WhatsApp libera histórico limitado para novos membros de grupos
O WhatsApp começa a liberar, a partir de 20 de fevereiro de 2026, o compartilhamento limitado do histórico de mensagens para novos membros de grupos. Administradores poderão escolher até 100 mensagens recentes para ajudar quem entra a entender o contexto das conversas sem depender de prints e reenvios.
Recurso mira o caos diário dos grupos
A mudança atinge o coração da experiência de uso do aplicativo mais popular do país. Em grupos de trabalho, família ou estudo, a cena se repete todos os dias: alguém entra no meio de uma discussão importante e precisa pedir um resumo, receber capturas de tela ou uma sequência de mensagens encaminhadas. O novo recurso tenta organizar esse fluxo e reduzir a dependência de improvisos.
Ao adicionar um novo participante, o administrador passa a ver quatro opções na tela: compartilhar as últimas 25, 50, 75 ou 100 mensagens do grupo. Esse histórico aparece para o recém-chegado como parte natural da conversa, e não como um arquivo separado. Segundo o anúncio, a proposta é dar contexto sem abrir todo o passado do grupo, algo que diferencia o WhatsApp de rivais como Telegram e Microsoft Teams, que permitem acesso amplo ao histórico.
Como funciona a liberação do histórico
Quando o administrador decide compartilhar mensagens antigas, o aplicativo emite um aviso visível para todos no grupo, com data, hora e o nome de quem fez a liberação. O WhatsApp afirma que a aparência do chat muda para indicar que o histórico foi aberto, o que reforça a transparência da ação e evita que a mudança passe despercebida. A medida tenta equilibrar praticidade e privacidade, ao limitar a janela de acesso e registrar quem tomou a decisão.
A empresa apresenta o recurso como uma alternativa mais segura às soluções informais usadas hoje. “Com esse histórico, os grupos agora têm um jeito mais rápido e privado de deixar a conversa fluir, sem precisar enviar capturas de tela ou encaminhar mensagens para explicar o contexto”, diz o anúncio. Na prática, o controle permanece nas mãos dos administradores, que podem ajustar o quanto o recém-chegado verá do que foi dito antes de sua entrada.
Impacto em trabalho, estudo e família
A liberação parcial do histórico tende a mexer na dinâmica de grupos que lidam com informação contínua, como equipes de trabalho remoto, turmas escolares e projetos de curto prazo. Em um grupo de empresa, por exemplo, um funcionário que entra no dia 20 consegue ver até 100 mensagens anteriores, suficientes para acompanhar decisões tomadas na semana ou no dia. Em ambientes acadêmicos, novos alunos podem recuperar instruções, prazos e combinados recentes sem depender da boa vontade de colegas.
O limite de até 100 mensagens ajuda a preservar conversas antigas e sensíveis, que permanecem inacessíveis para quem chega depois. O recurso tenta responder a uma demanda por mais contexto, sem transformar o histórico de anos em um arquivo aberto. A exigência de notificação ao grupo reduz o risco de decisões silenciosas e pode inibir abusos, ao expor claramente quando e por quem o histórico foi liberado.
Privacidade em foco e próximos passos
A nova ferramenta se apoia na criptografia de ponta a ponta já adotada pelo WhatsApp, mas abre um debate sobre até onde vai o controle dos administradores sobre o passado de um grupo. A escolha de limitar o recurso a 25, 50, 75 ou 100 mensagens mostra que a empresa tenta evitar o salto para um histórico integral, que ampliaria o acesso a conversas antigas em escala muito maior. Ainda assim, a decisão de abrir ou não esse recorte pode se tornar tema de disputa em grupos mais sensíveis.
A liberação começa de forma gradual e deve alcançar todos os usuários nas próximas semanas, mantendo o padrão de testes em ondas adotado pela plataforma. A forma como empresas, escolas e famílias vão usar o recurso deve definir se ele permanecerá como um ajuste discreto ou se abrirá caminho para novas flexibilizações de histórico no futuro. A dúvida que fica é se o limite atual de 100 mensagens será suficiente diante de grupos que vivem em permanente avalanche de informação.
