Técnico do sub-20 do Águia de Marabá morre após dias na UTI
O treinador Ronan Tyezer, responsável pela equipe sub-20 do Águia de Marabá, morre após ficar internado na UTI de um hospital em Gurupi, no Tocantins. Ele está hospitalizado desde a quinta-feira, 15 de junho de 2024, e não resiste às complicações ainda não divulgadas.
Comunidade esportiva perde técnico referência na base
A morte de Ronan atinge em cheio o ambiente do futebol de base em Marabá e na região Sul e Sudeste do Pará. Aos comandos do sub-20 do Águia de Marabá, ele ocupa posição central na formação de jovens atletas que sonham com espaço no time principal e em clubes de maior projeção nacional. A perda ocorre em um momento em que o clube investe na categoria, com calendário cheio em 2024 e metas traçadas para competições estaduais e nacionais.
No Águia, Ronan atua diariamente com dezenas de garotos, em treinos de manhã e à tarde, acompanhamento escolar e orientação fora de campo. A presença dele na rotina do clube não se limita ao gramado. Ele ajuda a construir pontes com famílias, dirigentes e profissionais de outras áreas, como preparação física e psicologia esportiva. A notícia da morte se espalha por grupos de mensagens de jogadores, torcedores e funcionários poucas horas depois da confirmação no hospital de Gurupi.
Internação em Gurupi e silêncio sobre a causa da morte
Ronan é internado em estado grave em Gurupi, cidade do interior do Tocantins, na quinta-feira, 15 de junho de 2024. A transferência para a UTI ocorre ainda no mesmo dia, segundo pessoas próximas ao treinador. O hospital não divulga boletim público, e a família opta por manter em sigilo o diagnóstico e o quadro clínico ao longo dos dias de internação. A causa da morte também não é informada até o fechamento desta edição.
A permanência dele na UTI por vários dias provoca apreensão entre jogadores e colegas de comissão técnica. Integrantes da diretoria acompanham a situação à distância e mantêm contato com familiares em Gurupi. Sem informações oficiais, circulam apenas manifestações de apoio e pedidos de oração nas redes sociais do clube e de torcedores. O clube, até o momento, não detalha se presta apoio logístico para deslocamento da família, mas pessoas ligadas ao elenco relatam um esforço coletivo para garantir presença em eventual velório e enterro.
Impacto direto no sub-20 do Águia de Marabá
A morte de um técnico de base repercute de forma imediata dentro do vestiário. No sub-20 do Águia de Marabá, a ausência de Ronan interrompe um ciclo de trabalho que envolve planejamento de treinos, análise de desempenho e montagem de elenco para competições específicas. Parte desses compromissos tem prazos definidos para as próximas semanas, o que força a diretoria a reavaliar cronogramas e funções de cada membro da comissão técnica.
Dirigentes do Águia discutem internamente opções para a substituição no comando do sub-20. A tendência é que um auxiliar da casa assuma interinamente, enquanto o clube define se contrata um novo treinador ou mantém a solução caseira. A decisão pesa no orçamento, em um cenário em que a base costuma receber percentual menor das receitas totais e depende de repasses previstos em contrato com patrocinadores e em premiações de campeonatos.
Legado na formação de jovens atletas
Ronan constrói a carreira como técnico ligado à formação. No Águia, ele consolida uma metodologia de trabalho baseada em disciplina, intensidade e diálogo direto com os atletas. Jogadores da base o veem como figura de referência e intermediário entre os sonhos de profissionalização e as exigências do dia a dia. Em depoimentos publicados nas redes sociais, muitos se referem ao treinador como “um pai no futebol” e lembram conselhos dados em treinos e concentrações.
O impacto da morte não se limita ao elenco atual. Ex-atletas de categorias inferiores, hoje em clubes do Pará e de outros estados, manifestam pesar e lembram o papel de Ronan em etapas decisivas da trajetória esportiva. A percepção é de que ele participa, de forma direta ou indireta, da formação de dezenas de atletas que circulam hoje em divisões de base do país. A perda de um técnico com esse perfil afeta especialmente uma região em que a infraestrutura para a base é mais limitada, e cada profissional experiente faz diferença na construção de oportunidades.
Próximos passos do clube e homenagens ao treinador
O Águia de Marabá prepara nota oficial para detalhar homenagens e informar sobre luto institucional. A expectativa é que o clube decrete ao menos três dias de luto e faça um minuto de silêncio antes da próxima partida, seja da equipe principal, seja das categorias de base. A diretoria também discute possibilidade de batizar um torneio interno ou um centro de treinamento em homenagem ao treinador, como forma de manter vivo o vínculo da categoria sub-20 com o nome de Ronan.
Nos próximos dias, o clube deve anunciar o nome do responsável por comandar a equipe sub-20 até o fim da temporada de 2024. Jogadores, famílias e membros da comissão técnica pressionam para que o sucessor dê continuidade ao trabalho iniciado pelo treinador. A morte de Ronan abre uma lacuna difícil de preencher no curto prazo, mas também reforça, para o Águia de Marabá e para o futebol regional, a urgência de cuidar melhor de quem se dedica à formação de novas gerações.
