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Wellington César escolhe Chico Lucas para comandar Segurança Pública

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, define na noite desta quarta-feira (21/1/2026) o nome do futuro secretário nacional de Segurança Pública. O escolhido é Francisco Lucas Costa Veloso, o Chico Lucas, atual secretário de Segurança do Piauí, que passa a ser o principal responsável pela área na gestão do novo ministro.

Nomeação em reunião reservada em Brasília

A escolha é selada em uma reunião presencial na sede do Ministério da Justiça, em Brasília, poucas horas depois de Wellington assumir o comando da pasta. No encontro, o ministro “bate o martelo” e formaliza o convite para que Chico Lucas deixe a Secretaria de Segurança do Piauí e assuma o cargo nacional. A conversa marca o primeiro movimento concreto da nova gestão na área considerada mais sensível do ministério.

Chico Lucas chega à mesa de negociações como um nome próximo ao governo federal e com trânsito entre governadores do Nordeste. À coluna que revela a decisão, Wellington confirma a escolha e sinaliza que quer um secretário com experiência de linha de frente em estado, em vez de um quadro exclusivamente de Brasília. A ideia é usar casos práticos e resultados regionais como base para uma política nacional que reduza índices de violência e melhore a coordenação com os estados.

Perfil estadual para um cargo nacional

O futuro secretário nacional conduz, até agora, a Segurança Pública no Piauí, estado que nos últimos anos aposta em integração entre polícia civil, militar e inteligência. A opção de Wellington por um quadro estadual indica um afastamento de modelos excessivamente centralizados em Brasília, que, na avaliação de integrantes do governo, têm dificuldade em chegar à ponta. A expectativa é que a experiência acumulada em um estado com orçamento mais enxuto ajude na formulação de ações mais pragmáticas e de custo controlado.

Na reunião da noite de quarta-feira, segundo apuração da coluna, Chico Lucas pede alguns dias antes de assumir o posto nacional. O objetivo é organizar a transição no Piauí, preparar a sucessão na pasta estadual e planejar a mudança para Brasília. O acerto prevê que ele chegue ao ministério já com uma proposta inicial de plano de trabalho, com metas para os primeiros 100 dias, período considerado decisivo para definir o tom da nova política de segurança.

O que muda na segurança pública federal

A Secretaria Nacional de Segurança Pública é responsável por coordenar programas federais, repassar recursos a estados e municípios e articular operações integradas contra o crime organizado. A entrada de Chico Lucas ocorre em um momento em que, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 40 mil pessoas morrem por homicídio por ano no país. O desafio imediato inclui reduzir disputas entre facções em grandes centros, enfrentar o avanço do crime nas fronteiras e ampliar o uso de inteligência.

Integrantes do governo avaliam que a presença de um secretário com experiência prática em um estado do Nordeste pode facilitar a relação com secretários estaduais, que cobram previsibilidade de repasses e planejamento conjunto. A indicação também é lida como um gesto político ao Piauí, base de apoio importante para o Palácio do Planalto. Para governos estaduais, a mudança pode significar maior participação na definição de prioridades de operações nacionais, em vez de simples adesão a programas prontos formulados em Brasília.

Pressão por resultados e próximos passos

A nomeação de Chico Lucas se soma à reconfiguração do próprio Ministério da Justiça e Segurança Pública, que volta ao centro do debate após a posse de Wellington César. Nas próximas semanas, o novo secretário deve organizar a equipe, revisar convênios em andamento e ajustar programas de repasse de verbas, que somam bilhões de reais distribuídos anualmente para equipar polícias e financiar projetos de prevenção. A expectativa é de anúncios ainda no primeiro trimestre de 2026, com metas e prazos definidos.

O desempenho do futuro secretário nacional será medido por indicadores concretos, como variação nos índices de homicídios, tentativas de latrocínio e crimes contra o patrimônio, além da percepção de segurança da população. Em um cenário de cobrança crescente por respostas rápidas, a gestão de Chico Lucas entra no radar imediato de governos estaduais, do Congresso e da sociedade civil. Resta agora saber se a experiência construída no Piauí será suficiente para enfrentar, em escala nacional, um dos maiores desafios do país.

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