deputado estadual Edevaldo Neves se pronuncia por nota e tenta dar uma resposta imediata ao sentimento de insegurança. “Reafirmo meu repúdio absoluto a qualquer forma de violência e cobro das autoridades competentes uma investigação rigorosa”, afirma. O texto circula nas redes do parlamentar ainda no mesmo dia e reforça a pressão pública por rapidez na elucidação do caso.

O Ministério Público de Rondônia também intervém, ciente de que a vítima é servidora pública e figura conhecida no meio jurídico local. Em comunicado, o órgão informa que acompanha as investigações e promete atuar para que a autoria e as circunstâncias do crime sejam esclarecidas. “Que a memória de Juliana seja honrada com justiça para todas”, diz a nota, em referência à necessidade de responsabilização em casos de violência contra mulheres.

A própria Faculdade Metropolitana, mantida pelo Centro Universitário Aparício Carvalho, entra na linha de frente. Em comunicado oficial, a instituição afirma que repudia a atitude do aluno, informa que colabora com a Polícia Civil e anuncia três dias de luto acadêmico. “A Instituição reafirma seu repúdio absoluto a este crime e informa que as providências já estão sendo adotadas”, diz o texto, que cita assistência psicológica a estudantes e funcionários diretamente impactados pelo episódio.

A reação formal não basta para conter a sensação de vulnerabilidade entre professores, muitos deles com mais de uma década de sala de aula. Em conversas reservadas, docentes relatam que o assassinato de Juliana se soma a uma escalada de agressões verbais, ameaças veladas e episódios de intimidação que raramente chegam ao noticiário. O caso em Rondônia, para eles, funciona como um marco, assim como outros ataques em escolas e universidades que, nos últimos anos, expuseram lacunas de segurança em todo o país.

Investigações, luto e possíveis mudanças nas faculdades

A Polícia Civil conduz diligências para reconstruir minuto a minuto o percurso de João Júnior dentro da faculdade, desde a chegada ao campus até o momento do ataque. Investigadores analisam câmeras de segurança, celulares apreendidos e mensagens trocadas pelo estudante para identificar se houve planejamento, apoio de terceiros ou sinais prévios de comportamento violento. A expectativa é concluir a primeira fase do inquérito ainda em fevereiro de 2026 e encaminhar o caso ao Ministério Público com pedido de prisão preventiva.

Promotores avaliam enquadrar o crime como homicídio qualificado, com agravantes como motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. Em caso de denúncia aceita pela Justiça, o estudante deve responder a júri popular, com pena que pode ultrapassar 20 anos de prisão. A definição do tipo penal e das qualificadoras pode influenciar outros casos de violência contra professores no país, ao reforçar a mensagem de que o ambiente acadêmico exige proteção especial.

No campo institucional, a morte de Juliana pressiona faculdades e centros universitários de Rondônia a rever políticas internas. Gestores discutem a instalação de detectores de metais em entradas principais, o reforço do treinamento de segurança e a criação de canais formais para denúncias de ameaças. Em reuniões emergenciais, entidades de classe e representantes estudantis defendem a elaboração de protocolos claros para situações de risco, com simulações periódicas, como já ocorre em outros países.

O luto decretado por três dias na Faculdade Metropolitana não encerra o impacto do crime. A comunidade acadêmica sabe que o retorno às aulas, previsto para depois do prazo, não será igual ao de antes de 7 de fevereiro. Colegas de Juliana defendem que a discussão não se limite a homenagens póstumas, mas se traduza em normas, investimentos e mudanças de cultura. A pergunta que fica, enquanto o processo criminal avança, é se a morte de uma professora dentro da sala de aula será ponto de virada ou apenas mais um caso trágico em um país que ainda falha em proteger quem ensina.

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