Vasco e Botafogo decidem vagas e cruzamentos na reta final da Taça GB
Vasco e Botafogo se enfrentam neste domingo (8), às 18h, em São Januário, na última rodada da Taça Guanabara. O clássico fecha a fase de grupos do Carioca e define cruzamentos das quartas de final.
Clássico em São Januário embaralha o caminho de Vasco, Botafogo e rivais
O jogo coloca em campo interesses distintos. O Botafogo chega sem pressão de tabela, já garantido na liderança do Grupo B e com duelo marcado contra o Flamengo nas quartas de final. O Vasco encara cenário oposto: soma apenas duas vitórias em 2026 e entra em campo para fugir do Fluminense na próxima fase.
O estádio de São Januário recebe o clássico a partir das 18h, com mando cruz-maltino e ingresso para a torcida visitante a partir de R$ 24 para sócios, R$ 30 a meia-entrada e R$ 60 a inteira. A Globo transmite para 18 estados, Distrito Federal e Juiz de Fora, enquanto o Premiere exibe a partida para todo o país.
O Botafogo já sabe que enfrenta o Flamengo, quarto colocado do Grupo A, em jogo único no domingo de Carnaval, 15 de fevereiro, provavelmente no Nilton Santos. Não há vantagem de empate: se o placar ficar igual, a vaga na semifinal sai nos pênaltis. A equipe ainda pode levar a Taça Guanabara, mas depende de combinação improvável.
O título simbólico da primeira fase fica com o time de melhor campanha geral. Para o Botafogo, a conta é simples e dura: precisa vencer o Vasco em São Januário e torcer por derrota do Fluminense para o eliminado Maricá, às 20h30, no Maracanã. O cenário mantém o clássico deste domingo em estado de alerta, mesmo com o time alvinegro já encaminhado na competição.
Escalações revelam prioridades e expõem o peso desigual do jogo
A escalação planejada pelo técnico Martín Anselmi deixa claro o foco do Botafogo. O argentino preserva boa parte dos titulares, de olho na maratona do Campeonato Brasileiro e na estreia cada vez mais próxima na Libertadores. A equipe entra em campo com base no elenco sub-20, reforçado por duas peças do grupo principal: o goleiro Léo Linck e o zagueiro Bastos.
A tendência é que o Botafogo inicie com Léo Linck; Bastos, Kauã Branco e Justino; Kadu, Marquinhos, Bernardo Valim e Gabriel Abdias; Caio Valle, Kadir e Kauan Toledo. O zagueiro Alexander Barboza surge como opção no banco para a defesa. A formação repete a estratégia das primeiras rodadas, quando o clube utilizou o time sub-20 para atravessar o início do Estadual.
Justino entra em campo com cálculo extra. O defensor está pendurado com dois cartões amarelos. Caso seja advertido mais uma vez, não poderá ser relacionado para o confronto das quartas de final diante do Flamengo. A decisão de utilizá-lo indica confiança no controle emocional do jogador e no plano físico traçado pela comissão técnica.
No Vasco, o peso esportivo e político do jogo é maior. A classificação às quartas vem apenas na véspera, garantida com a goleada do Flamengo por 7 a 1 sobre o Sampaio Corrêa, neste sábado. O resultado tira o time da Região dos Lagos da briga e confirma o cruz-maltino no mata-mata. A partir daí, o objetivo muda: não se trata mais de sobreviver, mas de escolher o caminho menos espinhoso.
Se empatar ou perder para o Botafogo, o Vasco encara o Fluminense nas quartas de final. Se vencer, enfrenta o Volta Redonda em São Januário. A diferença é significativa. O Fluminense, mesmo dividindo atenções com outras competições, lidera a classificação e briga ponto a ponto pela Taça Guanabara. O Volta Redonda tem campanha mais modesta e oferece, em tese, risco menor em jogo único.
O técnico Fernando Diniz deve mandar a campo força máxima, com Léo Jardim; Pumita Rodríguez, Lucas Freitas ou Saldívia, Robert Renan e Lucas Piton; Cauan Barros, Thiago Mendes e Philipe Coutinho; Nuno Moreira, Brenner e Andrés Gómez. O time tenta usar o mando de campo, a pressão das arquibancadas e a urgência por reação na temporada para virar o eixo emocional do clássico.
Taça Guanabara em jogo, torcida em peso e calendário à vista
A arbitragem fica a cargo de Yuri Elino Ferreira da Cruz, do quadro do Rio de Janeiro, com auxílio de Luiz Cláudio Regazone e Thayse Marques Fonseca nas bandeiras. No vídeo, o VAR será conduzido por Philip Georg Bennett. A escolha de uma equipe local mantém a rotina do Estadual, mas também amplia a vigilância sobre lances de área e decisões de impedimento em jogo com tanto em disputa indireta.
Do lado de fora, a movimentação passa pelos canais digitais. A venda de ingressos ocorre pelo site vasco.eleventickets.com, com acesso da torcida do Botafogo pelo Portão 11 de São Januário. A organização espera ocupação alta no estádio, impulsionada pela chance de o Vasco melhorar o cruzamento e pela possibilidade, ainda que remota, de o Botafogo sair com a Taça Guanabara em mãos ao fim da noite.
O desfecho em São Januário encaixa as peças do mata-mata do Carioca e redesenha a agenda de fevereiro para os dois clubes. O Botafogo caminha para a fase decisiva do Estadual enquanto calibra elenco e sistema tático para a estreia na Libertadores e a sequência do Brasileirão. O Vasco busca um atalho para ganhar confiança, aliviar a pressão por vitórias e ter um adversário menos poderoso no primeiro mata-mata do ano.
A última rodada da Taça Guanabara condensa, em 90 minutos, caminhos que podem definir o humor das torcidas nas próximas semanas. A posição na tabela é apenas parte da história. A forma como Botafogo e Vasco lidam com elenco, calendário e decisões sob pressão indica até onde cada um pretende chegar em 2026. A resposta começa a aparecer neste domingo em São Januário, mas a pergunta sobre quem aproveita melhor o clássico só será respondida ao longo do semestre.
