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Trump apaga vídeo racista com Barack e Michelle Obama após reação

Donald Trump publica em fevereiro de 2026 um vídeo que retrata Barack e Michelle Obama como macacos em suas redes oficiais. A peça racista viraliza em poucas horas, provoca reação em cadeia e é apagada após forte pressão pública.

Postagem acende novo foco de crise racial

O vídeo surge em um momento em que o debate racial nos Estados Unidos segue inflamado, quase seis anos após os protestos massivos do movimento Black Lives Matter. A peça, editada com trilha irônica e legendas depreciativas, associa diretamente o ex-presidente e a ex-primeira-dama a imagens de primatas, recurso historicamente usado para desumanizar pessoas negras no país.

A publicação aparece primeiro no perfil oficial de Trump em sua própria plataforma digital e é replicada em minutos no X e em outras redes. Em menos de duas horas, a postagem acumula centenas de milhares de visualizações, compartilhamentos e comentários, antes mesmo de ser apagada sem explicações. Assessores evitam entrevistas e se limitam a dizer, em nota breve, que o conteúdo “não reflete o foco atual do presidente”.

Reação imediata de aliados de Obama e grupos civis

Aliados de Barack Obama reagem com rapidez. Pessoas próximas ao ex-presidente descrevem em off “indignação” e “cansaço” com o que chamam de padrão de ataques que atravessa mais de uma década. Em declaração pública, um ex-integrante de alto escalão do governo Obama afirma que “não se trata apenas de ofensa pessoal, mas de um recado perigoso a milhões de americanos negros”.

Grupos de direitos civis classificam o episódio como um dos gestos mais abertamente racistas já feitos por um presidente em exercício na era das redes sociais. Organizações como a NAACP e a ACLU exigem investigações formais e medidas punitivas. Uma das notas diz que “comparar pessoas negras a macacos é uma linguagem com raízes profundas na supremacia branca” e que o gesto, vindo da autoridade máxima do país, “normaliza o inaceitável”.

Liberdade de expressão e responsabilidade no cargo

A postagem reacende um debate sensível sobre os limites da liberdade de expressão de figuras públicas, questão que já rende embates jurídicos desde 2016. Juristas lembram que o presidente goza de ampla proteção para manifestar opiniões, mas não está imune a consequências políticas, eleitorais e, em certos casos, legais. Especialistas em direito constitucional observam que, embora o vídeo esteja protegido pela Primeira Emenda em muitos cenários, a incitação à discriminação pode fundamentar ações civis e processos em cortes estaduais.

Parlamentares democratas prometem acionar comissões da Câmara e do Senado para apurar se houve violação de padrões éticos e de conduta no uso de contas oficiais. Integrantes do Partido Republicano evitam comentários públicos mais duros, mas alguns, em reservado, admitem “constrangimento” com o conteúdo. A oposição discute a apresentação de resoluções de censura simbólica, instrumento político que, mesmo sem efeito jurídico imediato, registra formalmente a reprovação do Congresso ao comportamento do presidente.

Polarização política e impacto internacional

A repercussão ultrapassa o debate doméstico em poucas horas. Em capitais europeias, chancelerias expressam preocupação com o endurecimento do discurso racial vindo da Casa Branca. Em países africanos, autoridades e comentaristas veem o episódio como mais um sinal de distanciamento dos Estados Unidos dos compromissos históricos com direitos humanos e igualdade racial. Em comunicados e entrevistas, diplomatas falam em “dano reputacional” e em desgaste acumulado na imagem internacional de Washington.

Dentro dos EUA, o episódio alimenta a já intensa polarização. Grupos de apoio ao presidente relativizam o vídeo, tratam-no como “brincadeira” ou “sátira política” e acusam críticos de censura. Para comunidades negras e movimentos antirracistas, a publicação funciona como lembrete de que, apesar de avanços legais, práticas de humilhação racial seguem presentes no topo do poder. Pesquisadores de opinião pública preveem que o episódio afete o apoio entre eleitores moderados e jovens, segmentos decisivos nas próximas eleições nacionais.

Pressão por responsabilização e próximos passos

O pedido por responsabilização cresce à medida que o vídeo, mesmo apagado, continua circulando em versões baixadas e arquivadas. Plataformas de checagem de fatos registram dezenas de milhões de visualizações de trechos republicados em menos de 24 horas. Advogados de entidades de direitos civis estudam ações coletivas para testar na Justiça se líderes políticos podem ser enquadrados quando usam discurso com elementos de ódio racial em canais institucionais.

Investigadores no Congresso avaliam se convocam assessores de comunicação da Casa Branca para explicar quem produziu o material, quem autorizou a postagem e por que o recuo acontece apenas após a reação pública. A pergunta que permanece aberta é se o recuo tático, simbolizado pelo botão “apagar”, será suficiente para conter o desgaste ou se este será mais um marco na erosão lenta, porém constante, da autoridade moral da presidência dos Estados Unidos.

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