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São Paulo encerra preparação para encarar a Portuguesa no Paulistão

O São Paulo encerra nesta terça-feira (20) a preparação para enfrentar a Portuguesa, na quarta, pelo Campeonato Paulista. O elenco trabalha no SuperCT e no gramado do CT sem direito a folga desde o clássico contra o Corinthians.

Trabalho intenso em meio a maratona de jogos

A comissão técnica começa o dia reunindo o elenco em uma sala de vídeo no SuperCT. As imagens exibidas detalham movimentos defensivos, saídas de bola e caminhos para furar a marcação da Portuguesa. O foco recai tanto nos erros recentes quanto em padrões que o time tenta consolidar desde o início do Estadual.

No gramado, o ritmo não diminui. A preparação física conduz o aquecimento com corridas curtas, exercícios de mobilidade e trabalhos específicos por posição. A partir daí, o treino passa a ter cara de véspera de jogo, com atenção redobrada às bolas paradas, hoje um dos principais trunfos e também uma das maiores vulnerabilidades das equipes no Paulistão.

O clube repete a rotina de treinos diários desde o clássico contra o Corinthians, disputado no fim de semana. Entre o duelo na Neo Química Arena, o compromisso com a Portuguesa nesta quarta e o encontro com o Palmeiras, no sábado, em Barueri, o calendário impõe três partidas em menos de sete dias. A comissão técnica ajusta cargas de trabalho e controla minutos em campo, mas mantém o grupo em atividade permanente.

Jovens de Cotia participam de toda a sessão. Eles se misturam aos titulares e reservas durante os ensaios de escanteios e faltas ofensivas e defensivas, que ocupam boa parte do período no gramado. A presença da base não é apenas uma reposição de elenco: é parte de uma estratégia para dar fôlego em meio à maratona e acelerar a adaptação dos garotos ao ambiente do time principal.

Calendário apertado, elenco testado e pressão por resultado

O São Paulo entra na partida contra a Portuguesa sob a pressão de manter desempenho competitivo no Paulistão e, ao mesmo tempo, suportar a sequência pesada de compromissos. A projeção interna indica que não haverá retornos de lesionados para o jogo desta quarta-feira, o que limita as alternativas do técnico e aumenta a responsabilidade de quem está à disposição.

Uma formação provável para enfrentar a Lusa tem Rafael; Maik, Ferraresi, Arboleda e Wendell; Pablo Maia, Danielzinho, Marcos Antônio e Lucas, com Lucca como opção; Luciano e Tapia no ataque. A escalação combina jogadores consolidados no elenco, como Arboleda, Pablo Maia, Lucas e Luciano, com nomes em busca de sequência e espaço definitivo na equipe.

O contexto extracampo também pesa. O São Paulo mantém interesse no volante argentino Julián Fernández e monitora a concorrência de um clube da Argentina. Em paralelo, discute com o Corinthians o empréstimo de Alisson até 2027, em negociação que envolve um valor pedido de R$ 1 milhão. As conversas indicam um movimento de rearranjo do elenco em plena disputa estadual, com impacto direto na composição do meio-campo ao longo da temporada.

Torcedores acompanham essa movimentação com atenção enquanto olham para a tabela. Uma vitória contra a Portuguesa pode consolidar a posição tricolor no grupo e reduzir a margem de turbulência antes do clássico contra o Palmeiras. Um tropeço, por outro lado, recoloca em debate a profundidade do elenco e a capacidade do time de competir em alto nível sob desgaste físico elevado.

O clube sabe que o Paulistão, embora menor que o Brasileiro em relevância esportiva, cumpre papel simbólico importante em 2026. Um bom início de temporada tende a aliviar a pressão política e dar sustentação a escolhas de elenco, inclusive no uso mais frequente dos garotos de Cotia, que hoje se aproximam do protagonismo que outras gerações já tiveram no Morumbi.

Desgaste, base em evidência e o teste antes do clássico

A sequência sem folga obriga a comissão técnica a tratar cada sessão de treino como ajuste fino. Jogadores mais desgastados são preservados de atividades de choque, enquanto reservas e jovens recebem atenção maior em trabalhos táticos. A maratona não atinge apenas o corpo: o grupo é exposto a uma rotina emocional intensa, com pouco tempo para assimilar um resultado antes de pensar no próximo adversário.

A presença constante dos meninos de Cotia nesta preparação sinaliza uma tendência. Em um cenário de lesões, negociações em andamento e possibilidade de saídas, a base ganha espaço real na rotação. Cada minijogo, cada treino de bola parada, passa a ser oportunidade de avaliação. Quem responde bem hoje pode aparecer em campo já nas próximas rodadas, inclusive em jogos grandes.

A partida contra a Portuguesa funciona como um teste imediato para esse modelo. O São Paulo precisa vencer para sustentar a confiança e chegar mais inteiro, ao menos do ponto de vista psicológico, ao duelo com o Palmeiras na Arena Barueri, no sábado. A semana de três jogos coloca o elenco sob exame constante, de preparação física a leitura tática, passando pela capacidade de decisão dos principais atletas.

O clube tenta transformar o calendário hostil em argumento a seu favor. Um time que aprende a competir em alta rotação em janeiro tende a chegar mais preparado aos mata-matas do próprio Paulistão e, mais adiante, a competições nacionais. A resposta imediata, porém, virá já nesta quarta-feira, no duelo com a Portuguesa. A noite de amanhã dirá se a intensidade dos treinos no SuperCT se traduz em resultado e desempenho ou se o desgaste começa a cobrar um preço cedo demais na temporada.

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