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Vasco vende Rayan ao Bournemouth por 35 milhões de euros

O Vasco da Gama fecha a venda do atacante Rayan, de 19 anos, para o Bournemouth, da Inglaterra, por 35 milhões de euros. A documentação é concluída nesta quarta-feira (21), selando a saída da principal revelação cruzmaltina em 2025.

Negócio recorde e desejo antigo

A transferência, confirmada pelo jornalista italiano Fabrizio Romano, referência no mercado de bolas, movimenta cerca de R$ 220 milhões aos cofres vascaínos. O acordo prevê exames médicos ainda nesta semana e tira de São Januário um dos nomes mais promissores da geração recente.

Rayan vive uma temporada de 2025 acima da média e transforma expectativa em rendimento. Aos 19 anos, acumula gols, protagoniza jogos decisivos e ganha espaço também como liderança discreta no vestiário. Um dos relatos que circulam na Inglaterra descreve o atacante como “simplesmente incrível” e destaca que ele “teve uma temporada de 2025 incrível” e que não é apenas um grande jogador, mas também um líder interno no Vasco.

A negociação amadurece nas últimas semanas, depois que a diretoria é informada do desejo do jogador de atuar no futebol inglês. A cúpula tenta segurar o camisa 9 até a janela do meio do ano, mas esbarra na pressão do mercado e na vontade do atleta. Com as cifras em euros sobre a mesa, a permanência deixa de ser viável.

A provável despedida acontece em 15 de janeiro, na estreia do Vasco contra o Maricá, quando Rayan marca dois gols na vitória por 4 a 2. Desde então, o clube decide preservá-lo. O atacante treina apenas na academia, em trabalho de manutenção física, e já fica fora da lista para o clássico contra o Flamengo, nesta quarta-feira, sinal claro de que a transferência está encaminhada.

Impacto esportivo e financeiro no Vasco

O valor de 35 milhões de euros coloca a operação entre as maiores vendas da história recente do clube e reforça a dependência dos times brasileiros da exportação de talentos. Para um Vasco em reconstrução esportiva e financeira, os cerca de R$ 220 milhões abrem espaço para quitação de compromissos e investimento pontual no elenco, mas também escancaram o custo esportivo da saída.

Rayan se projeta como peça central do ataque cruzmaltino em 2026. A perda obriga a diretoria a redesenhar o setor ofensivo em pleno início de temporada. A comissão técnica precisa encontrar alternativas internas, acelerar a adaptação de reforços e ajustar o sistema tático sem seu principal definidor. Na arquibancada, a reação mistura orgulho e frustração. Parte da torcida enxerga a negociação como passo natural para um jogador de elite. Outra parte lamenta não ver o jovem amadurecer com a camisa do clube.

Na Inglaterra, a recepção é entusiasmada. Comentários de torcedores do Bournemouth circulam nas redes sociais e tratam o negócio como oportunidade rara. “Rayan para Bournemouth por 35 milhões? Que roubo! Nos próximos 3 anos ele vai facilmente chegar a 100 milhões”, diz uma mensagem traduzida. Outra prevê que “daqui a alguns anos, Rayan será vendido por 100 milhões de euros” e descreve o brasileiro como “uma verdadeira joia”. O tom é de aposta em valorização rápida.

Esse tipo de reação mostra como o mercado europeu observa o Brasil como fonte constante de jovens com alto potencial de revenda. Quando um clube médio da Premier League investe 35 milhões de euros em um jogador de 19 anos, sinaliza que está disposto a assumir risco calculado em troca de possível explosão técnica e financeira. Se a previsão dos torcedores se confirma e a revenda bate 100 milhões de euros, o salto de valor reforça a lógica de que o grande lucro fica no exterior.

Próximos passos e o futuro de uma joia

Os próximos dias são decisivos para a formalização completa do negócio. A documentação entre Vasco, Bournemouth e representantes de Rayan deve ser encerrada até o fim desta quarta-feira. Em seguida, o atacante viaja para realizar exames médicos e assinar contrato definitivo com o clube inglês, etapa final antes da apresentação oficial.

No campo, o Vasco ajusta o planejamento da temporada de 2026 sem o jogador que ajudaria a liderar o time no Campeonato Carioca, na Copa do Brasil e no Brasileiro. A saída precoce reorganiza hierarquias no elenco e antecipa a responsabilidade sobre outros jovens. Para Rayan, a mudança representa salto de exposição e exigência. A Premier League oferece visibilidade global, calendário intenso e competição diária por espaço. A forma como ele se adapta ao ritmo, à cultura e à pressão do futebol inglês vai determinar se a aposta do Bournemouth confirma a previsão dos torcedores de que, em poucos anos, o valor de 35 milhões de euros parecerá baixo demais para o tamanho do seu talento.

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