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Volante do Sampaio Corrêa sofre convulsão em campo contra o Flamengo

O volante Alexandre, do Sampaio Corrêa-RJ, sofre uma convulsão em campo durante o jogo contra o Flamengo, no sábado (7), pelo Campeonato Carioca de 2026, no Rio. O jogador é levado de ambulância ao Hospital Quinta D’Or e segue internado em observação após nova crise já na unidade de saúde.

Colapso aos 8 minutos e corrida contra o tempo

O incidente ocorre logo aos 8 minutos do primeiro tempo, quando o Flamengo já domina as ações no confronto válido pela fase de grupos. Alexandre corre sozinho pelo gramado, sem contato com adversários, e desaba de repente. O corpo endurece, os movimentos ficam descontrolados e jogadores dos dois times chamam o atendimento às pressas.

A imagem de atletas em volta do volante, em choque, silencia parte do estádio. Médicos entram em campo em poucos segundos e iniciam o protocolo de atendimento para crises convulsivas. A ambulância é acionada ainda no gramado, enquanto companheiros afastam os rivais, tentam organizar o entorno e observam, impotentes, a cena que interrompe o ritmo da partida.

Alexandre deixa o estádio consciente, segundo o clube, mas sob forte vigilância da equipe médica. O trajeto até o Hospital Quinta D’Or, na Zona Norte do Rio, é feito com monitoramento constante de sinais vitais. O clima no vestiário do Sampaio Corrêa é de apreensão. A goleada sofrida em campo, por 7 a 1, perde espaço para a preocupação com a integridade física do volante.

Exames descartam lesões graves, mas causa segue em aberto

Já no hospital, o jogador passa por uma bateria de exames que se estende pela noite de sábado e avança pela madrugada de domingo (8). Tomografia computadorizada e eletrocardiograma descartam lesões neurológicas e problemas cardíacos imediatos, de acordo com boletim divulgado pelo Sampaio Corrêa.

Os resultados aliviam parte do temor de familiares, colegas e torcedores, mas não encerram as dúvidas. A causa da convulsão ainda é desconhecida. Alexandre permanece na emergência, em observação por, no mínimo, 24 horas. Os médicos aguardam exames de sangue e uma ressonância magnética para formar um quadro mais completo.

O clube informa que o jogador sofre uma segunda crise convulsiva já dentro do hospital, horas depois de deixar o estádio. O episódio reforça a necessidade de monitoramento constante e posterga qualquer previsão sobre retorno aos treinos ou à rotina de jogos. Até o momento, não há indicação de trauma direto na cabeça durante a queda em campo.

O caso reacende o debate sobre a saúde de atletas de alta performance em campeonatos regionais, que costumam impor sequência intensa de viagens e partidas. Clubes médios, como o Sampaio Corrêa-RJ, convivem com orçamentos mais apertados, elencos enxutos e menor estrutura permanente de diagnóstico avançado, o que torna a agilidade da rede hospitalar ainda mais determinante em emergências.

Derrota por 7 a 1, rebaixamento em jogo e debate sobre segurança

No campo, o Flamengo aproveita a retomada da partida para ampliar a vantagem. Fecha o placar em 7 a 1 e confirma vaga nas quartas de final do Campeonato Carioca com o quarto lugar do Grupo B. O adversário na próxima fase será o Botafogo, em duelo eliminatório que mantém a equipe rubro-negra na rota do título estadual.

O Sampaio Corrêa encerra a fase de grupos na lanterna e entra no quadrangular do rebaixamento. A goleada expõe fragilidades de elenco e de planejamento, mas o impacto esportivo se mistura à dimensão humana do episódio com Alexandre. Parte da comissão técnica admite, nos bastidores, que o time sente o abalo psicológico após ver o colega convulsionar em campo logo no início da partida.

As cenas da ambulância entrando no gramado e do atendimento emergencial circulam nas redes sociais ainda durante o jogo e alimentam discussões sobre protocolos médicos em estádios. Especialistas em medicina esportiva lembram que convulsões podem ter múltiplas origens, de questões metabólicas e infecciosas a problemas neurológicos pré-existentes, e defendem a ampliação de exames preventivos em elencos profissionais.

O episódio coloca em evidência a importância de ambulâncias equipadas, desfibriladores e equipes treinadas em suporte avançado de vida em qualquer partida oficial, mesmo nas fases iniciais de estaduais. Federações regionais vêm reforçando regras mínimas de estrutura médica desde episódios marcantes de mal súbito em atletas, mas a fiscalização ainda é desigual entre estádios.

Observação, novos exames e incerteza sobre retorno

Alexandre segue internado na emergência do Quinta D’Or, em regime de observação rigorosa. A equipe que acompanha o caso espera o laudo da ressonância magnética e os resultados detalhados dos exames de sangue para definir os próximos passos. A tendência é que o jogador permaneça afastado dos gramados até que as causas das crises estejam esclarecidas.

No curto prazo, o Sampaio Corrêa precisa reorganizar o elenco para encarar o quadrangular do rebaixamento sem um de seus volantes. A comissão técnica avalia alternativas no meio-campo e busca blindar o grupo da pressão externa. A prioridade declarada é a recuperação plena do atleta, mas a ameaça de queda no Carioca adiciona tensão a cada rodada.

O caso de Alexandre se soma a uma lista recente de episódios de mal-estar súbito em competições nacionais e reforça a percepção de que a saúde de jogadores extrapola o debate tático. A resposta dos clubes, das federações e dos hospitais parceiros nas próximas semanas vai indicar se o episódio se limita a um susto grave ou se se transforma em ponto de inflexão na forma como o futebol brasileiro cuida de quem está em campo.

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