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Rony decide, Santos vence Noroeste e Gabigol vira alvo nas redes

O Santos vence o Noroeste por 2 a 1, neste domingo (8), em Bauru, pelo Campeonato Paulista, e ganha fôlego na luta para se estabilizar no Estadual. Rony marca o gol decisivo, mas quem domina a conversa após o apito final é Gabigol, criticado em massa pelos torcedores nas redes sociais.

Santos se impõe cedo, mas vê jogo ficar tenso em Bauru

O time de Fábio Carille chega a Bauru pressionado. Antes da bola rolar, o Santos soma apenas uma vitória no Paulista e ocupa a parte baixa da classificação. A resposta em campo vem logo aos três minutos. Pela esquerda, Miguelito encontra Escobar em boa condição. O cruzamento desvia em Carrerete, engana o goleiro do Noroeste e morre no fundo da rede, abrindo o placar.

A vantagem rápida dá ao Santos controle territorial e posse de bola, mas também expõe a ansiedade da equipe. Gabigol, camisa 9 e principal referência ofensiva, tenta se movimentar entre os zagueiros, busca o jogo fora da área e, por algum tempo, parece ligado. Ele chega a balançar a rede de cabeça ainda na etapa inicial, porém o gol é anulado por impedimento assinalado pela arbitragem.

O domínio santista, no entanto, não se converte em segurança. O Noroeste cresce em bolas paradas e encontra o empate em um escanteio pela esquerda. Carrerete se antecipa à marcação, cabeceia firme e iguala o placar, aos olhos de uma torcida local que sente a virada como possível. O 1 a 1 expõe um problema recorrente do Santos na temporada: a dificuldade para transformar posse em chances claras e para se proteger pelo alto.

O cenário exige protagonismo, e ele vem dos pés de Rony. Atuando aberto e também infiltrando na área, o atacante se torna o principal desafogo do time. Aos 28 minutos, Igor Vinícius recebe nas costas da defesa pela direita, avança com espaço e cruza na medida. Rony aparece em diagonal, testa firme e recoloca o Santos à frente: 2 a 1. O gol muda o clima no banco e em campo, mas não basta para transformar a tarde em tranquila.

Os minutos finais do primeiro tempo ganham contornos de decisão. Em disputa forte no meio-campo, Thiago Lopes, camisa 10 do Noroeste, entra de carrinho em Zé Ivaldo. O zagueiro do Santos cai sentindo muitas dores, e o árbitro mostra o cartão vermelho direto para o meia da equipe de Bauru. A expulsão altera o desenho do jogo e acende o alerta para o time da casa, que passa a atuar com um homem a menos por toda a segunda etapa.

Vitória alivia pressão na tabela, mas acende debate sobre Gabigol

O placar não muda no segundo tempo, e o 2 a 1 em Bauru tem efeito imediato na campanha santista. O Santos chega a nove pontos no Paulista, deixa para trás a sequência de resultados ruins e sobe para a nona colocação. A vitória não resolve todos os problemas, mas cria uma margem de segurança mínima para o trabalho de Carille e melhora o ambiente no vestiário.

Dentro de campo, o desempenho coletivo mostra avanços na criação, em especial pelo lado direito, com Igor Vinícius e Rony. Nas redes, porém, o foco vai para outro lugar. A atuação de Gabigol, ainda sem o protagonismo que o torcedor espera, vira alvo de críticas. Em comentários que se espalham por X, Instagram e outras plataformas, a avaliação predominante é de frustração. Torcedores apontam pouca participação efetiva nas finalizações e questionam o ritmo do atacante.

A diferença de percepção entre os dois homens de frente é nítida. Rony, autor do gol da vitória e personagem frequente nas principais jogadas ofensivas, recebe elogios por entrega e movimentação. Muitos comentários destacam a presença na área e o tempo de bola no lance do 2 a 1. Em tom de contraste, parte da torcida cobra mais intensidade de Gabigol e questiona se ele deve seguir como titular absoluto neste momento da temporada.

O resultado em Bauru também interfere na confiança do grupo. Com duas vitórias e nove pontos somados, o Santos volta a olhar para a parte de cima da tabela e reduz o risco de se ver novamente envolvido em disputa contra rebaixamento no Paulista, algo que marcou a trajetória recente do clube. A lembrança de 2024, quando o time conviveu com ameaça real de queda, ainda pesa na avaliação de cada rodada.

Ao mesmo tempo, a expulsão de Thiago Lopes reforça a leitura de um jogo intenso e de limite emocional alto. Com um jogador a mais desde o fim do primeiro tempo, o Santos tem campo para ampliar, mas esbarra em erros de decisão e cansaço. A vitória, embora merecida, não esconde lacunas defensivas e ofensivas que seguem em pauta no clube.

Rony ganha espaço, Gabigol é cobrado e elenco entra em teste

A partir deste 2 a 1 em Bauru, a disputa interna por espaço no ataque tende a se acirrar. Rony aproveita a sequência, confirma boa fase com gol decisivo e se credencia a papel ainda mais central. Cada participação direta em gol pesa em um elenco que tenta se reconstruir, e a performance de hoje coloca o atacante em posição de destaque nas conversas entre torcedores e comentaristas.

Gabigol, por outro lado, entra em uma zona de cobrança mais intensa. O histórico de artilheiro em grandes decisões sustenta o respeito do vestiário e da comissão técnica, mas a paciência da arquibancada é menor. O contraste entre o nome pesado e o desempenho atual alimenta o debate sobre ajustes na escalação, minutagem em campo e até mudanças de função dentro do sistema ofensivo de Carille.

As próximas rodadas do Paulista ganham contorno de exame contínuo para o Santos. A equipe precisa transformar a vitória em Bauru em sequência, consolidar a reação na tabela e reduzir a oscilação que marca o início da temporada. Cada ponto passa a contar em um Estadual que, desde 2024, cobra caro qualquer vacilo de clubes tradicionais.

A comissão técnica terá pouco tempo para respostas. Entre treinos de correção defensiva, gestão física e cuidados com o desgaste emocional, Carille também precisará lidar com o ruído vindo das arquibancadas digitais. O duelo silencioso entre a expectativa sobre Gabigol e a ascensão de Rony se torna um dos enredos centrais da campanha santista. A vitória em Bauru garante respiro, mas não encerra a pergunta que acompanha o time: quem vai assumir, de fato, o comando técnico e emocional do ataque do Santos em 2026?

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