Ultimas

Velório de Henrique Maderite será neste domingo em Belo Horizonte

O influenciador digital Henrique Maderite, 50, morre na sexta-feira (6) após um infarto fulminante em Amarantina, distrito de Ouro Preto (MG). O velório ocorre neste domingo (8), em Belo Horizonte, com sepultamento marcado para as 17h.

Despedida em Belo Horizonte

O corpo de Maderite é velado no Cemitério Bosque da Esperança, na capital mineira. A cerimônia começa ao meio-dia deste domingo (8) e se estende até as 16h, em clima de comoção entre familiares, amigos e fãs. O sepultamento está previsto para as 17h, segundo a administração do cemitério, que se prepara para receber um fluxo intenso de pessoas.

O influenciador morre no distrito de Amarantina, em Ouro Preto, na região Central de Minas, onde passa a sexta-feira. Ele sofre um infarto fulminante e não resiste. A Polícia Militar de Minas Gerais é acionada para atender a ocorrência e confirma o óbito ainda no local, após as primeiras tentativas de atendimento de emergência. A informação sobre a morte se espalha rapidamente pelas redes sociais e transforma a tarde de sexta, tradicionalmente associada ao bordão “Sextou, bebê”, em um dia de luto para milhões de seguidores.

Quem foi Henrique Maderite e por que sua morte mobiliza fãs

Henrique Maderite se torna um dos rostos mais conhecidos da internet brasileira ao transformar a contagem regressiva para o fim de semana em marca registrada. O bordão “Sexta-feira, meio dia, pode olhar aí” passa a ser repetido em grupos de WhatsApp, perfis no Instagram e vídeos em outras plataformas. O humor direto e o jeito simples de falar fazem dele uma figura familiar para quem espera o descanso depois de uma semana de trabalho.

O conteúdo nasce de forma despretensiosa. Maderite grava vídeos para amigos, ainda sem planejamento profissional. As gravações viralizam, rompem o círculo íntimo e alcançam públicos de diferentes regiões do país. Em poucos anos, ele reúne cerca de 2 milhões de seguidores no Instagram, consolida parcerias comerciais e vira referência de um tipo de influenciador que se apoia na espontaneidade, mais do que em grandes produções.

A confirmação do infarto fulminante como causa da morte vem da Polícia Militar de Minas Gerais. A corporação informa que equipes são acionadas para atender uma ocorrência médica em Amarantina e encontram o influenciador já sem vida. O óbito é constatado no local. Os primeiros levantamentos afastam, neste momento, qualquer hipótese de crime, e reforçam o caráter repentino da morte.

O impacto se espalha também pelo campo institucional. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), usa as redes sociais para lamentar a perda do conterrâneo. “Logo numa sexta-feira, se foi um dos nossos mineiros mais alegres. Nosso grande Henrique Maderite. Que Deus te receba, e sua morada seja de paz, Henrique. ‘Quem fez, fez’. E ele, sem dúvidas, fez muito por nós. Descanse em paz”, escreve o governador, em mensagem que ecoa o tom de homenagem adotado por fãs.

Do fenômeno nas redes ao legado digital

A morte de Maderite ocorre em um momento em que o influenciador já está consolidado como personagem da cultura digital brasileira. Seus vídeos integram rotinas de empresas, bares, escolas e repartições, quase sempre como trilha sonora do fim do expediente. A simplicidade da mensagem, alinhada ao bom humor, coloca o mineiro em uma posição rara: ele atravessa bolhas, fala com públicos de diferentes idades e classes sociais e se torna parte do vocabulário cotidiano.

Nas horas seguintes ao anúncio da morte, fãs transformam seus perfis em espaços de homenagem. Antigos vídeos voltam a circular, acompanhados de mensagens de agradecimento e luto. Frases como “sextou, bebê” e “quem fez, fez” ganham contorno de despedida. A tendência é que esse movimento se intensifique neste domingo, com a realização do velório em Belo Horizonte, e se prolongue pelos próximos dias, enquanto a notícia alcança pessoas menos conectadas à rotina das redes.

A presença do influenciador no ambiente digital não se encerra com o sepultamento. Conteúdos já publicados seguem disponíveis, reproduzidos e recortados em diferentes plataformas. Marcas que se associam ao bordão avaliam como manter o vínculo sem soar oportunista. Produtores de conteúdo inspirados em Maderite observam o espaço aberto por ele para criadores que trabalham com humor simples, direto e de baixo custo de produção.

Especialistas em cultura digital apontam que figuras como Maderite ajudam a explicar por que a internet amplia vozes fora dos grandes centros e da lógica tradicional da televisão. Um morador de Minas Gerais, que começa falando para amigos, atinge 2 milhões de pessoas com um celular na mão e frases que cabem em poucos segundos de vídeo. A morte inesperada reforça a percepção de que criadores de conteúdo se tornam, para parte do público, tão presentes quanto artistas da mídia tradicional.

Próximos passos e memória do influenciador

O velório deste domingo deve reunir familiares, amigos próximos, seguidores e curiosos. A previsão de cerimônia entre meio-dia e 16h orienta quem pretende se despedir presencialmente em Belo Horizonte. A segurança interna do cemitério e o fluxo no entorno podem ser ajustados ao longo do dia, a depender do público presente. Depois do sepultamento, às 17h, as homenagens devem se concentrar nas redes sociais e em encontros organizados por fãs.

A família não detalha, até o momento, planos para eventos públicos futuros, mas a dimensão da comoção sugere que novas homenagens surjam, inclusive em datas simbólicas, como aniversários de nascimento e de morte. Perfis oficiais mantidos em seu nome podem se transformar em acervo da trajetória, reunindo vídeos, depoimentos e registros de bastidores. A forma como esse material será administrada ainda não está clara, mas o efeito imediato é visível: milhões de pessoas passam a revisitar os momentos em que um bordão simples avisava, toda sexta-feira ao meio-dia, que o fim de semana finalmente chegava.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *