Rumores apontam PS6 com 30 GB de RAM e portátil de 24 GB
A próxima geração do PlayStation pode chegar bem mais robusta em memória. Rumores divulgados nesta segunda-feira (9) indicam que o PS6 teria até 30 GB de RAM, enquanto um novo modelo portátil da Sony, conhecido como Projeto Canis, viria com 24 GB.
Sony mira salto de memória para a nova geração
As informações partem do insider KeplerL2, figura conhecida em fóruns de hardware, que detalha possíveis configurações técnicas do próximo console da marca no NeoGAF. As postagens, feitas em 9 de fevereiro de 2026, projetam um avanço agressivo em capacidade de memória e largura de banda, dois pontos críticos para jogos de próxima geração.
Segundo KeplerL2, o PlayStation 6 adotaria 30 GB de memória GDDR7, padrão mais recente usado em placas de vídeo topo de linha. Hoje, o PS5 trabalha com 16 GB de GDDR6, o que mostra um aumento de quase 90% na capacidade bruta. O portátil, por sua vez, usaria 24 GB de LPDDR5X, tipo de memória encontrado em dispositivos móveis premium.
O insider afirma que a Sony trata o PS6 e o Projeto Canis como parte de um mesmo ecossistema, com atenção especial à arquitetura de memória. A meta seria manter desempenho alto em jogos que misturam mundos enormes, efeitos de luz mais realistas e inteligência artificial mais sofisticada, sem sacrificar estabilidade de quadro ou resolução.
Em uma das respostas no fórum, ele descreve a quantidade de RAM do portátil como “uma boa margem para um dispositivo moderno”. A comparação mais direta surge com o ROG Ally X, portátil da Asus voltado ao público entusiasta, que também opera com 24 GB de memória. A leitura é que a Sony mira o topo do segmento, e não apenas um acessório casual.
Configuração técnica e impacto nos jogos
O ponto mais específico dos rumores está na forma como a Sony chegaria aos 30 GB de RAM no PS6. Questionado sobre a viabilidade desse número, KeplerL2 sugere o uso de módulos de 3 GB em configuração “clamshell”, arranjo em que dois chips trabalham em conjunto no mesmo canal de memória. A técnica permitiria combinar vários chips menores para atingir a capacidade desejada, sem depender de módulos mais caros.
Essa escolha reduziria a largura do barramento, que é a “largura da estrada” por onde os dados trafegam, mas compensaria com velocidades mais altas em cada faixa. O insider fala em até 640 GB por segundo de largura de banda, patamar próximo ao de placas gráficas de ponta atuais. Em termos práticos, isso facilita texturas mais nítidas, cenários mais densos e efeitos de iluminação avançados, sem carregar telas de loading intermináveis.
Para o portátil, a adoção de 24 GB de LPDDR5X segue a mesma lógica de folga de memória. Jogos atuais usam cada vez mais RAM para armazenar não apenas gráficos, mas também sistemas de física, trilhas de áudio em alta qualidade e modelos de inteligência artificial mais complexos. Um portátil com esse fôlego se aproxima de pequenos PCs gamers, abrindo caminho para versões adaptadas de jogos de PS6 com menos concessões visuais.
Os rumores também conversam com vazamentos anteriores, que já apontavam a memória como eixo central da próxima geração da Sony. Em outras ocasiões, o mesmo KeplerL2 antecipou detalhes de placas de vídeo e consoles antes de anúncios oficiais, o que aumenta o interesse em suas projeções, embora não afaste o caráter especulativo. O próprio insider insiste para que os leitores tratem tudo “apenas como especulação”.
Esse suposto salto de memória surge em um momento em que os custos de componentes sobem de forma constante. Chips de última geração, RAM mais rápida e SSDs maiores encarecem o projeto de qualquer console. Analistas de mercado já projetam que a Sony terá de equilibrar desempenho, preço final e consumo de energia para não repetir o trauma de lançamentos muito caros, como o do PS3 em 2006.
Ciclo do PS5, nuvem em alta e futuro do PS6
Por enquanto, o PS5 segue no centro da estratégia da Sony. O console chega à metade de seu ciclo de vida com modelos atualizados, como a versão Slim, e catálogo robusto de exclusivos. A empresa evita comentar datas ou especificações do sucessor, mas executivos já admitem que o PS6 é prioridade estratégica para os próximos anos.
Em reunião com investidores em junho do ano passado, o CEO da PlayStation, Hideaki Nishino, reforça a aposta no hardware local, mesmo com o avanço dos jogos em nuvem. “A estabilidade da rede de ponta a ponta não está sob nosso controle”, diz o executivo. Ele também vê barreiras econômicas no modelo de streaming: “O custo mais alto por tempo de jogo continua sendo um obstáculo”.
Documentos anexados ao processo de aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft indicam que a Sony não espera lançar o PS6 antes de 2028. Alguns analistas já falam em uma janela ainda mais distante, entre 2029 e 2030, citando a alta de custos de memória e armazenamento como fator central. David Gibson, analista sênior da MST, avalia que a empresa pode estender a vida útil do PS5 para diluir investimentos e evitar um preço de lançamento muito agressivo.
O suposto portátil, o Projeto Canis, se encaixa nessa transição mais longa. Um aparelho com 24 GB de RAM e integração direta ao ecossistema PlayStation pode servir como ponte entre gerações, mantendo jogadores dentro da plataforma enquanto o PS6 não chega. Se a Sony repetir a estratégia de serviços cruzados entre console de mesa, nuvem e dispositivos móveis, a memória extra se torna uma ferramenta para rodar jogos complexos com menos cortes.
Apesar da empolgação da comunidade, a empresa mantém silêncio total sobre o assunto. Não há confirmação oficial dos 30 GB de RAM, do uso de GDDR7, nem da existência formal do Projeto Canis. O histórico do mercado, no entanto, mostra que, em fases avançadas de planejamento, vazamentos técnicos costumam ganhar volume e precisão.
O que esperar da próxima geração do PlayStation
Os próximos anos devem ser marcados por um cabo de guerra entre custo e ambição tecnológica. Se as projeções de 30 GB de RAM e 640 GB/s de largura de banda se confirmam, o PS6 chega preparado para uma década de jogos com ray tracing pesado, mundos ainda mais vivos e inteligência artificial distribuída entre console e nuvem.
Enquanto isso, a Sony administra o presente. A missão imediata é manter o PS5 atraente até o fim da década, com cortes de preço graduais, exclusivos de peso e possíveis revisões de hardware. No horizonte, a pergunta que fica é se os jogadores estarão dispostos a pagar o preço de um salto tão grande em memória e desempenho ou se a empresa terá de recalibrar suas ambições antes de revelar o próximo PlayStation.
